Sou existencialista sartreno, embora nunca abdiquei do marxismo

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

Eu sou um existencialista, meu blog reflete meu existencialismo. Talvez muitas pessoas não compreendam bem o existencialismo, certamente não leram Sartre e os botecos de Paris, as prostitutas, os amores, as traições.

O existencialista fala de si, sem medo, dos seus medos, angústias, incertezas, alegrias, amores, dores, desconfortos … O existencialista é sempre na primeira pessoa.

Quando eu falo na Nina, quando eu conto de suas dores, de minhas dores, quando eu falo em amores,  solidão, medo, depressão, enfim, quando coloco no blog essa interação digital com as pessoas, nada mais estou fazendo que dar vazão ao existencialismo que habita em minha alma. É claro, existem pessoa no nosso meio, profundamente existencialistas, mas que, sequer, sabem ou tem consciência do existencialismo.

  1. substantivo masculino
    fil conjunto de teorias formuladas no sXX, com forte influência do pensamento de Kierkegaard, que se caracterizam pela inclusão da realidade concreta do indivíduo (sua mundanidade, angústia, morte etc.) no centro da especulação filosófica, em polêmica com doutrinas racionalistas que dissolvem a subjetividade individual em sistemas conceituais abstratos e universalistas.
Origem
? ETIM al. Existentialismus, pelo fr. existentialisme ‘id.’ ou ing. existentialism ‘id.’
Meu blog reflete minhas convicções ideológicas, minha formação, e, é claro, escrevo sobre Direito, sobre Sociologia e Filosofia Política, mas também não me restrinjo a isso apenas. Também escrevo e  muito sobre o Existencialismo. E e aí que falo de minhas paixões, amores, acertos, desencontros, vinhos…Não sem razão, dia 22 de março desse ano completarei 20 anos de blog.
Meu público é não somente de Santiago. Longe disso. Tenho mais leitores diários nos Estados Unidos que no Brasil. Tenho mais leitores na Alemanha que em Porto Alegre. Estranho, mas é assim mesmo.
É claro que as pessoas que me leem na Alemanha, na China, na Índia, Rússia, Ucrania, Polônia …
É claro, sempre trago debates curiosas, porque eu não me manteria na internet por tantos anos se não tivesse público. E tenho. E mais: eu e qualquer blogueiro sabemos que assuntos rendem mais acessos e que assuntos o público mais adora.
Eu sei que políticos me leem, secretários, deputados, sei bem dos meus acessos entre juízes, promotores, dentro do TJ, prefeitos, assessorias, mas eu não direciono meu blog nunca somente para esses. O forte do meu blog é o existencialismo. Sou eu e minha filha.
Nossa casa são todas as casas, nossos limites são os céus e é tudo como uma declaração de minha filha para mim: “pai, eu te amo até o infinito, além do infinito”. Nossas almas são livres, aprisionam nossos corpos, mas não nossa liberdade e nem o nosso direito de sonhar e voar.
 Esse sorriso é eterno e nenhum juiz vai matá-lo. Aí está a essência do amor, a pureza das almas, a plasticidade mais harmônica que habita na perfeição de uma relação pai e filha.
Como não amar nossos amigos que ontem a tarde nos receberam com sorrisos nos lábios, que nos trataram como parte de suas famílias, como se fôssemos irmãos?
Eu louvo a vida todos os dias. Reflito e escrevo. Não escrevo só sobre política, em mim há amor e tentei passar isso para minha filhinha. Escrevo sobre amor. Divido com meus leitores a importância do amor, de nossas vidas, encontro e desencontros, dores e alegrias.
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*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023.

Pós-graduado latu sensu em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).

 

Estejam todos preparados

*JÚLIO CÉSAR DE LIMA PRATES

Eu sou um homem calejado, experiente, de brigas e embates eu entendo bem. Minha origem social é horrível,  sou filho dos esgotos, fruto da discriminação e da marginalização. Abri caminhos a ferro e a fogo. Só eu sei como uma pessoa pobre, miserável como eu, sem apoio de família, joguei-me sozinho no mundo em busca do sonho de estudar e adquirir conhecimentos.

