Da Biblia Sagrada

2. Não há ninguém Santo como o SENHOR; não existe outro além de ti; não há Rocha alguma como o nosso Deus.
3. Não multipliqueis palavras altivas, nem brote dos vossos lábios a arrogância, pois o SENHOR é Deus sapientíssimo: cabe a Ele julgar tudo o que as pessoas fazem.
4. Os arcos dos poderosos serão quebrados, mas os fracos são revestidos de força.
5. Os que viviam na abastança agora trabalham por comida, mas os famintos não passam mais fome; até a estéril teve sete filhos, mas a que tinha muitos filhos se enfraqueceu.
6. O SENHOR é quem tira a vida e a dá; faz descer ao Sheol, à sepultura, e da morte resgata.
7. O SENHOR faz empobrecer e faz enriquecer; Ele humilha e exalta.
8. Ergue do pó o necessitado e do monte de cinzas faz ressurgir o abatido; Ele os faz assentar-se com príncipes e lhes concede um lugar de honra, porque ao SENHOR pertencem os fundamentos da terra, e sobre eles estabeleceu o mundo.
9. Ele guardará os pés dos seus santos, mas os ímpios permanecerão nas trevas, porquanto não é pela força que o ser humano vencerá.
(1 Samuel, 2)

Por que Santiago não patrocinou para seus ouvintes e nem para sua população um debate sério sequer sobre as guerras em curso no mundo?

*JULIO PRATES

Santiago é um polo regional. Somos sede uma grande universidade regional, a URI, que tem  potente rádios FMs  … temos mais de 60 universidades e faculdades virtuais. Temos mais de 40 rádios webs, 3 TV digitais, dois jornais de grande porte semanais e temos 5 rádios FMs. Ademais, somos auto-proclamados a TERRA DOS POETAS e CIDADE EDUCADORA. 

A despeito de tudo isso, Santiago não patrocinou para seus ouvintes e nem para sua população um debate sério sequer sobre a guerra em curso no mundo, entre a Rússia e a Ucrânia e, agora, com a gravíssima decisão da Rússia de colocar em alerta especial suas ogivas nucleares, superiores a 6 mil. A questão de GAZA e Israel é medíocre, ninguém sabe a diferença entre sunita e xiita.

Nossa população é abastecida pelos canais institucionais  e o episódio revela bem nossa pobreza intelectual e acadêmica.

Creio que já passou da hora de ser produzido um bom programa local, confrontando as teses dominantes na sociedade santiaguense e região. Não importa o lado, mas o debate em si, que é emergente e necessário, isso nem de longe acontece.

As famílias estão interessadas em comer, assar carne, tomar cervejas … os evangélicos estão acampados e quem não está acampado intoxica os ouvintes com a lavagem cerebral acrítica de que os EEUU são a redenção do mundo e que Putin é comunista e que precisa ser destruído. O Pastor Caio Fábio chegou ao extremo do absurdo de afirmar que Putin é um reptiliano.  A Renata vai adorar e os reptilianos locais adoraram.

Creio que a ausência de debates e reflexões demonstra bem nosso analfabetismo funcional. Entendem agora porque eu afirmo que somos uma terra de cegos?

Alienação e miséria acadêmica e intelectual é pouco.

Monólogos com uma só posição não são debates. Debates precisam posições antagônicas entre si.

Agora vem Natal, Ano novo. Depois do carnaval eles acordam e vão sair atrás de filet de mercado. Nem que inventem um, como tudo é aqui.


*Autor de 6 livros, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registro Internacional de jornalista nº 908 225  inscrito no Ministério da Cultura do Brasil, Sociólogo e Advogado, Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual. Também é Pós-graduado em Sociologia Rural. 

Apenas um anotador nesse blog que fará 24 anos de existência e nem sei quando será sua morte.

