Lula se retrata nas redes após chamar traficantes de vítimas.

METROPOLES

Após repercussão negativa da fala sobre traficantes serem vítimas dos usuários de drogas, Lula foi às redes sociais se justificar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou, nesta sexta-feira (24/10), após a repercussão negativa de uma fala sobre traficantes, que chamou de “vítimas” dos usuários, durante pronunciamento na Indonésia.

 

O petista se justificou nas redes sociais, afirmando que fez uma “frase mal colocada”. Ao pontuar que “mais importante do que as palavras são as ações”, Lula citou medidas implementadas pelo governo federal no âmbito da segurança pública.

“Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país. Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, diz a postagem no perfil de Lula.

 

A fala que está causando problemas para Lula foi um comentário sobre as ações do governo de Donald Trump na América do Sul, no combate ao tráfico internacional de drogas.

“Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente seria mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse o chefe do Planalto em entrevista a jornalistas na Indonésia.

 

Lula se retrata nas redes após chamar traficantes de vítimas. Veja

Após repercussão negativa da fala sobre traficantes serem vítimas dos usuários de drogas, Lula foi às redes sociais se justificar

24/10/2025 14:22, atualizado 24/10/2025 15:28

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Luis Nova/Especial Metrópoles
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou, nesta sexta-feira (24/10), após a repercussão negativa de uma fala sobre traficantes, que chamou de “vítimas” dos usuários, durante pronunciamento na Indonésia.

O petista se justificou nas redes sociais, afirmando que fez uma “frase mal colocada”. Ao pontuar que “mais importante do que as palavras são as ações”, Lula citou medidas implementadas pelo governo federal no âmbito da segurança pública.

“Fiz uma frase mal colocada nesta quinta e quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país. Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, diz a postagem no perfil de Lula.

O que Lula disse

 

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A fala que está causando problemas para Lula foi um comentário sobre as ações do governo de Donald Trump na América do Sul, no combate ao tráfico internacional de drogas.

“Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente seria mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, disse o chefe do Planalto em entrevista a jornalistas na Indonésia.

“Ou seja, então você tem uma troca de gente que vende, porque tem gente que compra. Tem gente que compra, porque tem gente que vende. Então, é preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à droga”, completou o petista.

Oposição surfando

A gafe de Lula está sendo muito explorada pela oposição nesta sexta. O presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), compartilhou a fala de Lula e rebateu, dizendo que “vítima é o povo”.

“Os traficantes são vítimas dos usuários, os assaltantes são vítimas dos assaltados, os assassinos são vítimas dos mortos, os estupradores são vítimas das violentadas e por aí vai. Presidente Lula, vítima é o povo brasileiro dessa visão em que as vítimas são culpadas e os culpados são vítimas.”

Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a declaração: “Lula acaba de anunciar que traficantes são vítimas dos usuários. No ritmo que vai, daqui a pouco, o PCC vira ONG”.

Lula diz que “traficantes são vítimas dos usuários também”

JORNAL NO NORTE

“Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”. É a declaração controversa mais recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), proferida nesta sexta-feira (24), em entrevista a jornalistas na Indonésia.

Na ocasião, o petista criticava as ações do governo de Donald Trump contra o tráfico internacional de drogas. Para ele, o americano deveria cuidar dos usuários em vez de enviar as Forças Armadas por terra, ar ou mar.

– É muito melhor os Estados Unidos se disporem a conversar com a polícia dos outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para a gente fazer uma coisa conjunta. Porque se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade da soberania dos países? É ruim. Então eu pretendo discutir esses assuntos com o presidente Trump, se ele colocar na mesa – afirmou.

Logo depois, o petista explanou a sua “tese” sobre a relação de sustentação entre traficantes e dependentes químicos.
– Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende – disse.

Jeferson Miola: Governador Leite e vazamento de inquérito sigiloso da família de Juliana Brizola

VIO MUNDO

O governador Leite e o vazamento de inquérito sigiloso da família de Juliana Brizola

Por Jeferson Miola, em seu blog

A coluna “Política e Poder” do jornal Zero Hora publicou com exclusividade na versão online [22/10] a existência de um inquérito policial sobre supostas desavenças na família materna da ex-deputada estadual e pré-candidata Juliana Brizola, do PDT/RS. O assunto agora repercute amplamente em outros meios de comunicação.

