A destruição dos sonhos e a morte dos valores

Numa noite fria desse rigoroso inverno, sigo minha rotina de ler e escrever. O whatsapp permite um estreito contato entre as pessoas amigas e mesmo que seja pela via telemática, isso não nos isola e permite sempre a manutenção dos vínculos.

No Brasil só se fala nas políticas tributárias de TRUMP. Sinceramente, essa onda de tributação  não vai consolidar os EEUU, pelo contrário, abre uma enorme crise de desconfiança nos EEUU, crises que afetam economias com reflexos diretos nas relações internacionais e tudo o que é claro, nesse momento, são as incertezas. A visão de Trump é de semeador de caos.

O anúncio de uma recente mini era glacial vai trazer repercussões nas economias regionais e isso é por demais preocupante, pois nossos invernos são curtos e nem tão rigorosos como se anunciam. Eu sempre olho o lado  climático pelo estrago nas vidas dos mais pobres, que sofrem muito pelo excesso de frio, pela ausência de roupas quentes e pela ausência cobertas, tipo cobertores, acolchoados e, gostem ou não, o hábito alimentar nos invernos são alterados e as sopas entram nos cardápios e isso implica em lenha ou gás e todos são afetados.

Desde que Nina pediu para morar comigo a primeira coisa que eu pensei era nas sopas que fazia em nossa casa e tornava os invernos até mais agradáveis. Hoje me lembrei muito de Nina, pois pela primeira vez, desde que moro sozinho, decidi fazer uma sopa. É claro, o lado sombrio do terror semeado por abutres me preocupa, mas, por outro, reforça a coragem de que todos precisam ser enfrentados e existe uma coisa que não me falta é coragem de enfrentar desafios de mentirosos e manipulações. Pelo contrário, isso estimula-me  e desperta-me mais força e vigor.

Sempre cuidei de minha filha como o meu único pequeno tesouro, era uma criança que vivia ao meu lado, éramos felizes e tínhamos harmonia. Nunca fui a favor do divórcio para não gerar destruição afetiva na cabeça de uma criança. Só que a gente nem sempre consegue vencer a força dos obstáculos e o ímpeto destrutivo é, às vezes, maior que a gente. Aceitei a derrota e passei a viver dos cacos de sentimentos, até que esses cacos me foram tirados por gente doente, perturbada e que se acham os reis e as rainhas da normalidade.

Me tiraram tudo, afetaram meu trabalho de uma forma irreversível, só eu sei a extensão dos danos e das perdas. Meu blog tem 23 anos e sempre escrevi na primeira pessoa, sou um existencialista sartreano, não perdi a honra e nem a ética, pois isso não se perde,  é um valor íntimo da pessoa e esses valores não são objetos para serem expostos ao capricho das lavagens e manipulações.

Nunca fui covarde de inventar doenças para fugir de meus atos. Enfrentei doenças, assim como enfrentei e respondi por todos os meus atos, sou o cidadão santiaguense mais processado pelo ex-prefeito TIAGO LACERDA, até os móveis de meu quarto pediram apreensão na justiça de Santiago, onde eles sempre acharam que mandavam. Embora até certo ponto esse cidadão tenha razão. Até por desmentir mentiras eu fui condenado.

Fui condenado em cima de mentiras, tipo as 300 casas populares prometidas por TIAGO em 2016 e até hoje nenhuma entregue. Só que eu fui condenado por dizer que ele  era safado ao iludir os pobres com promessas falsas.

Embora reafirmando meu respeito pelo poder judiciário, nunca entendi de onde se tirou a convicção para me condenarem se as casas não foram entregues até hoje?

Eu nunca pensei em sair de Santiago, amo muito esse lugar, as pessoas, e vou vivendo graças ao amor e ao afeto de tantos amigos e amigas. Espero terminar meus dias por aqui, sempre amando as mesmas pessoas e curtindo intensamente as amizades sinceras e a fraternidade, que é a marca do nosso povo. Estou mais maduro, pois conheci a podridão e a pobreza de pessoas ricas, totalmente sem caráter, falsas e sempre àvidas pela destruição e perturbadas com o amor de um pai expresso na harmonia com uma filha.

Essa noite fria, botei minha velha touquinha de lã para dormir. Consciente, maduro, ávido e sedento. Algumas pessoas interpretam bem o que eu escrevo. A Dra Marta Marchiori lê até o que eu não escrevo,  ela me conhece.

Agora, fiquei surpreso com uma ligação do meu grande amigo GUILHERME BONOTTO, com quem não conversava há bastante tempo, acho que há mais de 3 anos. Ele leu um artigo meu, pegou bem todos os detalhes e ligou-me. Foi certeiro, embora sem nos falar, fiquei surpreso com a forma como ele entendeu e sua precisão foi cirúrgica.

Tenho nojo de quem se diz de oposição e vive tirando fotos ao lado dessa gente e seus símbolos maiores; os pobres eu até entendo, agora alguns, eu nunca vou entender a extensão de suas mentiras quando fingiam ser MDB e outros espectros afins. Esclareço que não me refiro ao MDB de SANTIAGO e SIM de Unistalda, se quiserem usem meu whats que eu mando a foto.