 

Santiago: crítica e reflexão na alienação, sobre a 3ª tese de Feuerbach

*JULIO PRATES

Os cursos da URI seguem atolados em suas próprias engrenagens contraditórias, e ninguém tem coragem de traçar um diagnóstico sério. Amiguinhos, fingidinhos, não sabem nem por onde começar a reflexão. Aqui, sempre foi assim.  Quem crítica, logo é alçado à condição de inimigo. Não vivo para agradar a ninguém, por isso … escrevo.

Sempre tive consciência disso, sou parceiro e aliado de quem compreender a extensão desse atraso e a necessidade de ruptura com o arcaísmo, pois só assim poderemos dar um salto na modernidade. O primeiro passo é não mentirmos para nós mesmos e admitirmos nossas limitações. A honestidade acadêmica é um Princípio que deve nortear nossos rumos. Aversão à mentira, combate à fraude a ao estelionato, seriedade com a busca intelectual, aceitação e reconhecimento de nossas limitações: são grandes indicativos de passos sinceros.

Até hoje o Plano ambiental de Santiago sustenta que temos salmão em nossa ictiofauna. É. Duro admitir, que é  Santiago do Chile que se referem. Patético.

As notas do ENEM revelam o caos, a mediocridade, a pobreza intelectual e a miséria acadêmica de nossa gente. As péssimas notas revelam que temos péssimos professores.

Se por um lado, grassa essa escola de empulhação e embuste, onde a tapeação e a farsa andam de mãos dadas, nossos horizontes intelectuais não passam a ponte do rio Rosário. O que farão essas crianças, produto dessa onda docente medíocre, quando concluírem seus estudos? Pagarão para entrar numa universidade sem critérios, e isso é privilégio para poucos, ou vão engrossar o patético exército industrial de reserva santiaguense, vivendo das benesses públicas e tocando uma vidinha aboletada com as novelas da globo e o show do Faustão ou do Gugu, ou nos games ou canais da rede? Ou – se preferirem – rindo das pegadinhas do SBT.

Vivemos em estágio absoluto de alienação. Triste alienação, onde a pessoa, pouco a pouco, vai nadificando-se na medida em que o complexo superestrutural se constitui na totalidade do Estado. Assim, ficamos todos acomodados na miséria material e moral, tornando-nos incapazes até de sonhar com a concepção utópica de uma sociedade de luzes.

A grande maioria dos professores que levaram os alunos de Santiago ao caos, revelado nas sucessivas notas oficiais, ainda não acordaram do sono infantil do comunismo e das decorebas prontas de catecismos pedagógicos esquerdistas e direitistas, vivendo de fachada, de chavões. Mal têm consciência que são ocos, vazios, medíocres. Julgam-se donos da verdade e fazem das salas de aulas o laboratório de reprodução da ideologia que os conforta, a repetição discursiva que esconde obtusidades intelectuais e reduz o saber às suas heresias e crenças.

Ensinar pressupõe uma disposição constante a reflexão e ao debate. Entretanto, aqui em Santiago a crítica, a reflexão e o debate são vistos como sinônimo de polêmica, de confusão. Fingimos que somos todos bons, poetas, gente de conhecimento. Mas as notas dos nossos alunos estampam nossa vergonha maior. Não temos conhecimento acumulado, não temos pesquisas sérias, não temos saberes tecnológicos e nem fontes produtoras. Somos um lupenzinato, nada mais que isso. E nossos professores precisam estudar mais, descobrirem outros horizontes intelectuais e lerem menos catecismos, sejam eles da ideologia que forem.

É duro tudo isso? Sim ! Mas esse é o primeiro passo para uma decisão. Ou ficamos onde estamos, dando voltas em torno de nós mesmos, ou transcendemos. A transcendência, é o caminho mais difícil, mais longo e mais doloroso. O dia em que tivermos uma livraria e público para comprar livros, estaremos dando o primeiro passo. Por enquanto, é melhor fazer como fizeram comigo logo após o post de dias atrás. Atacarem-me. É sempre melhor e mais cômodo assassinar simbolicamente quem futrica e fuça do que assumir os erros coletivos, que só os que fuçam sabem identificar.

“A doutrina materialista advoga que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, [de que] seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado”. (3ª tese sobre Feuerbach).