Como este inquérito é sigiloso e ainda está em andamento, existem pelo menos duas hipóteses para a publicidade do conteúdo desta investigação pela imprensa: [1] ou o tio dela, que é parte do contencioso, foi a fonte do jornal Zero Hora; ou, então, [2] o governo Leite vazou as informações sigilosas para este veículo específico.

A hipótese de ter sido o tio da Juliana não pode ser descartada, considerando o histórico de uma relação conturbada, segundo fontes próximas à família, e que envolve o interesse do tio da Juliana em receber antecipadamente a herança da avó dela devido a uma realidade de dependência econômica.

A hipótese de ter sido o governo Leite parece, no entanto, ainda mais verossímil, e pelos seguintes motivos:

[1] o jornal Zero Hora, da RBS, grupo econômico que é sócio do condomínio ultraliberal-conservador que domina o Estado e a Prefeitura de Porto Alegre, deu a matéria com exclusividade e repercutiu numa das principais colunas políticas da mídia hegemônica do RS, assinada pela jornalista Rosane de Oliveira, que sentenciou: “indiciamento ameaça candidatura de Juliana Brizola ao governo do Estado”;

[2] a repórter que teria apurado o caso, integrante do Grupo de Investigação da RBS, é conhecida por seu acesso prodigioso a fontes policiais do Estado;

[3] há alguns dias [16/10] o governador Eduardo Leite reuniu os partidos da base de apoio no Palácio Piratini exigindo ordem unida em torno da candidatura do vice Gabriel de Souza à sucessão.

Dentre as exigências feitas [inclusive em relação ao PP], Leite deixou claro não aceitar a articulação do PDT com o PT para a formação de uma chapa eleitoral com a Juliana Brizola na cabeça e tendo, provavelmente, o deputado Paulo Pimenta como vice;

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[4] pedetistas desconfiam que alguns correligionários defensores da continuidade da aliança com Leite teriam “soprado” nos ouvidos do governador sobre a existência do tal inquérito da Polícia Civil.

Uma liderança do PDT apura, inclusive, se a delegada que indiciou Juliana teria sido promovida na último terça-feira, 21/10 [mera coincidência]?.

É gravíssimo o vazamento pela imprensa de inquérito sigiloso envolvendo questões familiares, sempre controvertidas, sensíveis e passíveis de motivações emocionais irascíveis.

É certo que o jornal Zero Hora não inventou o conteúdo, que é sigiloso, mas foi transmissor de informações prestadas por pessoas inescrupulosas que o vazaram.

É de se questionar, porém, se não deveria haver o mínimo de reserva do jornal antes de publicar com imenso destaque um assunto familiar sujeito a toda sorte de confusão, e que, se divulgado, sabidamente teria um efeito corrosivo para a pré-candidata Juliana.

A detonação da Juliana Brizola tem um alvo ainda maior que ela mesma.

Além, claro, de atingir diretamente a honra pessoal e a imagem política dela, alvejar a Juliana significa alvejar também a possibilidade histórica de formação de uma chapa eleitoral entre o PT e o PDT para o governo do RS, porque não existe outra liderança pedetista que desempenharia este papel que ela pode desempenhar para a unidade da esquerda e do progressismo para enfrentar o bloco oligárquico-conservador dominante.

Nem mesmo em 1998, quando o avô da Juliana, Leonel Brizola, foi vice de Lula na eleição para a presidência, PT e PDT estiveram unidos numa mesma chapa. Pela primeira vez, portanto, este cenário se mostra muito realista para a eleição de 2026, e por isso assusta os “donos do poder” na capital Porto Alegre e no Estado do RS.

Leite tem a obrigação de mandar investigar imediatamente este vazamento para identificar os responsáveis e puní-los nos termos mais severos da Lei.

Se nada fizer, Leite confirmará que por trás do falso bom mocismo de “político moderno e descolado” se esconde um oligarca político que usa as polícias pra intimidar, ameaçar e chantagear seus adversários políticos.

O uso do Estado como comitê eleitoral é uma característica do governador Eduardo Leite, que na rememoração de um ano das enchentes produziu um filme auto-promocional e cheio de mentiras para esconder da população o papel decisivo do governo Lula durante a tragédia e na reconstrução do Estado. Com um detalhe: um filme auto-elogioso bancado com dinheiro público e feito por funcionários do governo.

O governador Leite e o vazamento de inquérito sigiloso da família de Juliana Brizola

BRASJL 247

Eduardo Leite tem a obrigação de mandar investigar imediatamente este vazamento’, escreve o colunista Jeferson Miola.

