Foram tantas mensagens que recebi nos últimos dias acerca dos vídeos que posto em meu blog que resolvi até fazer uma pequena mensagem aos meus leitores e amigos.
Primeiro, eu nunca escondi de ninguém que não concordo com tudo no PT. A primeira grande divergência minha é sobre o controle das redes sociais. Embora eu reconheça que a direita extrapolou e que se divulgam mentiras abertas na redes sociais, creio que cabe aos leitores discernir e acreditar naquilo que melhor lhes convém. Existem mentiras de ambos os lados. Eu tenho 21 anos de blog e nessas duas décadas já vi de tudo na internet.
É claro, em muitos casos, é necessário a intervenção do Estado, como recentemente eu mesmo elogiei a inbtervenção da Polícia Federal desbaratando um quadrilha de criminosos que levavam crianças e adolescentes à mutilação e ao suicídio devido as chantagens na deep web.
É claro, não sou contra o Estado e nem defendo o Estado-mínimo, como a proposta neoliberal. Acho que o Estado é necessário. Mas o controle das redes sociais deve ser regulado pelo próprio aparato repressivo existente, pelo código civil e pelo código penal e creio que basta. Essa proposta de dar o controle aos órgãos de repressão do poder executivo vira um controle massivo e controle político. Sempre coloquei-me contra esse controle defendido pelo PT, PSOL, PC do B e PDT.
É claro que perdemos o embate nas redes sociais para a direita, isso é visível, Mas partir para o controle via poder executivo, aí já é demais. Vira censura prévia e isso é inaceitável.
Eu defendo o MST porque vejo no MST uma forma de avanço da reforma agrária e isso é saudável, sou totalmente contra a ideia de criminalização do MST. Conheço muitos assentamentos altamente saudáveis. É simples. Também não vejo com bons olhos a concentração exagerada de terras nas mãos do agronegócio voltado para a exportação e sem nenhum compromisso com o abastecimento interno. Existem distorções de ambos os lados. O preço do arroz orgânico no MST é uma piada, considerando a realidade salarial do nosso país. Quem pode comprar o arroz orgânico são os ricos. É uma distorção. Precisamos encontrar uma saída plausível e racional nesse debate.
O abastecimento do mercado interno e os hortifrutigranjeiros precisam passar por uma reformulação. Nem um extremo, nem outro. O agronegócio exportador e monocultural também precisa rever sua visão.
Mas a visão social desses partidos de esquerda no tocante a política habitacional, ensino superior, urbanização, política salarial e saúde é excelente e precisa ser incrementada e melhorada. O piso salarial nacional da educação é louvável.
Mas vamos tocar na ferida. Eu sou evangélico. Mas sou totalmente contra a partidarização do movimento evangélico pela direita, nem vejo Bolsonaro como exemplo para os evangélicos. Aliás, a igreja evangélica no Brasil precisa rever muito de suas posições, pois Lula é muito mais próximo dos pobres e dos que sofrem do que a ala direita e bolsonaristas, que não tem nenhum compromisso com a política educacional, habitacional e de saúde para as classes mais pobres de nosso país.
É tudo tão simples de ser compreendido. O Haddad é muito mais família que Bolsonararo, só não vê isso quem não quer.
Os conservadores no Brasil só são conservadores se tiverem uma mulher 30 anos mais nova, 20 anos mais nova, e isso é um desastre.
Também, os evangélicos deveriam aceitar as pessoas como elas são e ponto final. O homossexualismo sempre existiu e sempre existirá, e a igreja evangélica precisa entender e aceitar as pessoas e suas escolhas. É tão simples compreender isso.
Se uma menina gosta de outra menina e não de menino, qual é o problema? Ela precisa ser aceita e ter a liberdade de gostar de quem ela quiser. Não podemos impor a ela que ela goste de um homem se ela gosta de uma mulher.
É tão simples aceitar a liberdade de uma pessoa. Eu tenho numa filha. Se minha filha gosta de uma menina, vou obrigá-la a gostar de um homem? Só se eu for muito idiota!
Os pastores a padres precisam parar de satanizar as pessoas pelas suas escolhas.
Ponto final.