Sempre fui marginalizado, oprimido, discriminado, exceto um ou outro amigo, a vida não me foi fácil. Só que logo entendi que a vida nunca me seria fácil e que era preciso lutar sempre, contra tudo e contra todos, sem medo e com destemor.

Aqui em Santiago a virtude é punida, e quem tenta abrir seu próprio espaço fora dos tradicionais currais de dominação, são mortos, ou fisicamente ou simbolicamente.

Cheguei nessas alturas de vida tão pobre quanto nasci. Mas tão perseguido e cassado que só eu sei como resisti. E resisto. E vou continuar resistindo. Fui forjado na luta. Enquanto Deus me der vida, lutarei e resistirei.

Santiago é uma sociedade que tem uma fatia podre no tecido social. Existe uma doença medíocre de inveja onde não podem ver o brilho individual de alguém. O que mais perturba-os é a escrita.

O que ninguém entende em Santiago e região é que por detrás dessa campanha difamatória e dessa onda de ataques pueris, existe uma questão política latente, fomentada por todos os  que se acham e usam as instituições, usam as pessoas, a imprensa, as igrejas (que falam no amor de Cristo e promovem a exclusão de quem não fecha com o PP, a igreja Missionária é uma delas) …

CONCLUSÃO

Eu sou santiaguense, sei o que é preconceito de classe, sei o que é discriminação, sei como funciona essa máquina de triturar pessoas, sei como coptam a imprensa, pessoas, a máquina de favores, o clientelismo, o assistencialismo, sei como manobram os interesses de grupos, dos santiaguenses fora do boqueirão, que sequer se tocam que são manipulados politicamente.

Por isso, fazem de tudo, para impedir a emergência de novas lideranças, de novas ideias, por isso jogam o exército explorador nas ruas para atacar e destruir as lideranças políticas que não pensam como eles.

Poderia ser cálido?

Eu tinha optado por encerrar meu blog e voltar apenas com um canal no youtube. Mas sou viciado em escrever e acho que não vou parar nunca.

Mas vi que a batalha será feroz e terei muito que me esforçar para derrubar monstros bem aquinhoados dentro do Estado. São parasitas inúteis, gente nojenta, mas que eu apenas reforça meu esforço de enfrentá-los. Lamento não termos um Hamas aqui. Mas, mesmo sem o Hamas, sei como brigar com essa gente podre, conheço os furos de suas construções e não medirei esforços nessa batalha.

Escrevo  meu blog por pura necessidade de dar um troco em certas elites. Não sou cristão para revidar o mal com a outra face. Sou bem islâmico mesmo não sendo mulçumano. E aí  é que a coisa complica. Eu já sei ponto por ponto a levantar contra os bandidos maiores e ele pagarão caro, muito caro. Assim como esse, cada um pagará na exata proporção de sua construção para destruir com minha vida.

Às vezes,  eu levo anos para embutir meus sonhos em nível de satisfação íntima, mas o certo é certo é que eu sei sei embutir e todos pagarão na exata proporção dos seus atos contra minha pessoa. Os cachorrões e os cachorrinhos, todos pagarão.

A única forma de me calarem é me matando. E aí tem que ser bem articulado. Do contrário, embutirei todos no mesmo salame. Eu sei bem que encomendou minha morte, não pensem que eu brinco com isso, já tomei todas as providências e nominei as pessoas. Como sempre, não tenho medo de nada, nada me assombra, nada me espanta, nada me faz temer pela lógica da vida.

Eu vou mostrar que ninguém está acima da lei e que todos que surrupiam o texto legal, vão pagar muito caro, inclusive os que abusam de suas funções públicas com mentiras e engodos. Deviam saber que eu não nasci de susto e sou um homem muito preparado para enfrentar as adversidades, sejam quais forem elas.

Preparem-se. Cada um sabe o que fez e não adianta disfarçar. Ninguém é intocável nesse Brasil, ninguém é ninguém.

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*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023.

Pós-graduado latu sensu em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).

 

 

 

Quem é a opinião pública de Santiago e como se forma a opinião pública em Santiago?

*JULIO CÉSAR DE LIMA PRATES

Em caso de existência ou não da assim chamada opinião pública, supletivamente, cabe refletir – admitindo a hipótese dela existir – como então essa se corporifica?

