A política santiaguense segue sem novidades, exceto as velhas conhecidas.
No PP, partido dominante de Santiago, os desdobramentos da sucessão seguem-se sem percalços. Tudo indica que o nome escolhido é mesmo o de Piru Gorski, faltando apenas a definição do seu vice. Na escolha para o nome do vice pepista abre-se um leque altamente grande, pois existem nomes fortes, a saber, Éldrio Machado, Gioda, Mara Rebelo, Marcos Peixoto e Décio Loureiro.
Ainda permaneçe em aberto o destino do ex-prefeito Júlio Ruivo, um nome forte, muito honrado, mas que não conta com as simpatias do atual grupo dirigente. Soube que o MDB deve colocar-se como alternativa de poder ao ex-prefeito.
Creio que esse impasse em torno do ex-prefeito Ruivo deve se arrastar até a convenção do PP.
Aliás, um fato político nacional e de importância para o contexto municipal, é que o PP passou a integrar a base política do Presidente Lula.
Já no campo da oposição local, segue-se a mesma cisão. De um lado, o grupo bolsonarista do PL, liderado pelo presidente do PL, Miguel Bianchini, ex-deputado estadual e ex-vereador. Dentro do mesmo espectro, temos ainda o grupo do ex-deputado federal Marcelo Brum, que tem respaldo na votação do ex-deputado federal com 8665 votos dentro de Santiago, o que o torna uma liderança de votos no campo da oposição.
Bianchini é lider do PL e Marcelo Brum do Republicanos. Ambos são bolsonaristas.
Por fora dessa cisão, temos ainda o nome de Guilherme Bonotto, que segue com a expressiva votação quando concorreu a prefeito em 2016, ocasião em que recebeu 10658 votos. Assim, a oposição local conta com 3 nomes fortes, a saber, pelo peso de votos, Guilherme Bonotto, Marcelo Brum e Miguel Bianchini.
Contudo, o pleito local têm suas singularidades e temos no campo da oposição a presença do PT/PDT que, devido as alianças do espectro nacional, devem marchar sozinhos. Acho difícil a composição dos dois grupos políticos locais, a saber, o grupo bolsonarista e o grupo petista/trabalhista.
Essa conjuntura comporta várias leituras, embora eu continue achando que a sucessão municipal comporta uma única leitura, que são os sucessivos resultados eleitorais municipais e que a conjuntura eleitoral nacional não têm reflexos no plano municipal.
Na minha opinião pessoal, o candidato do PP segue forte e sem abalos significativos, devendo ganhar a eleição com facilidade. Todos os fatos novos jogados no debate são meras hipóteses, por exemplo, a divisão eleitoral da direita local.
Por fim, a sucessão municipal sempre vem eivada de novidades, fruto das questões municipais e suas singularidades. Mas aqui em Santiago o desenho é mais favorável ao PP do que a oposição, a saber, o racha na direita é mais visível na oposição, embora a esquerda permaneça unida com o PDT/PT. Por enquanto ainda não surgiu um fato expressivo capaz de modificar o quadro sucessório municipal e caminhamos, até aqui, no rumo da obviedade.
