Bom dia Santiago e região, o último ofício da minha vida

Mais um dia de quarentena … hoje chegam meus novos remédios para controle de diabete, de Santiago … enquanto fico confinado aqui no Capão do Cipó. Eu levo isso muito a sério e tenho uma filha para encaminhar na vida. Duplamente risco de vida, pela idade e diabete, não tenho outra alternativa, a não ser resistir.

Fiquei muito angustiado com minha filhinha. Ela me ligou, apavorada com o ciclone. Queria saber como eu estava e me disse que tinha medo, por ela, pela mãe dela, que está em São Borja e por mim, que estou recluso aqui em Capão do Cipó. A Nina está em Maçambará. Expliquei para ela que eu creio num Deus vivo, que já tinha orado e que Deus não deixaria acontecer nada com ela, principalmente. Fiz a ressalva, que eu só vou, quando Deus quiser. Acho que consolei-a.

Com a pandemia e a quarentena, aprendi o último ofício da minha vida … fazer pão e bolo. Todas madrugadas faço um, e é especial, porque sou diabético. Já posso casar …

Hoje, acordei cedo. Fiz um bolo especial para diabético e comecei minha rotina de leituras e estudos.

Dr. Cilom Pinto

Cedo, antes das 6 horas da manhã, conversei com o Dr. Cilom Pinto, grande Advogado, meu amigo desde 1984, quando nos encontramos na universidade. Gosto muito do Cilom, muito preparado e conhece muito política internacional. Sempre conversamos sobre a questão Palestina e do Estado de Israel. Cilom, pró-Palestina, tínhamos um amigo em comum, o Bernardo, e íam na mesma Sinagoga do Bom Fim, em Porto Alegre. Cilom fez um elogio ao meu bolo (foto acima).

Santiago em Rede – amanhã – grande debate com o vereador Gildo, juristas…21 horas.

A piada da audiência das TVs a cabo no Brasil e as quedas dos salários dos jornalistas, dos pequenos aos famosos.

Ao comentar a pouca audiência das TVs a cabo no Brasil, Mario Sabino, do site Antagonista, observa: ” A pesquisa mais abrangente da Kantar Ibope Media, que compila os resultados de todas as TVs da região na faixa das 6h às 5h59, trouxe a GloboNews com 0,31 ponto e a CNN Brasil com 0,10 ponto em junho. Mês passado, os placares eram, respectivamente, 0,39 ponto e 0,16 ponto”.

Em números, esse pico de audiência, quando atinge um ponto, é de 203 mil expectadores. Em outras palavras, a Globo News não atinge 62 mil pessoas. A festejada CNN atinge apenas pouco mais de 20 mil expectadores.

QUANTO GANHAM OS JORNALISTA DA TV BRASILEIRA (Segundo o site QueroBolsa)

Quanto ganha um jornalista?Salário de jornalismo

  • Salário médio de jornalista no Brasil. R$ 2.456. Salário médio de jornalista no Brasil.
  • Estado com maior salário médio. Distrito Federal (R$ 3.623) Estado com maior salário médio.
  • Especialidade com maior salário médio. Reporter (Exclusive Radio e Televisao) (R$ 3.490) Especialidade com maior salário médio.

Quanto ganha um apresentador da CNN?Analista de comunicação: R$ 3.222,83. Assessor de imprensa: R$ 2.350,00. Assessor de comunicação: R$ 2.664,08. Repórter: R$ 2.845,40.

Quanto é o salário de um jornalista da Globo News?Repórter: R$ 2.845,40. Redator: R$ 1.849,76. Produtor editorial: R$ 2.755,22. Coordenador de mídias sociais: R$ 3.182,79.

Essas são tabelas oficiais. Já os salários dos âncores e apresentadores estão despencando, muitos foram reduzidos ao meio. A crise na Gobo não têm precedentes na história da emissora.

Os mega salários também despencaram, isso sem se falar nas demissões assustadoras.

China suspende importações de suínos gaúchos. Lageado e Três Passos conhecerão o caos

FONTE – SPUTNICK, órgão oficial do governo Russo

A China suspendeu as importações de carne suína de dois frigoríficos localizados no Brasil, da JBS e da BRF, ambos no Rio Grande do Sul. 

Segundo a agência Reuters, o veto da autoridade aduaneira chinesa vale para uma unidade da BRF, em Lajeado, e uma da BRF, em Três Passos. 

A informação sobre a proibição do embarque da carne oriunda dos dois frigoríficos foi publicada no sábado (4) no site da Administração Geral de Alfândega da China. No boletim consta apenas os números de registros das unidades e não há explicação para o motivo da suspensão. 

