OAB-SP promove demissões em massa no estado e subseções lamentam e a luta pelo fim da justiça sexista no Rio de Janeiro

METROPOLES – GUILHERME BIANCHI

A decisão é exclusiva da OAB-SP e colaboradores alegam demissão sem diálogo prévio. A justificativa seria “dificuldades financeiras”

Subseções da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) anunciaram nas redes sociais, nessa quarta-feira (15/10), que a OAB-SP está promovendo demissões em massa em todo o estado. De acordo com as divisões, a decisão é exclusiva da seccional da Ordem e colaboradores estão sendo demitidos sem diálogo prévio.

Profissionais contaram ao Metrópoles que os desligamentos acontecem sem possibilidade de negociação e a justificativa seria por “dificuldades financeiras” da seccional. Uma ex-colaboradora afirmou que trabalhou por 18 anos na OAB e foi demitida recentemente após a presidente da subseção em que ela trabalhava ser avisada por uma chamada telefônica.

 

“Simplesmente eles ligaram e falaram que fui desligada da OAB, só isso. Avisou a presidente e a presidente avisou a gente. Não mandaram papel, não mandaram nada, foi só isso”, contou a ex-colaboradora.

Em nota, a OAB-SP negou a demissão em massa ou qualquer medida justificada por dificuldades financeiras, “inexistentes”. De acordo com eles, existem, sim, “ajustes orçamentários de rotina, sob duas justificativas: universalização dos serviços digitais e adequação às regras de responsabilidade fiscal do Conselho Federal, que fixa um teto de 55% da receita para gasto com pessoal”.

“Modernizar a estrutura, investir em tecnologia, reduzir custos administrativos e ampliar a oferta de serviços à advocacia são demandas do nosso tempo”, continuou.

Manifestação nas redes sociais

Subseções de Catanduva, Campos do Jordão, Cruzeiro e de outras cidades do interior paulista se manifestaram nas redes sociais. Em um comunicado, a divisão de Catanduva lamentou a forma como o procedimento está sendo conduzido pela seccional, “especialmente diante da ausência de participação das subseções no processo decisório”.

“A Diretoria da 41ª Subseção da OAB/SP — Catanduva informa que, por decisão exclusiva da Seccional da OAB São Paulo, e sem qualquer possibilidade de diálogo prévio com as diretorias das subseções, está sendo promovida uma reestruturação e redimensionamento no quadro de colaboradores em todo o Estado”, detalhou em nota.

 

Outras diretorias também esclareceram que os colaboradores atuantes nas subseções, ainda que trabalhem nas casas da advocacia das cidades, são contratados e pagos pela OAB-SP e, por isso, as divisões não possuem poder para impedir ou reverter os desligamentos.

Sindicato detona administração da OAB-SP

O Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas do Estado de São Paulo (Sinsexpro) também se pronunciou sobre os desligamentos. Segundo a organização, as demissões “são sumárias e unilaterais, sem qualquer diálogo com o Sindicato e sem apresentar motivação financeira concreta que justifique tamanha medida extrema”.

JUSTIÇA PARA HOMENS 

Dia 29 de novembro, no RJ, SHOPPING RECREIO, haverá o simpósio pelos DIREITOS HUMANOS MASCULINOS com escopo de mudar as leis sexistas e misândircas no Brasil. É o primeiro movimento que emerge dentro da OAB devido as posições sexistas e anti-homens que tomaram conta do poder judiciári.

NOTA DO BLOG

Eu tenho vários amigos e amigas advogados em SÃO PAULO e as demissões é a pauta da OAB-SP.  É só o que se fala.

Acredito muito na honradez dos colegas da direção da OAB-SP e sei que a crise é puramente economica, pois os colegas advs não tem mais como pagar a mensalidade e reside aí o pivô de crise.

Os colegas passam por enormes dificuldades, os alugueres atrasados são uma realidade gritante, junto emergem outras despesas como energia elétrica, internet de qualidade e a ausência da disponibilidade da IA é uma constante, incluusive em nosso Estado.

Dias atrás, conversando com o Dr. Torelly, líder do movimento MUDA OAB, e ele me deixou claro que a ausência de IA é a carência financeira, dentre outras considerações.

Essa semana, falando com colegas de BAURU, notei que a crise é maior do que se tem notíicias, pois agora as notícias ganharam as páginas dos jornais de repercussão nacional.

Felizmente, não existe má gestão e a crise é mesmo derivada da condição econômica e tudo indica que teremos um aumento nos valores das mensalidades no final do ano, embora a visibilidades. A anuidade de 2026, segundo nova decisão, terá o custo de RS 1.050,00 e isso é indicativo de que a crise só se arrastará.

O atraso na implantação da IA para advogados é visível e chama muito a atenção de todos no RS.