 

A coluna “Política e Poder” do jornal Zero Hora publicou com exclusividade na versão online [22/10] a existência de um inquérito policial sobre supostas desavenças na família materna da ex-deputada estadual e pré-candidata Juliana Brizola, do PDT/RS. O assunto agora repercute amplamente em outros meios de comunicação.

Como este inquérito é sigiloso e ainda está em andamento, existem pelo menos duas hipóteses para a publicidade do conteúdo desta investigação pela imprensa: [1] ou o tio dela, que é parte do contencioso, foi a fonte do jornal Zero Hora; ou, então, [2] o governo Leite vazou as informações sigilosas para este veículo específico.

A hipótese de ter sido o tio da Juliana não pode ser descartada, considerando o histórico de uma relação conturbada, segundo fontes próximas à família, e que envolve o interesse do tio da Juliana em receber antecipadamente a herança da avó dela devido a uma realidade de dependência econômica.

A hipótese de ter sido o governo Leite parece, no entanto, ainda mais verossímil, e pelos seguintes motivos:

[1] o jornal Zero Hora, da RBS, grupo econômico que é sócio do condomínio ultraliberal-conservador que domina o Estado e a Prefeitura de Porto Alegre, deu a matéria com exclusividade e repercutiu numa das principais colunas políticas da mídia hegemônica do RS, assinada pela jornalista Rosane de Oliveira, que sentenciou: “indiciamento ameaça candidatura de Juliana Brizola ao governo do Estado”;

[2] a repórter que teria apurado o caso, integrante do Grupo de Investigação da RBS, é conhecida por seu acesso prodigioso a fontes policiais do Estado;

[3] há alguns dias [16/10] o governador Eduardo Leite reuniu os partidos da base de apoio no Palácio Piratini exigindo ordem unida em torno da candidatura do vice Gabriel de Souza à sucessão.Dentre as exigências feitas [inclusive em relação ao PP], Leite deixou claro não aceitar a articulação do PDT com o PT para a formação de uma chapa eleitoral com a Juliana Brizola na cabeça e tendo, provavelmente, o deputado Paulo Pimenta como vice;[4] pedetistas desconfiam que alguns correligionários defensores da continuidade da aliança com Leite teriam “soprado” nos ouvidos do governador sobre a existência do tal inquérito da Polícia Civil.Uma liderança do PDT apura, inclusive, se a delegada que indiciou Juliana teria sido promovida na última terça-feira, 21/10 [mera coincidência]?.

É gravíssimo o vazamento pela imprensa de inquérito sigiloso envolvendo questões familiares, sempre controvertidas, sensíveis e passíveis de motivações emocionais irascíveis.

É certo que o jornal Zero Hora não inventou o conteúdo, que é sigiloso, mas foi transmissor de informações prestadas por pessoas inescrupulosas que o vazaram.

É de se questionar, porém, se não deveria haver o mínimo de reserva do jornal antes de publicar com imenso destaque um assunto familiar sujeito a toda sorte de confusão, e que, se divulgado, sabidamente teria um efeito corrosivo para a pré-candidata Juliana.

A detonação da Juliana Brizola tem um alvo ainda maior que ela mesma. Além, claro, de atingir diretamente a honra pessoal e a imagem política dela, alvejar a Juliana significa alvejar também a possibilidade histórica de formação de uma chapa eleitoral entre o PT e o PDT para o governo do RS, porque não existe outra liderança pedetista que desempenharia este papel que ela pode desempenhar para a unidade da esquerda e do progressismo para enfrentar o bloco oligárquico-conservador dominante.

Nem mesmo em 1998, quando o avô da Juliana, Leonel Brizola, foi vice de Lula na eleição para a presidência, PT e PDT estiveram unidos numa mesma chapa. Pela primeira vez, portanto, este cenário se mostra muito realista para a eleição de 2026, e por isso assusta os “donos do poder” na capital Porto Alegre e no Estado do RS.

Leite tem a obrigação de mandar investigar imediatamente este vazamento para identificar os responsáveis e puni-los nos termos mais severos da Lei.

Se nada fizer, Leite confirmará que por trás do falso bom mocismo de “político moderno e descolado” se esconde um oligarca político que usa as polícias pra intimidar, ameaçar e chantagear seus adversários políticos.

