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Reforma do poder judiciário de Israel leva 60 mil pessoas às ruas
PALESTINA x ISRAEL – A História de um conflito sem fim.
Barbárie e a gênese do fundamentalismo tropical
A política do Brasil começa a dar sinais de descontrole e assunto muito pouco focado foi a imolação e posterior morte de um senhor em frente ao STF. O rapaz, segundo se sabe, protestava contra o Ministro Moraes, do STF.
Se de um lado foi um ato impensado desse pobre homem que veio a óbito, de outro, é estranho o silêncio da imprensa, pois se negam a divulgar até o nome do mesmo, sua cidade, sua origem ideológica e nada sobre as investigações são publicadas.
O perigo desse ato é claramente o surgimento do terrorismo tropical, ao estilo homens-bombas de alas radicais do islamismo. embora, repito, o terrorismo é fruto de uma ala radical do islamismo e não representa o pensamento médio do islã como um todo.
De qualquer forma, se o ato foi impensado de um lobo solitário, embora o ineditismo em nossa política, sabe-se que tais atos são propulsores de reação em cadeia. E isso, claramente, pode incentivar novos lobos ou até gerar uma alcatéia.
Os atentatos as torres gêmeas mostram claramente que o fundamentalismo é – sim – uma arma política, onde a vida de pessoas perdem o sentido e o valor diante do sacrifício por uma causa maior. E esse ato desse homem que imolou-se em fogo e veio a óbito é prelúdio desse movimento no Brasil.
É claro que isso é reflexo do ódio e esse, desde Adélio Bispo, está claro que o ódio político está tomando expressão em nosso país e isso é um indicativo muito perigoso. Ninguém mais fala em pacificação nacional, em desarmamento dos espíritos e os rumos apontados são perigosos demais. E os dois lados do espectro político nacional agem com destempero e incentivam o conflito.
Não foram poucas as pessoas que pensaram e externalizam pensamentos: – se o cara queria se matar, que levasse bombas ao corpo e levasse os deles junto. A cadeia do ódio começa exatamente assim.
Li que a polícia encontrou nas buscas junto ao corpo desse jovem imolado, diversos panfletos de cunho político, com imagens de figuras como:
Do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela;
do alemão Johann Georg Elser, famoso por tentar matar Adolf Hitler;
de Claus von Stauffenberg, líder da Operação Valquíria, que também tinha como intuito executar o ditador alemão, imortalizado no filme de mesmo nome por Tom Cruise.
Ora, isso não é literatura de alguém de direita clássica, muito antes pelo contrário, parece coisa de alguém sintonizado com fatos políticos internacionais e aí reside o perigo do ato desse homem.
É óbvio que os nossos ministros do STF correm riscos de vida, assim como expoentes políticos do PT e do próprio bolsonarismo.
Desde Adélio, passando pela tentativa de explodir um caminhão tanque e agora com essa imolação masculina em frente ao STF, fora fatos que devem ter existido e que não vieram à tona, são indicativos perigossísimos de nossa política, pouco estudados, pouco analisados e até subestimados. O próprio Bolsonaro, quando capitão da ativa, em seus planos contra superiores e por melhores soldos, elaborou planos de colocar bombas em dutos militares.
Esse é um rumo muito complicado em nosso país. Da apologia à docilidade tropicalista, os indicativos são claros de que estamos tomando os rumos extremistas, especialmente do fundamentalismo político e religioso, cujas consequências ninguém tem claro em nosso país.
Sou evangélico e continuo cada vez mais evangélico

Sempre que possível, quando Nina estava comigo, eu a levava nos cultos.
Fora do modismo que viraram as igrejas evangélicas no período Bolsonaro, eu batizei-me na Igreja Evangélica aos 12 anos de idade e dali carreguei lições para o resto dos meus dias.
Sempre acho louvável a abertura de uma porta evangélica. Decorre dali pessoas mais sensatas, aflora o humanismo, filhos ganham harmonia com os pais, pais se respeitam mais, os lares não são facilmente destruídos e a harmonia de Cristo Jesus é sempre indicativo de paz, sensatez e equilíbrio. –
Sou imperfeito, sei bem disso, mas houve valores dos quais nunca abdiquei. Pari passu sempre combati o comércio da fé e a exploração do sentimento religioso das pessoas. Mas – mesmo em meio a tantas contradições – o humanismo das igrejas evangélicas é sempre um caminho, uma alternativa decente e uma saída para desajustes que não encontramos no mundo materialista.
Por outro lado, sempre tive cruéis divergências com a linha adotada por teólogos evangélicos em nível mundial. Essa submissão ao Estado de Israel, que vive da carnificina dos povos palestinos, jamais será aceito por Deus. Uma coisa é o Estado de Israel e outra coisa é o governo de Israel, que sempre incitou o conflito com árabes, persas e palestinos.
Quando moço, bem moço, mal conseguia entender o alinhamento evangélico com regimes ditatoriais na América Latina, Ásia e África.
Agora, no Brasil, era Bolsonaro, a coisa degringolou de um jeito nunca imaginado antes. Todos os pastores viraram profetas e não raros profetizavam a vitória de Bolsonaro, como se esse fosse o indicado de Deus e gerou daí um fundamentalismo sem precedentes.
O aparelhamento político-ideológico das igrejas evangélicas é desagradável aos olhos de Deus. Nunca poderia se meter política partidária dentro das igrejas, esse foi um erro histórico.
Eu vejo meu amigos e irmãos de longa data, aqui em Santiago. Boa parte deles são evangélicos e petistas. Alguém perguntou como eles se sentiam diante do cruel aparelhamento político-partidário e ideológico das igrejas?
Parece que não extraíram nenhuma lição dos erros da teologia da libertação católica, que esvaziou o catolicismo e aparelhou-o ao petismo.
Pelo sim, pelo não, eu continuo evangélico, continuo assistindo aos cultos, tendo uma vida em comunhão com Deus e não me importa o governo do país, minha fé continuará sendo a mesma.
Nunca usei a religião para pedir votos e nem para fazer política. Deus cobra a conta, pois a política é cruel, feita por bandidos, em sua maioria, e convém não nos misturarmos, a despeito de nos acharmos diferentes.
Creio que a vitória da Lula dará um novo sopro ao movimento evangélico no país e isso é bom. Sou e sempre serei crítico ao governo do PT, que tenta cercear a liberdade religiosa, isso é inquestionável.
Novas bases emergirão, nova realidade, novos tempos. Essas de ONGs evangélicas embolsando milhões para evangelização de indígenas terão um fim e esses espertalhões devem explicações.
Em tempo: não votei em Lula e não votei em Eduardo Leite. Apenas dei um voto em Olívio para senador e não me arrependo, jamais votaria em Mourão.
Os evangélicos devem seguir com suas lutas e com suas pautas, mesmo que contrariando governos. Sempre foi assim, historicamente. Nossa submissão é a Deus.
Espero que tenhamos extraído lições dos erros recentes e nos voltemos a Deus.