*Autor de 6 livros, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registro Internacional de jornalista nº 908 225  inscrito no Ministério da Cultura do Brasil, Sociólogo e Advogado, Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual. Também é Pós-graduado em Sociologia Rural. 

Apenas um anotador nesse blog que fará 24 anos de existência e nem sei quando será sua morte.

 

Maior lançamento de livros na História do interior do Rio Grande do Sul no ano de 2004

Cenas do lançamento dos meus livros PAMPA EM PROGRESSO e BOCA DE LOBO, 3 de janeiro de 2004. Foi a primeira vez na história que 3 redes de Televisão vieram a Santiago fazer uma cobertura local de lançamento de livros, RBS, SBT e TVE. A mesa, teve 32 autoridades, na foto primeira, Prefeito Chicão, o Secretário-geral do Ministério da Ciência e Tecnologia, Dr. Vanderlan Vasconcelos, representando a Presidência da República, o blogueiro/escritor, e o Deputado Federal Wilson Covatti, representando o Congresso Nacional. 

Cenas de uma parte do Auditório, Deputado Celso Bernardi, representando a mesa da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Deputado Covatti, representando o Congresso Nacional Juca, Prefeito da Bossoroca e de costas Roger Ross. Estiveram presentes, ao final, 500 pessoas, 42 autoridades, dentre 4 deputados estaduais, dois deputados federais, 8 prefeitos da região, liderados pelo Prefeito Ivo Patias, de Jaguari. Atrás de Celso Bernardi, aparece meu amigo de todas as horas, Promotor Barbará. Também compareceu o Comandante do Estado Maior das Forças Armadas General Roberto, que foi orador na cerimônia.



Anatomia de um homem sem preço

*JULIO PRATES

Já há questão de 8 para 10 anos tenho lutado pelo descontrole de minha diabete. Não existem mais remédios, é tudo fora de controle e o que é pior é a perda sucessiva de visão, que intercala períodos razoáveis e outros completamente adversos, onde mal consigo identificar um vulto em minha frente.

Como nada disso é novidade, venho me arrastando, impossibilitado de trabalhar e com o quadro cada dia mais adverso.

Escrevo em caixa 72 e depois reduzo para 20, mas mesmo assim é tudo muito precário.

Nada a me lamentar, sei que a vida é assim mesmo e estou muito sereno para o que vier. Seja o que for.

Sei que nas horas de doenças, todos falam em Deus e buscam soluções milagrosas em Deus. Eu sei que Deus não é um torneira para soluções individuais, por isso sequer peço por mim. Entrei naquela fase que muitos temem, mas, curiosamente, estou cada vez mais convencido de minhas idéias, de minhas convicções e de minhas crenças.

Sei da doença, mas sou um homem tranquilo diante de tudo, de todos os obstáculos e todas as barreiras que tenho pela frente. Sei o que pode vir, por isso estou calmo e manso. Nenhum desespero, nada me assusta, estou em paz pelo que eu fiz e nada de arrependimentos.

Se que partir hoje, amanhã, ou qualquer dias desses, podem ter certeza que comigo tudo está em mansidão, pois estou agindo segundo meus princípios e por isso não existe em mim arrependimento, remorso ou aversão por algo que eu tenha feito.

Não esperava essa situação tão complicada nessas alturas, mas sei como é a vida, a fragilidade da vida e nossas debilidades. Somos todos iguais, uns vão mais cedo, outro vão tarde, mas – no final – todos vão. O que resta é a certeza de que agimos segundo nossos princípios, nossa ética e nossa honra.

Sempre fui um homem sem preço. Exceto que minha honra, minha ética e meus princípios não têm valores.


*Autor de 6 livros, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registro Internacional de jornalista nº 908 225  inscrito no Ministério da Cultura do Brasil, Sociólogo e Advogado, Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual. Também é Pós-graduado em Sociologia Rural. 

Apenas um anotador nesse blog que fará 24 anos de existência e nem sei quando será sua morte.