
Hoje eu vi pelo facebook uma prima minha homenageando seu pai em Júlio de Castilhos, que estava de aniversário.
Poucas pessoas entendem que o irmão de minha mãe GARIBALDE SOARES DE LIMA, quando chegaram da ARGENTINA com meu avô, esse meu tio foi para a Colônia Israelista Philippson,onde hoje é Itaara, embora toda a famíia tenha se radicado em Júlio de Castilhos. Como esse meu tio falava mais em espanhol, logo ganhou o apelido de Castelhano. Itaara emancipou-se de Santa Maria agora bem recentemente, em 1995 e a comunidade judaica sempre dividiu-se entre SANTA MARIA e JULIO DE CASTILHOS. O município de Júlio de Castilhos, no Rio Grande do Sul, foi oficialmente fundado em 14 de julho de 1891, quando o Distrito de Vila Rica foi emancipado politicamente para constituir o município, inicialmente chamado de “Município de Vila Rica”. Posteriormente, em 1904, o nome foi alterado para “Município de Júlio de Castilhos”, em homenagem ao político Júlio Prates de Castilhos. Já SANTA MARIA foi oficialmente fundada em 6 de abril de 1876
O nome de solteira de minha mãe é JANDIRA SOARES DE LIMA . Eu fiquei sabendo histórias da minha mãe contada por uma prima que mora no ALTO URUGUAI e ela era muito detalhista em seus relatos.
A minha mãe era uma personalidade muito forte, tanto que diferentemente dos seus irmãos, nunca quis visitar sua mãe, porque ela traiu meu avô e foi embora o amante e constituiu família em TRÊS PASSOS. Os meus tios não se importaram, afinal era a mãe deles, mas JANDIRA morreu sem falar com sua própria mãe, porque ela não aceitava a traição.

Meu avô ficou sozinho e criou os 3 filhos sozinhos no RINCÃO DOS SOARES e na ARGENTINA, Foi ao voltar da Argentina que Castelhano foi morar na comunidade judaica Philippson e nunca mais saiu de lá. A título de curiosidade, eu quase matei a ELIZIANE, mãe da NINA, ao entrar no cemitério Judaico Philippson, pois vinha um carro em alta velocidade, de Júlio de Castilhos, e eu entrava muito devagar e quase deu o acidente fatal. Confesso que levei um susto muito grande, mas felizmente escapamos bem. Seria uma ironia morrer na porta do cemitério e não fiquei com boa impressão do lugar.
Minha mãe apenas chorava quando falava em sua mãe, mas negou-se a vê-la em vida, porque traição para ela era um ato abominável e imperdoável.
