EUA retiram Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

Esposa do magistrado e empresa também tiveram punições removidas pelo governo de Donald Trump

Jéssica PetrovnaMariana Catacci e Tiago Tortella, da CNN Brasil, em São Paulo
O governo dos Estados Unidos retirou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky.
O magistrado havia sido sancionado em julho, acusado de autorizar “prisões preventivas arbitrárias” e suprimir a liberdade de expressão no Brasil. As sanções contra Viviane foram implementadas no dia 22 de setembro.
A Lex Institute, empresa ligada à família Moraes, também foi retirada da lista de sanções dos EUA. De acordo com nota anterior do governo americano, a Lex atua como “holding para Moraes, sendo proprietária de sua residência, além de outros imóveis residenciais”.

O governo de Donald Trump fez diversas críticas contra Moraes nos últimos meses, tendo citado, por exemplo, a condenação de Jair Bolsonaro (PL) por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 como justificativa para a aplicação das punições.

Por sua vez, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse à época que Moraes atua como “juiz e júri” em uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas.

Sob a Lei Magnitsky, todos os bens e interesses das pessoas sancionadas que “estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de cidadãos americanos” são bloqueados.

CNN Brasil entrou em contato com o Departamento de Estado e o Departamento de Tesouro dos EUA e aguarda retorno.

Lula comentou sobre Magnitsky com Trump

Assim como o tarifaço, a implementação das sanções contra Alexandre de Moraes e outras autoridades brasileiras deterioraram drasticamente a relação entre Estados Unidos e Brasil.

Isso foi tema de conversas entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois que os dois governos retomaram as negociações.