Respeito, prostituição e Dignidade

*JULIO CÉSAR DE LIMA PRATES

Sábado para domingo, fui dormir tarde, ouvindo até o clarear do dia as análises de PAUL KRUGMAN, um grande e talentoso economista que o leio há anos, embora seja Nobel de Economia em 2008.

KRUGMAN virou meio esquerda, embora seja um liberal.  Contradição? Mas quem não é? Só que suas análises sobre o governo TRUMP e seu pacote tributário imposto ao Brasil é altamente depreciado por ele, que é um dos maiores economistas do mundo. O cenário não é bom para o futuro próximo e soa mais como uma birra pessoal de Trump, embora a política brasileira esteja na velha guerra de torcidas maniqueístas.

Eu levo KRUGMAN muito a sério.

Acordei um pouco passado do meio dia e sai buscar meu prato de risoto, Lá chegando, a senhora dos risotos tinha entregue e peça e fiquei sem almoço.

Esperei a tarde, o Mercado Camelo abre as 17 horas e fiz minhas compras, duas mines coxinhas e dois pãeszinhos. Cheguei em casa, fritei-as, piquei alho e fiz tudo com arroz. Finalmente, almoçei e jantei junto e ainda guardei os pães para um eventual café noturno.

Embora ex-evangélico, quase ateu, sempre agradeço a Deus pelo alimento,  meu velho hábito de orar sem saber bem para quem. Mas agradeço pela saúde, pela paz e peço forças para seguir minha luta. Certamente, o meu Deus não é o mesmo do pastor Cláudio, do Pastor Ribeiro e de todos esses pastores que só usam a igreja para fazer política partidária. Meu Deus é um Deus diferente, é um Deus de paz, de amor, de solidariedade e de afeto entre os seres humanos. Noto que esses pastores só pregam ódio e jogam uns contra os outros .

Teônia Pereira, jornalista petista, acusou Michele Bolsonaro de ter sido prostituta. Eu não tenho nada a ver com essa senhora, sequer sou do seu partido, mas o ato sintetiza bem o nível da baixaria, o desrespeito e o vilipêndio contra a condição de mulher. O que eu vejo de críticas contra Michele, por sua sexualidade, chega a assustar. O que importa se ela tive uma filha antes de conhecer Bolsonaro? Nada, simplesmente nada. A mulher, no Brasil, faz o que quiser com sua sexualidade, o mesmo raciocínio vale para Michele, Janja ou qualquer outra mulher.

Eu vejo a política como totalmente podre, não escapa mais nada, nem o minimo do respeito existe. Eu sempre tratei as prostitutas com o maior respeito e, mesmo sua profissão, para quem faz o uso do corpo para sobreviver, merece o nosso respeito.

A essência de uma pessoa, homem ou mulher, não está em sua sexualidade, está, sim, nos valores éticos e morais dela ou dele. Eu conheço muito pouco a prostituição em nossa cidade, para ser bem sincero, sequer conheço alguma prostituta. Mas assevero que o respeito pelo trabalho e pela dignidade de quem usa o corpo como fonte de renda, merece o nosso respeito sempre.

O mesmo respeito vale para as opções sexuais das pessoas, bi, hetero, tri … Não podemos é deixar aflorar essas teses preconceituosas e que violam a Dignidade humana. Seria tão simples vivermos bem, em paz e em harmonia.

Eu defendo um cliente meu que sofre horrores pelo fato de ser negro, como se ser negro e de umbanda, o fizesse diferente dos demais seres humanos.

Estava na hora de refletirmos sobre a extensão desse cinismo e desses preconceitos que são altamente vivos em nosso meio. E o que é pior: ainda são valores cultuados.


*Jornalista nacional registro nº 11.175, Registro de Editor Internacional nº 908225,  Sociólogo, Teólogo e Advogado.

Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura  Textual e também em Sociologia Rural.

Autor de 6 livros. 

 

A ORIGEM DO CIÚMES E O DESTRUTIVO PODER DO BOATO

*JULIO PRATES

Reza a mitologia grega que os “deuses” Céfalo e Prócris viviam um amor intenso, eram casados, tinham uma filhinha e havia fidelidade recíproca; durante muitos séculos curtiram a intensidade desse amor.

De repente, um dia, Aurora, que era amiga de Prócris, começa a ver as belezas de Céfalo, seu corpo, seu modo de falar, o amor dele com a filhinha e descobre-se apaixonada por ele; sem nunca revelar nada, começou a assediar o deus, que nunca correspondeu aos assédios de Aurora.