O pior da pandemia ainda nem começou

Segundo o site ANTAGONISTA, A Revista The Economist deu um alerta terrível. Segundo estudos do Instituto Tecnológico de Machassutts, e pior pandemia de coronavírs ainda nem aconteceu. Segundo o MTI, para cada pessoa contaminada, existem 12 outras que sequer sabem. A pandemia continua e vem pior. O título é sugestino: o pior está por vir. A matéria está na revista fechada para assinantes.

O projeto nacional de Estado-nação de Ciro e do PDT

Júlio Prates

Terminei, hoje, pela manhã, a leitura do livro-projeto de Ciro Gomes e seus protocolos de boas-intenções.

Primeiro, creio os trabalhistas da região, que andam de frescuras pragmáticas com o PP, deveriam ler o livro; com certeza, descobrir-se-iam no partido errado. Os pressupostos teóricos e metodológicos do PDT, especialmente os delineados por Ciro, são avessos à ideologia do PP, suporte da ditadura militar e uma direita avessa a tudo o que o trabalhismo prega.

Segundo, o livro é lançado com 40 anos de atraso. As forças trabalhistas organizadas, capazes de dar sustentação a um projeto nacionalista de esquerda, em cima do Estado-nação, não existem mais no país. Foram engolidas pela hegemonia do PT, PSOL, PSTU e PCO, ala trotskista e também pelo PC do B, de raiz stalinista. Essas forças já viveram seu auge e – da capitulação da CUT e CGT, num primeiro momento, passando pelo aparelhamento leninista (embora transmitido como gramsciano, onde a correia substitui a hegemonia) o movimento sindical nacional foi engolido, devorado, tanto que não esboçou resistência nem mesmo ante o engolimento dos direitos trabalhistas e o naufrágio absoluto das conquistas da classe operária.

Embora Ciro tente converter o trabalhismo brizolista à segunda internacional socialista, que deu origem à social-democracia européia, duvido que algum bom analista político não vejo um erro histórico na proposta, pois nem a história anda para trás e nem os movimentos sociais são transportados mecanicamente.

É claro que o livro de Ciro é até bem-intencionado. Não nego isso. Mas de boas intenções o inferno está cheio.

O Estado-nação defendido por Ciro só seria possível pelo fechamento do Estado-nacional, sei lá, ao melhor estilo coreano do norte, se é que cabe algum paradigma. Em plena modernidade tecnológica, da telemática à robótica, mas especialmente pela telemática, seria quase um absurdo propor o consumo isolado, e nem estou falando na dependência tecnológica. Pelo projeto de Ciro teríamos que ter pólos nacionais de vanguarda, em termos de domínio científico e tecnológico, num mesmo nível do Japão, França e EUA, com seu vale do Silício na baía de San Francisco, Califórnia, abrigando gigantes mundiais como a Apple, o Google e o Facebook.

Já que o livro é um conjunto de mecanicismos, hello Althusser, creio que nem nos EUA caberia projeto de estado-nação trabalhista-cireano, dado a superação histórica e factual da proposição esboçada no livro de Ciro.

Um projeto, como o Ciro, ignora a ideologia que permeia as Forças Armadas, afinal nenhum projeto nacionalista como o proposto, seria, em tese, viável sem o suporte das FFAA. Por outro lado, não fica claro como ele propõe um refundação da classe operária nacional, nem como proporia redefinir o pacto social, político e econômico e nem as bases do imaginário futuro neo-sindicalismo nacional.

O operário nacional foi corroído pelo germe do neoliberalismo e pensa como investidor, isso parece que Ciro não nota.

Ademais, a configuração das forças sociais emergentes, estratificadas dentro das classes socais, porém ultra-classe, não é abordado, por exemplo, é o pensamento católico conversador e – em maior grau – o pensamento evangélico, que tem uma unidade de setor, à Pierre Bordieu, mas que transcende – pela metafísica- o simples pensamento de classe. Ninguém leva a sério, mas esse é o maior nó górdio para quem quiser entender o movimento dos estamentos, hoje, dentro das classes sociais nacionais.

Isso corroeu aquela leitura clássica marxista entre classes sociais/econômicas dominantes e dominadas.

Esse é um livro para iludir as bases nacionalistas acríticas. Serve como projeto político pessoal e tentará coptar os setores perdidos, órfãos do PT e seus satélites, troskos e neo-troskos, assim como o colorido stalinista de Manu e essa gurizada que marcha na paulista ostentando o símbolos da IV Internacional de 1938, ao lado dos órfãos de Enver Hoxha.