Sabemos que política é arte de mentir, de pensar uma coisa e de dizer outra. Ademais, os políticos falam várias linguagens embutidas numa só. Isso está bem claro no meu livro A ARTE DE ENGANAR O POVO.

Por outro lado, o que mesmo vem a ser opinião pública? Longe de teorizações, de complicadas racionalizações, trata-se de um conceito polêmico. Isso quem diz é Paul A. Palmer, autor do clássico Public Opinion in Political Theory, editado pela Universidade de Harvard. Essa obra de Palmer é uma espécie de clássico na literatura inglesa, francesa e alemã acerca dos estudos de opinião pública.

 

Historicamente, os gregos e, mais tarde, os romanos, já se debatiam sobre o assunto e empregavam locuções semelhantes, falando em consenso populi. Na idade média, cunhou-se a máxima vox populi vox dei e Maquiavel, na obra DISCURSOS, comparou a voz do povo a voz de Deus.

O conceito de opinião pública como participação popular se liga a revolução francesa de 1789 e foi empregado, pela primeira vez, por Jean Jacques Rosseau.

Alessandre Pope, na Inglaterra, escreveu, ironizando: estranha a voz do povo e não é a voz de Deus.

Pierre Bordieu, na França, ampliou o debate e revelou que ele não é mesmo dócil. Disse e desdisse que opinião pública não existe. Complicado.

Fiz essa pequena introdução para mostrar aos leitores do blog e amigos que o debate sobre opinião pública não é recente e nem consensual.

Quem é a opinião pública de Santiago e como se forma a opinião pública em Santiago?

Eu diria que são vários os agentes e muitos os elementos que incidem na tal formação. Porém, tudo varia de acordo com as informações que as pessoas recebem, suas fontes de leituras, seus círculos sociais, suas condições econômicas e assim por diante.

É claro que um assunto de repercussão nacional e/ou estadual depende das fontes macro que abastecem nossas redes de informações. Aí entram os grandes jornais, rádios, canais de televisão e – mais recentemente – os blogs estaduais.

Tudo depende de enfoque, de um conjunto de simpatias e/ou antipatias, a forma como é transmitida a notícia, a eventual manipulação ou não informação, entre outros expedientes.


Eu diria que existem vários níveis de formação de opinião. O público evangélico, em Santiago em torno de 25% da população, recebe um tipo de influência, é educado a ver os fatos políticos de uma determinada forma. Usei o exemplo evangélico apenas a título ilustrativo, posto que o mesmo raciocínio vale para o comportamento das classes sociais, afinal o volume de informações se relaciona com as condições de acesso dessa mesma informação. Os segmentos D e E têm pouco ou quase nenhum nenhum acesso a banda larga, não lêem blogs, não lêem Veja, Isto É, Folha de São Paulo e raramente lêem a ZH digital. Portanto, seus limites de informações são parcos. E mesmo entre o público de maior acesso a informação, nossos segmentos A e B, existe uma pulverização na recepção da informação.

Aqui em nossa cidade é quase certo que a opinião das pessoas é formada de forma fragmentada. Nossas rádios locais, são pouco opinativas e pouco formadoras de opinião enquanto participação popular na criação, execução, controle e crítica das idéias políticas. Já nossos jornais, foram mais agressivos na formação da opinião pública local. E os blogs, então, esses – sim – são vivamente opinativos e realmente influem, para pior ou para melhor, mas influem.

Contudo, ouso acreditar que não existe uma opinião pública santiaguense formada, pronta e acabada. Existem segmentos de opinião pública em Santiago e esses são produtos das influências que recebem, leia-se: dos órgãos de imprensa escritos.

Rádio, em sua totalidade, é baboseira enquanto expressão de uma formação, criação, execução, controle e crítica das ideias políticas. Pessoalmente, não acredito na forma das emissoras enquanto tal finalidade.

Por fim, outros elementos precisam ser jogados no debate. Desde a sintonia de uma rádio até a tiragem de um jornal, pois isso reflete na maior fatia de público atingida pela ideologia que esse veículo reproduz. Pesa também, a credibilidade e a idoneidade do jornalista ou do radialista. É fácil inferir, que um jornal de grande penetração popular, com jornalistas bem formados, realmente forjam algum tipo de opinião.