Inconformada de ver aquele casal lindo e sua filhinha, Aurora decide amaldiçoar o destino da família. Elaborou um plano.

Passou a seguir Céfalo em suas andanças pela floresta.   Certo dia, ouviu ele pronunciar “VENHA BRISA SUAVE, LEVE O CALOR QUE ME QUEIMA”.

Aurora ouviu tudo e levou a história para Prócris. Contou que Céfalo tinha uma amante, jovem e linda, tinha os olhos verdes e chamava-se Brisa. Ademais, deu detalhes de como eles se encontravam nas florestas.

O relato teve um efeito devastador na vida da Prócris, que passou seriamente a desconfiar do marido. A desconfiança tornou-se obsessiva e passou a seguir os passos do marido pela floresta.

Dias e dias sucedem-se.

Sem nada desconfiar, o deus Céfalo seguia suas caçadas. Até que numa tarde ensolarada, cansado, abriu os braços, fitou os céus, fechou os olhos pruridos e exclamou “ venha minha BRISA”.

Entre os arbustos e sem ver o marido, Prócris, possuída de ciúmes, ensaia uma corrida em direção ao marido e sua suposta amante.

O deus caçador, ouvindo os ruídos de galhos quebrando-se, reage, pensando ser um animal da floresta que vinha em sua direção.

A reação virulenta do deus é o arremesso de sua lança contra quem ele imaginou ser um animal. E o que acontece? Acaba acertando sua própria amada esposa, que morre por suas mãos.

A lenda enseja uma reflexão, especialmente sobre as Auroras, “amigas” das famílias, que freqüentam nossas casas. O boato e as mentiras, movidos pelos ciúmes, têm o condão de destruir os lares, reputações, justificam obtusidades e escondem limitações.

A propósito, conclui a lenda, que, em agonia, antes de espirar fatalmente, a deusa Prócris pede ao seu amado esposo Céfalo que não se case e nem leve Brisa morar com a filhinha do casal.

Só aí, então Céfalo entendeu tudo e desesperado exclamou que apenas conversava com o vento e que adorava curtir a brisa da floresta.

Foi a vitória da intriga e do efeito do boato. Aurora, pois, viu sua maldição realizada.

Reflitamos.

As Auroras. assim como os falsos amigos,  estão em todos os lugares, inclusive dentro de nossas casas. Fingem ao extremo, até a hora de cravarem um punhal em nossas costas.


 

*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado). Embora santiaguense, até hoje nunca foi convidado para a Feira do Livro de Santiago.

Não suporto traidores e nem traidoras, sou homem de uma só palavra. 

 

 

 

O prefeito de Jaguari que era amigo do RANCHÃO e outra dos evangélicos de esquerda

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

A minha amiga Cris Zamperete, conceituada historiadora, estava mal da gripe e me disse que as filas na UPA eram enormes. Daí eu liguei para uma namorada que já foi, mas continua amiga e sempre me manda receitas médicas, e pedi receita de antibióticos. Como ela ainda estava no consultório, a receita veio na hora. A telemedicima está em vigor no Brasil desde 2022 e só no gabinete de um juiz que me foi negado tal atendimento, é claro, o caso, agora, dentre outras, vai para o CNJ. Friso que não é nada com Santiago-RS.

O remédio foi entregue a  minha amiga e eu fiquei pelo escritório conversando com os colegas e amigos, como sempre faço todas as tardes.

Lembrei-me então de falar com a Dra.Marta Marchiori, amiga de longa data. Ela estava com seu namorado, nosso ex-prefeito Dr. Vulmar Leite, e ele pede para falar comigo.

Vulmar me disse, brincando,  que apareceu num relatório da PF que o punhal verde amarelo seria meu, brincando com o nome da operação que mataria a alta cúpula do país. Mas o pivô da brincadeira era, como sempre, o punhal ou canivete que era do Deio Ranchão Soares. cuja história eu contei nesse blog e  atraiu a atenção do meu amigo GUILHERME BONOTTO, que me ligou por causa da história.

GUILHERME, sempre muito apegado a família e a tradição, contou-me que no livro do seu BONOTTO, o homem mais rico da região, tinha uma homenagem ao RANCHÃO e ao ALZIRO FÃO. Eu respondi ao Guilherme que digitalizei as páginas, por ocasião do lançamento do livro, e distribui-as entre meus parentes pela lado dos SOARES, onde não existem traíras e nem patifes. São pessoas da maior envergadura moral e ética, onde eu incluo esse meu primo.

