Perseguidos e perseguidores

Era o ano de 1996. O prefeito Vulmar Leite, juntamente com sua assessoria jurídica, estrangulava de todas as maneiras o pequeno jornal Expresso Ilustrado. Uma uma perseguição sem tréguas, sem dó e sem piedade.

Hoje quando vejo todos os perseguidores de então lambendo o João Lemes, fico até atônito, perdido e perplexo. O tempo muda, as pessoas mudam, tudo muda. É a lei dialética. Só entendo o João Lemes. Ele saboreia o doce da vitória. Eu sou diferente dele, não engulo e nem nunca vou engolir, perseguidor uma vez, será sempre perseguidor.

Naquele difícil ano de 1996, eu narrei a história no meu livro O PAPEL DO JORNAL.

Desci com João Lemes, perto das 3 horas da manhã, comer um xis, num treiler ali na Bento Gonçalvez. Estavam todos apavorados e sem forças para resistir o peso da perseguição.

Eu disse então ao João Lemes que nós só tínhamos uma saída: era matar ou matar. 

A saída era derrubar o governo municipal. Só tínhamos uma munição: a escrita. E era tudo ou nada.

A verdade é que ninguém está acima do bem ou do mal. Todos tem uma cola, dizia meu saudoso amigo Nelson Goelzer. Uns com uma cola maior, outros com uma cola menor, mas – em comum – todos têm uma cola.

Transcorrido 26 anos, defronto-me com o mesmo caso. Os perseguidores de hoje estão na prefeitura, liderados pelo prefeito Tiago Gorski Lacerda, que fez exatamente o que Vulmar fez conosco, embora até pior, pois Vulmar não levou o debate para o lado criminal, o que Tiago com o escritório de advogacia contratado para me processar, fez e continua fazendo.

A história se repete.

Karl Marx já dizia, embora a tragédia anteceda a farsa.

Massacrado pelas perseguições, inclusive agora com o dedo da procuradoria do município em sua obcecada perseguição contra um jornalista solitário, vejo que Tiago não aprendeu nada com a história, nem sabe nada da história, nem pode saber, nunca de interessou em saber como foi a luta pela resistência. Tiago se acha intocável.

Todo o autoritário, como era Vulmar, se acha acima do bem e do mal.

Encurralado, só me resta uma saída: mais uma vez, ou eu luto e resisto as perseguições, inclusive com o uso de provas falsas*, numa tentativa obcecada de destruir com um veículo de comunicação do município.

Quanto a prova falsa, todos sabem que foi aberto um blog para atacar o secretário de gestão Frederico Peixoto, contra quem nunca tive nada, exceto amizade e fraternidade.

Mas, esse blog foi aberto apocrifamente contra ele, e diariamente faziam postagens anônimas atacando-o.

Todos na prefeitura sabem que Frederico Peixoto  contratou um hacker e chegaram no computador de onde partiam as postagens. Foi a maior crise interna que o gabinete do prefeito Chicão viveu.

Pessoas totalmente inocentes foram acusadas, cito o Dr. Breno Pinto de Freitas.

Mas o que o gabinete Tiago Gorski fez contra mim?

Pegaram uma dessas postagens anônimas contra o secretário de gestão Frederico Peixoto e entregaram para o poder judicário, recentemente, como se a postagem fosse do meu blog. Sem sequer direito de defesa e edição do contraditório, foi vilmente condenado.

Quem faz, esquece facilmente. Quem sofre, nunca esquece.

Hoje eu sei quem passou a prova falsa para o advogado do prefeito, que sem se interessar em saber se a postagem era mesmo de minha autoria, entregou tudo ao poder judiciário como se a postagem fosse minha, usando a credibilidade do prefeito e o fato de ser advogado do prefeito. Moral: eu fui condenado por uma uma prova falsa e por uma postagem que nunca foi escrita por mim.

Eu me admiro de quem sequer se preocupou em saber se a postagem era mesmo minha ou não. E me condenou apenas com a postagem do blog apócrifo que era usado para atacar o secretário de gestão Frederico Peixoto. E os farsantes e manipuladores fizeram passar como se a prova era contra Tiago Gorski, que foi secretário de gestão. 

Relatei todo o caso e todos os pormenores ao advogado BRENO PINTO DE FREITAS, que acompanhou toda a história, que foi até vítima desse processo estranho interno no gabinete do prefeito CHICÃO.

Só que os autores do crime perpetrado contra mim nunca se interessaram em repor a Verdade no seu devido lugar. E poderiam, se honrados fossem.

Eu sou um homem reto de caráter, sou um homem honrado e minha honra vale mais do que qualquer valor. Agora, a história resvalou para outros setores da sociedade, e o debate está aberto de novo.

O caso agora está sendo reaberto e eu serei implacável, não me interessa quem são os envolvidos, todos seráo chamados a responder.

O preço que eu tenho pago pelas perseguições de Tiago Gorski contra minha pessoa não tem mais limites, ultrapassaram as raias do bom senso e o acerto acontecerá, por um viés ou por outro.

Quem faz, esquece. Quem sofre, nunca esquece.

 

 

 

JULIO CÉSAR DE LIMA PRATES,

Jornalista, Matrícula no MTb-RS 11.175.