Luiz Edson Fachin

A decisão do Ministro do STF, Luiz Edson Fachin, anulando as condenações do ex-presidente Lula, inserem-se num contexto de regras democráticas do Estado de Direito. Nada demais.
Estranhas são as reações pedindo o fechamento do STF, intervenção militar e tudo mais que invadiu as redes sociais no dia de hoje.
O ministo Luiz Edson Fachin agiu dentro das regras e o Direito é isso. Agora a decisão será objeto de análise pelo plenário e será um belo debate. Acredito que haverão votos a favor das teses de Fachin e votos contrários.
Eu sou um democrata. As regras do jogo são essas. Quem está descontente, que mude as regras. Simples assim.
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Fachin anula condenações de Lula e manda ações penais para Justiça Federal do DF

Relator considerou que os casos não têm relação direta com Petrobras e, por isso, não deveriam ter tramitado na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).
O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou, nesta segunda-feira (8), a anulação de todas as decisões tomadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) nas ações penais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como consequência, ficam anuladas as condenações proferidas.
O ministro ordenou que os casos sejam reiniciados na Justiça Federal do Distrito Federal. A decisão foi tomada no âmbito do HC 193726.
Na avaliação de Fachin, as ações não poderiam ter corrido em Curitiba, porque os fatos apontados não têm relação direta com o esquema de desvios na Petrobras. O ministro lembrou que diversos processos deixaram a Vara do Paraná ou mesmo seu gabinete pelo mesmo motivo, desde o início da Operação Lava Jato. O primeiro deles foi o caso Consist (Inq 4130). “Com as recentes decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, não há como sustentar que apenas o caso do ora paciente deva ter a jurisdição prestada pela 13ª Vara Federal de Curitiba. No contexto da macrocorrupção política, tão importante quanto ser imparcial é ser apartidário”, afirmou.
Em um dos pontos, Fachin lembra que as acusações contra Lula envolviam muito mais empresas do que a Petrobras. “A conduta atribuída ao ora paciente, qual seja, viabilizar nomeação e manutenção de agentes que aderiram aos propósitos ilícitos do grupo criminoso em cargos estratégicos na estrutura do Governo Federal, não era restrita à Petrobras S/A, mas a extensa gama de órgãos públicos em que era possível o alcance dos objetivos políticos e financeiros espúrios.”
Com isso, ficam anuladas as decisões de quatro processos: 5046512-94.2016.4.04.7000/PR (Triplex do Guarujá); 5021365- 32.2017.4.04.7000/PR (Sítio de Atibaia); 5063130-17.2018.4.04.7000/PR (sede do Instituto Lula); e 5044305-83.2020.4.04.7000/PR (doações ao Instituto Lula).
Foi a primeira vez que o relator do caso analisou especificamente um pedido da defesa sobre a competência da Justiça Federal do Paraná. A defesa entrou com o habeas corpus depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu o julgamento do primeiro caso em que Lula foi condenado, o do triplex. “Aplico aqui o entendimento majoritário que veio se formando e agora já se consolidou no colegiado. E o faço por respeito à maioria, sem embargo de que restei vencido em numerosos julgamentos”, diz o ministro.
Em razão da decisão, o ministro Fachin declarou a perda do objeto de 10 habeas corpus e de quatro reclamações apresentadas pela defesa do ex-presidente, entre eles a ação em que questiona a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, que era titular da 13ª Vara de Curitiba.
Leia a íntegra da decisão.
Leia a íntegra da nota à imprensa divulgada pelo ministro.
- Processo relacionado: HC 193726
Pós-pandemia? Pós-vida?
Eu estava lendo um texto de um filósofo da UPS pós-pandemia. Cheio de reflexões. A retomada do desenvolvmento industrial para março de 2021. Quanto mais eu leio essas reflexões pós-pandemia, mais eu sou obrigado a concordar com o Olavo de Carvalho.
Esse debate pós-pandemia é igual esse dos evangélicos e católicos, islâmicos e judeus brigando pelo destino da alma. Se a alma vai para o céu, adormece com o corpo, vai para o inferno ou vai para o purgatório? E se Stephen William Hawking tiver razão?