Vulmar me convida para jantarmos e que marcariam uma data na semana que vem. Educado e gentil, devolve o telefone a Dra. Marta e ela emenda com as histórias do RANCHÃO, que segundo ela, era amigo do seu avô SÍLVIO MARCHIORI, que foi prefeito de Jaguari. 

Daí Marta entra em detalhes da amizade entre RANCHÃO e o PREFEITO MARCHIORI. Ela me conta que todos viviam o terror por medo do RANCHÃO, que era famoso por degolar quando provocado. Ela contou-me que RANCHÃO pediu um cavalo emprestado para o prefeito MARCHIORI e foi um estardalhaço nas 4 bocas. Ele, sem conhecer o desconhecido, emprestou-lhe um cavalo e logo correu a notícia de que RANCHÃO andava num cavalo do prefeito SILVIO MARCHIORI.

Contou-me que lá num certo dia RANCHÃO apareceu, devolveu o cavalo e foi bem recebido, pois o prefeito era muito cortês com todos que chegavam em sua casa rural. Segundo MARTA, que se criou ouvindo as histórias do seu avô, ele contava que RANCHÃO nunca quis entrar na casa, comia nos galpões e seguia sua rotina. Quando a pressão estava grande pelas famílias de FLORIDA, que queriam matá-lo, junto com policiais e matadores de aluguéis, RANCHÃO sempre tinha o hábito de trocar de cavalos com o prefeito MARCHIORI e fizeram uma grande e longa amizade, até que RANCHÃO foi assassinado.

MARTA, antes de desligar o telefone, ainda me conta que estava em recuperação de sua mão quebrada e reafirma que na próxima semana jantaríamos juntos.

Outro dia eu conversava com uma das pessoas do complexo multimídia e ele me lembrou do Doutor PAULO MARCHIORI BUSS, médico da UFSM, Mestre e Doutor pela USP, membro titular da cadeira 44 da Academia Nacional de Medicina, diretor-presidente da FIOCRUZ por 8 anos, palestrante internacional e apontado pela crítica, ao lado de MIGUEL NICOLELIS, como os 2 maiores nomes da medicina no BRASIL. Pois o Dr. MARCHIORI BUSS, primo da Dra. Marta Marchiori, quando eu estava criando um podcast, ele prontamente me disse que aceitava participar, tamanha é sua humildade e desejo de contribuir com o país, embora poucos saibam que ele é natural de Jaguari. Volta e meia nos falamos por whatsapp e sempre ele me manda os boletins nacionais da FIOCRUZ. As vezes, eu lhe conto alguns segredos que eu sei, que não são tão segredos assim, pois ele é leitor cativo do meu blog, embora o desprezo de alguns setores das elites locais contra meu blog.

Nossa ideia é fazer um convite de podcast com o DR. MARCHIORI BUSS e com a Dra MÁRCIA TABACOW, médica de São Paulo e neta de MANOEL TABACOW, fundador do HOSPITAL ALBERT EINSTEIN e um dos maiores nomes da medicina de SÃO PAULO.  MÁRCIA é amiga do médico PALOMBA e de diversos outros nomes de peso de medicina nacional.

Hoje, conversando com o vice-presidente do PDT, meu amigo PORTELLA, ele me pergunta se eu sabia onde morava meu primo, que é oficial do exército e cuja história da morte de seu pai eu contei aqui no blog. Falei a verdade, disse que não sabia, pois embora sejamos primos de sangue, não temos contato e cada um vive no seu canto. Aí que o Portella me conta que meu primo havia comprado a casa de TITO BECOM, um casa bonita, até conheço, mas nunca entrei nela.  Não entendi bem o porquê da história do PORTELA, deve ser alguma coisa com o punhal de RANCHÃO SOARES, pois tenho vínculos com aquelas bandas, outra hora eu lhe pergunto a história.

Essa história do punhal ou canivete mexeu tanto com Santiago que até pedi para um amigo, advogado, guardá-lo para mim até eu precisar usá-lo. Eu não uso arma, sou evangélico de esquerda e só uso o canivete para cortar carne.

Sim, fui batizado na igreja evangélica aos 12 anos e nunca mudei de religião. Agora, descobri porque o MINISTRO JORGE MESSIAS, da AGU,  futuro Ministro do STF,  é meu amigo no facebook,  é que ele é evangélico e eu não sabia. 


*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado). Embora santiaguense, até hoje nunca foi convidado para a Feira do Livro de Santiago.

Não suporto traidores e nem traidoras, sou homem de uma só palavra.