O fenômeno mais recente da imprensa santiaguense e regional são os blogs e a redes sociais, particularmente o facebook e o instagran. E o sucesso deles, gostem ou não, está associado a emissão de opinião. Os fortementes opinativos, são os mais acessados. Ninguém gosta da abrir blogs para ler notícias coladas ou releases prontos.

Concluindo, vamos admitir que existe – sim – opinião pública, mas essa se expressa em vários níveis, não é uníssona, nem é a voz do povo e nem é a voz de Deus.

Ela é formada segmentada, recebe influências distintas e expressa-se por áreas de influências, com suas particularidades. Por fim: tudo depende do poder de fogo dos órgãos de imprensa, sua extensão, sua penetração e sua capacidade de “diálogo” com as massas.

Afinal: opinião pública existe ou não existe?

No próximo pleito que se avizinha, será decisivo o poder de comunicação de massas e aí entrará em pauta as redes sociais. Dados da Fundação Ulysses Guimarães, apresentados em painel local, revelam que 88% do internautas acessam blogs e redes sociais e isso aponta para a importância que esses terão no processo eleitoral.

O PP, embora invista em redes sociais, o facebook, por exemplo, acabou desprezando a blogosfera, o que, ao meu ver, constituiu-se num grave erro de avaliação. O facebook, embora comprove a tese de Castells e a sociedade em rede, não forma necessariamente um contigente crítico capaz de gerar um elemento formativo da opinião pública.

Um blog, embora com matéria mais longa, mais reflexiva, tende a formar mais opiniões.

As emissoras de rádios, concessões públicas, vão viver uma contradição, pois o direito opinativo dos seus radialistas agora assegurado, trará também – em seu bojo – uma explosão de ação de Pedido de Direito de Respostas, sem dúvidas, e isso confundirá a opinião pública local, somando a sua já duvidosa capacidade de formação de tal.

Os jornais, tendem a cristalizar mais suas opiniões, mas também pecam pela brevidade, pela expressão sintética, embora o Jornal Expresso Ilustrado siga fortemente fazendo escola com seu jornalismo dinâmico e interativo com matérias curtas e letras graúdas.

Contudo, a exemplo do que viu na eleição da URI, primeira eleição de Chico Gorski, serão os blogs quem ditarão o pique da campanha, sem a menor sombra de dúvidas. Ja na eleição de Michelle Noal não houve debate. São blogs opinativos e pessoais, não se sujeitam as regras de concessões públicas e na medida em que não são veículos de imprensa propriamente dito terão relativa autonomia (poderão discutir) quanto ao direito de resposta.

 

Esse processo eleitoral de 2022 colocou à prova – embora num contexto microcósmico – o tira-teima acerca do poder de fogo de cada segmento formador da opinião pública local. Em 2026, veremos novos quadros.

É claro que as instâncias formadoras não se restrigem, nem de longe, ao monopólio da imprensa, posto que existem as instâncias morais invisíveis que tentarão influir no resultado. No campo religioso, os espíritas, católicos, evangélicos e umbandistas tendem a cristalizar suas opiniões junto ao seu público fiel. Não será diferente, com os CTGs, Escolas, Associações de Moradores, Sindicatos, Entidades empresariais, clubes recreativos, posições classistas organizadas do funcionalismo, militares, civis, comerciantes, pecuaristas e plantadores. O público evangélico diminuiu demais e cresceram os ateus e agnósticos. 

Embora a força interna dessas corporações ou espírito classista de cada um desses segmentos sociais, até no âmbito da família, o certo é que a força da imprensa e o jogo de argumentos aqui colocados, poderão ser decisivos. E quem tiver melhor capacidade de produção textual, linha argumentativa, capacidade de convencimento e maturidade intelectual, aliado a capacidade de provar o que se afirma, tende a atuar de forma mais cristalizada, não pasteurizando a informação, mas cristalizando uma tendência.

É o que veremos. E, finalmente, saberemos se a opinião pública de Santiago existe, se ela é fragmentada, se ela tem uma força majoritária ou até poderemos concluir que ela sequer existe, dado a força da fragmentação e incapacidade de formar hegemonia a ponto de virar e decidir o resultado de um pleito eleitoral.