 

*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado). Embora santiaguense, até hoje nunca foi convidado para a Feira do Livro de Santiago.

 

 

 

 

“Maldito o Homem que confia no Homem”, maldito quem tenta destruir um THELEMA

“A cultura judaica, do antigo testamento já pregava “Maldito o Homem que confia no Homem, é de fato este provérbio tem pleno sentido, melhor o homem confiar em animais do que em sua própria espécie” è mais seguro e saudável”.

Eu fui maldito porque eu confiei numa pessoa que se dizia minha amiga. Nunca percebi que era um obcecado com a idéia fixa de me distruir, pois até o amor de minha filha, criança inocente, o perturbava com sua obsessão.
Ele  achou facil me destruir e usou as canais sujos e os comparsas mentirosos e enganadores. Ele está apodrecendo e agora vou lançar os fluidos contra todos os cúmplices de suas artimanhas e todos vão cair na mesma podridão, pois eles nunca sonharam com quem mexeram.
A frase “Faze o que tu queres, há de ser toda a Lei” (em inglês: “Do what thou wilt shall be the whole of the Law”), proferida por Aleister Crowley, é o lema central da Thelema, uma filosofia e sistema religioso que ele fundou. O termo “Thelema” vem do grego e significa “vontade”. Portanto, a afirmação “Eu sou Thelema” expressa uma identificação com essa filosofia e seus princípios, e a frase “Ele sabe que eu sou Thelema” pode ser entendida como uma declaração de reconhecimento dessa identidade por parte do indivíduo.  

Túmulo do Russo vai virar livro nas mãos do cartunista Santiago, artigo escrito em 20 de abril de 2011

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

Hoje pela tarde, recebi um e-mail do meu prezado amigo Neltair Abreu, popular Santiago, reconhecido pela crítica mundial como um dos 10 maiores cartunistas do planeta, assim indicado no Salão de Tóquio, Japão.

Eu prestei algumas ajudas ao conterrâneo na produção do livro sobre o Russo, alma milagrosa cujos restos mortais estão enterrados no cemitério municipal. E hoje o Santiago quis saber se essa foto do túmulo que eu lhe mandei, há dois anos atrás, era de minha autoria. O autor da foto parece ser mesmo o colega Rafael Nemitz e dei ciência ao cartunista dessa informação.

Russo vai dar o que falar. Já publiquei crônicas do Oracy Dornelles sobre sua morte, sobre o sofrimento que passou antes de morrer, cujo corpo foi estirrado com vida na antiga cadeia, hoje câmara de vereadores e no exato local onde será construído o multipalco Caio Abreu. Contam que ele ainda foi trazido com vida, que gritava muito em função dos ferimentos e lhe deixaram morrer a míngua.

O Cartuninsta Santiago conseguiu os autos do processo de então. Leu tudo atentamente e o fato constitui-se num notável fenômeno sociológico (falo em sociologia da religião e fenômeno messiânico) na medida em que seu túmulo é alvo de amplas visitas, centenas de plaquinhas agradecendo por graças alcançadas, o povo faz oferendas com cigarros, charutos, garrafas de cachaça, grãos de milho, dezenas de velas queimadas por dia.

Nesse dia de finados haverá uma peregrinação ao seu túmulo. O Russo não é um santo institucionalizado, mas é o santo mais popular de Santiago e da região, nenhuma outra cidade tem um herói-ladrão cuja alma dizem ser santa e que atende a preces (fato comprovado nas centenas de plaquinhas de agradecimento).

Agora, o Russo vai ser imortalizado pelas mãos do maior cartunista do mundo e um dos maiores intelectuais do nosso Estado, o santiaguense Neltair Abreu, mais conhecido como Santiago e sua história vai correr o Brasil e o mundo, desde o vilipêndio desonroso que fizeram com seu corpo, de não entrar pelo portão da frente do cemitério e sim jogado pelos fundos, até os urros desesperados pelos ferimentos e a morte a míngua, sem socorro, onde hoje é câmara de vereadores.

É claro que essa história do Russo é uma questão ideológica e deve ser vista do ponto-de-vista da luta de classes em nossa cidade e região. Para alguns setores da sociedade santiaguense Russo é um bandido e não merece tal culto. Para outros, ele é o mais popular herói e santo de nossa cidade. Se não é um santo legitimado pela Igreja Católica, o é legitimado pela aclamação popular e deriva-se daí a perspicácia e a leitura de Santiago.

Reconhecemos o esforço da Professora Rosâni Vontobel com seu projeto “Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são”. Segundo a Professora esse epíteto era uma tentativa de anular aquele outro famoso que nos identificava por esse Brasil afora: “Santiago do Boqueirão, quem não é bandido é ladrão”. Ironicamente, nossas elites estão furiosas, pois a obra de Santiago vai dar notoriedade a quem eles chamam de ladrão e bandido. Um ladrão e bandido que a aclamação popular transformou em santo e milagreiro e cujo o túmulo é alvo de peregrinação. A dialética é fantástica, escreve certo por linhas tortas e a história oficial agora será recontada, reescrita e reinterpretada.

Que peça o destino está pregando na sociedade santiaguense.