O uso do Estado como comitê eleitoral é uma característica do governador Eduardo Leite, que na rememoração de um ano das enchentes produziu um filme auto-promocional e cheio de mentiras para esconder da população o papel decisivo do governo Lula durante a tragédia e na reconstrução do Estado. Com um detalhe: um filme auto-elogioso bancado com dinheiro público e feito por funcionários do governo.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

 

Ida de Fux para 2ª Turma visa mexer em inelegibilidade de Bolsonaro

REVISTA FORUM

Tarefa não é simples. Entenda manobra que pode estar no cerne do pedido de transferência do ministro, que é o relator do recurso apresentado pelo ex-presidente.

 

O ministro Luiz Fux parece mesmo estar disposto a protagonizar uma manobra de forte conotação política ao pedir transferência da 1ª para a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), num movimento que pode abrir espaço para beneficiar diretamente Jair Bolsonaro (PL) em seu recurso contra a inelegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora a tarefa não seja nada simples.

Em 2023, o TSE declarou Bolsonaro inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido do Palácio da Alvorada durante uma reunião com embaixadores, na qual o então presidente atacou, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro. O ex-mandatário recorreu ao STF, e o processo, que inicialmente esteve com o ministro Cristiano Zanin, que se declarou impedido, foi redistribuído em maio de 2024 e caiu nas mãos de Fux.

Agora, Fux solicita ao presidente do STF, Edson Fachin, para ser transferido à 2ª Turma, composta por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Fachin, André Mendonça e Nunes Marques, estes dois últimos, notórios bolsonaristas subservientes ao ex-presidente. Caso o pedido seja aceito, Fux poderá levar consigo, então, os processos nos quais é relator, inclusive o recurso que tenta livrar Bolsonaro da inelegibilidade. A movimentação, não percebida nas primeiras horas após a solicitação de transferência do magistrado, agora é apontada como um gesto político explícito e calculado. Ou seja, uma tentativa de reposicionar o processo num ambiente judicial totalmente bolsonarista, no qual ele, Mendonça e Nunes Marques formam maioria, e onde uma eventual reversão da condenação teria chances totais de prosperar.
Por outro lado, a questão envolvendo a inelegibilidade de Jair Bolsonaro não é tão simples. Ele não está impossibilitado de disputar cargos eletivos apenas por conta desta decisão do TSE, em relação à qual recorreu. Sua condenação na ação penal da tentativa de golpe o tornou inelegível também, por enquadrar o seu caso na Lei da Ficha Limpa. Ou seja, a bem da verdade, Bolsonaro enfrenta “múltiplas inelegibilidades”.

A mudança de turma não seria apenas uma questão burocrática, mas uma estratégia articulada com fins políticos evidentes. O gesto, lido como uma cartada desesperada da extrema direita, se dá num momento em que Bolsonaro enfrenta múltiplas derrotas judiciais e políticas, e em que sua inelegibilidade o mantém fora do jogo eleitoral até 2030, podendo se estender até 2060, caso prevaleçam outras condenações.

Dentro do STF, há quem defenda que o processo deveria continuar na 1ª Turma, formada ainda por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, todos com histórico de votos firmes em defesa da democracia e das instituições. Ainda assim, o pedido de Fux coloca em dúvida os limites éticos e regimentais do tribunal, uma vez que o regimento interno é nebuloso e permite interpretações convenientes, especialmente em tempos de alta tensão política.

O fato de Fux ter sido o único ministro a votar contra a condenação de Bolsonaro no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado reforça a leitura de que o ministro tem se aproximado, de forma simbólica e jurídica, das teses e interesses da extrema direita. A movimentação é vista como um ato deliberado para reacender a chama bolsonarista em pleno ano eleitoral, dando falsas esperanças a uma base radicalizada e ameaçando reacender a confusão política que o país tenta superar desde 2022.

Nesse cenário, Fux surge como um “agente do caos” dentro do Supremo, alguém disposto a incendiar o tabuleiro institucional para oferecer ao bolsonarismo um último fôlego. Sua iniciativa soa como uma tentativa de ressuscitar uma figura política já sepultada, cujos atos e discursos corroeram a confiança nas instituições e dividiram o Brasil. Se confirmada a transferência e a movimentação do processo, o gesto de Fux poderá ser lembrado como um dos mais graves episódios de interferência política na história recente do STF, uma manobra que, sob o pretexto de formalidade regimental, carrega o potencial de reabrir feridas profundas no país.