Hoje eu fiquei muito triste com o nosso MP e aceitei a sugestão de ir direto na corregedoria, pois pedi para falar com o promotor criminal e sou obrigado a explicar antes para o servidor. É estranho, eu tenho 66 anos e sempre tive acesso ao MP, exceto agora, pois mesmo sendo um Advogado e nem por telefone eu posso falar com o titular da comarca. Tudo mudou em Santiago. Eu sei o que é um assunto reservado e sei o quanto os fatos devem ser sigilosos, embora a fineza da pessoa que me atendeu. 


*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023.

Pós-graduado latu sensu em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).

 

Torquemada e o espírito de Martin Niemöller. E a verdade verdadeira da NINA e o espírito de Alessandre de Moraes

JÚLIO CÉSAR DE LIMA PRATES*
Faz um lindo dia em Santiago, temperatura agradável,  clima próprio de inverno, pessoas bem vestidas e todos tentando superar o frio.

Graças a uma carga homérica de medicamentos, para pressão, circulação sanguínea e glicose, meu organismo tem reagido positivamente, embora minha visão continue embaralhada. Digito – ainda – em caixa 36.

Graças aos meus amigos e irmãos sinceros, tenho rompido um pouco o isolamento.

Durante muito tempo, nas reflexões passadas da pandemia, observei alguns fatos sociais bem visíveis. Como eu não assisto televisão há muitas décadas, agora, tentando ocupar meu tempo, detenho-me na análise dos noticiários e dos filmes.

Nunca é demais refletir nas célebres palavras de Martin Niemöller  :

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

Os princípios democráticos e a liberdade de expressão não podem ser expostos aos censores  de plantão. Antes que me confundam, sempre fui do PT e a censura aqui não tem nada a ver com o debate entre bolsonaristas e o STF.

Censurar pressupõe que quem censura tenha a certeza do domínio total e absoluto dos fatos. Jovem, quando fui processado pelos padres, lembro-me que saquei contra eles o aprendizado de Skinner: quem pune sempre acha que está do lado certo. Deve ser por isso que Camus não suportava e tinha aversão aos juízes.

Foi no curso de pós-graduação em Letras – Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual  – que eu tive a oportunidade de ler, refletir a aprofundar no pensamento de Saussure e a reflexão necessária sobre os meios e sistemas de comunicações vigentes numa sociedade.

Aí reside o maior impasse. Justamente, estudar e entender os meios e sistemas de comunicações. Não vou entrar aqui no debate sobre silogismos, paralogismos e aporemas.

Este é um artigo breve, para meu blog, portanto não se trata de nenhum ensaio acadêmico, mas, sim, uma reflexão em cima dos fatos e como se dá a leitura desses.

Sempre escrevi que emprego o conceito de “ideologia” como visão de mundo, nas manifestações individuais ou coletivas, produzidas na arte, pintura, escultura, dança, música, literatura … Assim, tomo e emprego o conceito de ideologia como sinônimo de ideia, sendo muito mais gramsciano do que marxiano propriamente dito. Com o devido respeito às formulações hegelianas.

A interpretação de um fato social qualquer, comporta – sempre – mais de uma leitura. Depende do enfoque ideológico de quem interpreta esse fato.

Vou ser didático:

1 – A coalizão, liderada pelos EUA, que invadiu o Iraque, convenceu a opinião pública (tenho vários textos sobre opinião pública), que o regime sunita de Saddam Hussein detinha arsenais de armas biológicas e que o regime representava uma ameaça para a humanidade.

Invadido o Iraque, ultrajados os sunitas, banho de sangue, milhares de mortes inocentes, logo verificou-se que as tais armas biológicas de destruição em massa era uma grande mentira. Ou seja, uma fake-news contada pelas grandes redes internacionais de televisões e toda a imprensa acrítica, que comprava a mentira como verdade. Até hoje não apresentaram uma prova das tais armas.

Lembro-me que a Nina, aos 8 anos de idade, me saiu com uma: verdade verdadeira. É claro, ela aos 8 anos já percebeu que existiam outras verdades, daí ela cunhou essa de verdade verdadeira.

2 – Eu fui educado, desde criança, aprendendo que o Paraguai tinha um ditador terrível: Solano Lopes. E que os bonzinhos da tríplice aliança do Brasil, Argentina e Uruguai, se uniram para combater o tirano. Anos depois, já moço, estudando História Econômica Mundial, no curso de sociologia, ( fui aluno da saudosa Helga Picollo, em Populacional e População e Desenvolvimento) descubro que o Paraguai era um país fortemente desenvolvido, tinha uma indústria pujante e que até grandes ferrovias nacionais confrontavam o poder inglês. Então, contrariados, os ingleses manipularam os idiotas do Brasil, do Uruguai e da Argentina, e fizeram nossos povos combater e destruir Solano Lopes, que, por ser um nacionalista, impedia o desenvolvimento do capitalismo inglês na região. Essa é a maior fake-news histórica de nossas vidas.

3 – Diariamente, quando assistimos pastores anunciando o final do mundo, intimidando as pessoas, manipulando as cabeças, acaso isso não é fake-news?

4 – A rigor, todo o discurso religioso, que é apenas uma questão de fé, é – sim – fake-news, afinal ninguém tem como comprovar a veracidade que existe por trás das construções discursivas do cristianismo, do judaísmo, do islamismo e até o sono perpétuo do corpo com a alma, esperando a volta de Cristo, dos Testemunhas de Jeovás e Adventistas. Quem pode garantir o que é falso e o que é verdadeiro nesse imbróglio? A rigor, é tudo fake-news. Inclusive o taoismo, o confucionismo, o budismo …

O pensamento de direita, por exemplo, colide sempre com o pensamento de esquerda no tocante aos costumes. O nu de um homem pode ser visto como “artístico” ou “falta de pudor”, isso depende dos valores, ritos, costumes …de quem está fazendo a leitura daquele nu.

A leitura de Maquiavel, por exemplo, condensa mais de uma interpretação ou leitura. Para uns, “O Príncipe” pode ser um instrumento de dominação. Para outros, pode ser uma arma útil aos dominados, pois desnuda a dominação em si.

Hoje, existe no Brasil um claro e visível confronto entre duas ideias fundamentais, desde como o cidadão vê as instituições, até como as aceita,  criticamente ou acriticamente.

A crítica associa-se à liberdade de expressão, por mais dura e áspera que possa ser, senão não é crítica. O próprio presidencialismo não é um dogma em si mesmo, afinal aí existe o parlamentarismo, ou, se quiserem, a própria monarquia. Uma crítica ao TJRS, por exemplo, comporta mais de uma leitura e não se associa – necessariamente – com uma tentativa de anular o poder judiciário. A crítica pode ser aos ocupantes dos cargos e não a instituição. Agora, eu já li vários ensaios sobre inteligência artificial, que incidem na superação humana no ato de julgar. O mesmo, com o avanço da telemática e da Inteligência Artificial, falar em substituir o parlamento pela auscultação direta do povo (friso que emprego a expressão povo no sentido político e população no sentido demográfico e não se esqueçam que sou sociólogo).

O exercício do poder se relaciona com sua legitimidade e manutenção; e as formas de legitimação vão desde as ditaduras armadas até a criação de um consenso hegemônico de um povo – o que não quer dizer: absoluto.

O Brasil, hodiernamente, vive um choque de ideias e visões de mundo antagônicas entre si. Direita e esquerda pensam de forma diferente as relações sociais encetadas pelos poderes e as formas de comunicações expressas nas manifestações e narrativas.

Um fato expresso na rede globo é considerado falsa notícia por quem não pensa como os ideólogos da emissora. As mídias alternativas, especialmente as redes sociais, lançaram, no debate, uma narrativa que se choca com os atuais padrões de dominação, logo são consideradas falsas notícias. O genocídio em Gaza, promovido por Israel contra os Palestinos é um das maiores distorções midiáticas, pois apresentam o Estado de Israel em luta contra o Hamas, como se o Hamas fosse outro Estado e não um diminuto grupo de jovens sem futuro em Gaza.

O que é falsa notícia para um receptor de direita, pode não ser falsa para um receptor de esquerda, e vice versa,  seja na interpretação das leis, da Constituição, dos costumes, do modo de vida, etc …

Acaso os marxistas, todas as correntes que defendem a ditadura do proletariado, a abolição de classes sociais e a posse e socialização dos meios de produção, são menos autoritários que a direita que pede o fechamento do STF?

Crasso erro mesmo é tentar criminalizar quem pensa diferente, julgando apenas com os instrumentais teóricos de apenas um campo de pensamento, ignorando a pluralidade de ideias e as narrativas divergentes entre si.

Esta encruzilhada em que se encontra o Brasil, seria desnecessária se tivéssemos este entendimento, que é básico para a harmonia numa sociedade onde os campos ideológicos, visões de mundo e costumes, são diferentes. Porém, professados por integrantes de uma mesma sociedade em suas diferentes estratificações e níveis, das classes dominantes às dominadas.

Pensar diferente, seria endossar o monopólio totalitário do pensamento único, a seguir o embate fratricida detonado a partir do entendimento de cada um sobre o que é falsa notícia.

Agir ao contrário, é agir como os acendedores de lampiões, revoltados com o advento da luz elétrica.

Tudo é algo a ser superado, inclusive o fundamentalismo e os dogmas. De ambos os lados. Do contrário, a intolerância e a ditadura do pensamento único estará semeada, pois floresce, sim, ameaças aos direitos e garantias fundamentais.

De todos os absurdos legislativos que eu conheço e conheci, essa lei das fake-news é a maior mediocridade de todos os tempos. Não partisse do congresso nacional do meu país, certamente sentir-me-ía no mais obscuro medievalesco, com cheiro de carne humana nas fogueiras, das mulheres que eram queimadas porque despertavam desejos ardentes nos inquisitores. Esses, sem saberem lidar com o desejo, preferiam dizer que elas eram a encarnação do demônio.

Queimar mulheres  nas fogueiras inquisitoriais era a verdade de uma época. Torrar judeus nas câmeras de gás, era a eliminação de uma raça que pensava e era diferente. Mas era a verdade de uma época, especialmente na Alemanha.

Escravizar negros e chibatá-los, estuprar negras e arrancar seus seios, era o normal e a verdade de uma época.

Os sábios, no Brasil, não se tocaram que tudo é relativo, que tudo tem duas versões, pelo mínimo, e que uma verdade hoje, pode não ser mais uma verdade amanhã. Eterno mesmo, só a burrice e olha que isso também pode ser relativo.

Eu sei que existem grupos organizados no Brasil, agrupados em torno da Editora Revisão, os revisionistas do holocausto, a turma do falecido Sigfried Ellwanger Castan, que são mil vezes mais perigosos que qualquer grupelho de direita. Essa direita é porra-louca e os nazis são bem mais aplicados.

Quando presidente estadual da comissão de ética do Partido Socialista, ainda em Porto Alegre, coube a mim a decisão de presidir um pedido de expulsão dos separatistas “socialistas” …. esses – sim – com grandes teorias, com farta literatura revisionista, defensores da supremacia branca, e esses continuam organizados, são os assim chamados Unterseeboot, ora andam na água como navios, ora são submarinos. Eu aposto que o Ministro  bem intencionado do STF, Dr.Alexandre de Moraes, desconhece o submundo das organizações secretas que existem no Brasil, especialmente os Unterseeboots. Eu falo no Alexandre porque é quem eu mais admiro e o leio. 

Quem desconhece a extensão da articulação maoísta no Brasil? Ou nunca ouviram falar em Mao Tse Tung?

Defender Enver Halil Hoxha pode? Imagino que sim e certamente ninguém sabe que ele foi mais radical na Albânia, na defesa dos crimes de Stálin, que qualquer outro político no mundo. Entretanto, os jovens albanistas ou hoxhistas estão em todos os DCEs, UEEs, UNE, editam jornais, tem sites, defendem a revolução socialista armada, são remanescentes do Araguaia e são orgulhosos disso (não estou entrando no mérito, só estou afirmando que movimentos totalitários e contra o Estado democrático de direito, no Brasil, existem aos montes).

Seria estéril eu falar que nossas fronteiras estão cheias de células do  Hezbollah ou Hizbollah e da Al-Qaeda, e são organizações paramilitares e que – pelos princípios do Islã, onde estiverem precisam, necessariamente, incitar a queda dos governos locais.

O PT é cheio de partidos clandestinos, trotskistas e leninistas, isso até a pedras sabem. O problema é que os teóricos do STF sequer sabem juntar as pontas do movimento trotskista e a IV Internacional de 1938; não sabem o que é a ORMDS, CORQUI, SU … Talvez saibam que o MR8 se metamorfoseou e aparece num tal PPL, mas não sabem os desdobramentos factuais do antigo PCB, o racha do PC do B, … talvez, talvez … Outro dia, ouvi um grande teórico falando sobre trotskismo no PT brasileiro e reduziu tudo ao PSTU e ao PSOL, como se o pessoal do CORQUI, e da ORMDS não continuassem ativos dentro do PT. E nem tocou nos quadros bem articulados do PCO e dos integrantres que articulam a criação do partido obreiro no Brasil. Fiquei impressionado com os limites do tal teórico, quase um asno.

Alguém acha que os black blocs estão diluídos no Brasil?

Eu acho que não, é só olhar as manifestações recentes no Rio e São Paulo. Eles têm símbolos próprios, identidades próprias … códigos próprios.

No Brasil, se nem a ABIN sabe o básico do básico.

Eu até acho que o Moraes não é má pessoa. Ele se meteu numa área em que não tem o menor domínio.

A polícia federal no Brasil nunca entendeu de organizações clandestinas de esquerda e nem de direita. A orientação sempre foi outra, estão ligados no combate ao tráfico (drogas e armas) e à corrupção e nunca foram na verdadeira fonte, isso implica em domínio teórico. Por trás de um político, na maior parte das vezes, existe uma organização clandestina.

Os extremistas são outros. Pelo amor de Deus, quanta burrice asnal institucional.

Nossas instituições são capengas; vivemos sob o domínio de corporações onde as superestruturas jurídicas controlam tudo … e essas não têm staffs. Dominam e tentam resolver tudo à luz do positivismo jurídicos e (um que outro) fala em jusnaturalismo, mas raros dominam as vertentes epistemológicas do Direito e mesmo os que aplicam a Teoria Dialética do Direito não sabem o que estão fazendo. SOS Japiassú.

Já ouviram falar em Kidon? Eu já, mas há muito tempo desacreditei no mossad e abominei o massacre de crianças palestinas em Gaza e hoje na Cisjordânia.

Perdi amigos e amigas judeus e judias, mas mantive a minha coerência em defesa dos fracos e dos oprimidos.


 

*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).

PROFESSORA DE CANOAS MORRE AOS 36 ANOS APÓS SER INTERNADA EM ESTADO GRAVÍSSIMO COM COMPLICAÇÕES DE INFLUENZA

A PROFESSORA COM A XÍCARA NA MÃO MORREU DE INFLUENZA
A PROFESSORA COM A XÍCARA NA MÃO MORREU DE INFLUENZA

A comunidade escolar de Canoas recebeu com pesar, nesta terça-feira (7), a notícia da morte da professora Carolina Oliveira, de 36 anos. Carol, como era conhecida por amigos e colegas, lecionava Língua Portuguesa na EMEF Rio Grande do Sul, no bairro Mato Grande.

A professora estava internada em estado gravíssimo no Hospital São Lucas, desde o dia 3 de julho, após ser diagnosticada com Influenza B. Conforme divulgado, o quadro evoluiu para uma pneumonia bacteriana nos dois pulmões, insuficiência respiratória grave (SARA), sepse e comprometimento da função renal.

Diante da gravidade do caso, a equipe médica chegou a avaliar a utilização da ECMO, equipamento de alta complexidade conhecido como “pulmão artificial”, utilizado para oxigenar o sangue enquanto os pulmões se recuperam. Para isso, amigos e familiares organizaram uma vaquinha virtual para auxiliar nos custos do tratamento.

Em nota de pesar, o Sindicato dos Professores de Canoas (Sinprocan) lamentou a perda e destacou a trajetória. “Sua dedicação à educação, seu carinho com os alunos, sua empatia e seu sorriso marcaram a vida de muitas pessoas, deixando um legado que permanecerá vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, diz.

Seus familiares e amigos farão uma última homenagem na Capela Central – Sala A, localizada na Rua Júlio Cardoso, 2015 – bairro Farroupilha, Soledade/RS, a partir das 15h.

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✍️: Redação DN
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