Bolsonaro vira réu pelo furto de jóias e envolve o alto escalão das FFAA

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

Fonte – Poder 360

O valor de mercado dos bens que foram alvo de desvio ou de tentativa de desvio no caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soma US$ 1.227.725,12 ou R$ 6.826.151,661, afirma a PF (Polícia Federal) em relatório divulgado nesta 2ª feira.

NOTA DO BLOGUEIRO 

Agora, a PGR terá 15 dias para oferecer denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por enquanto o processo estará em carga com o Ministro do STF Alexandre de Moares.

Se a PGR oferecer denúncia, Bolsonaro passa a ser réu, acusado de desviar 6 milhões e 826 mil reais, dinheiro esse que custeou sua estada nos EEUU, assim como seus familiares e grupo político.

Eu prevejo que o trâmite processual não seja assim tão rápido, mas tudo vai depender da atuação dos advogados do ex-presidente. Certamente, antes de 2026 não tenhamos o encerramento desse processo. Embora, isso sejam apenas especulações minhas, que sequer sou advogado criminalista.

Mas, enfim, seja como for, o brilhante e eficiente trabalho muito sério da Polícia Federal deixou o ex-presidente em situação altamente delicada.

Presentes do presidente da República podem ser incorporados ao patrimônio pessoal, desde que sejam  “personalíssimos”, tais como roupas, alimentos e perfumes. Mas, segundo a Polícia Federal tais presentes de alto valor foram incorporados ao patrimônio pessoal de Bolsonaro, tais como jóias raras e caras, e que foram  negociados com fins de enriquecimento ilícito. Eis aí o crime de peculato que pesará contra Jair Bolsonaro.

Ademais, estão envolvidos altos oficiais das FFAA, por exemplo, o general 4 estrelas  Mauro César Lourena Cid, genitor do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (agora promovido a coronel), Mauro Lourena Cid ajudou o filho na negociação de venda de presentes, segundo o relatório da polícia federal. Também envolvido o Almirante de Esquadra da Marinha Bento Albuquerque.  Tenente do Exército Osmar Crivelatti. Ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros. Segundo-sargento do Exército Luis Marcos dos Reis. É claro, existem mais nomes envolvidos no mesmo relatório da COVID, onde caíram generais, coronéis e oficiais de alta patente das FFAA. Embora esse seja um outro caso envolvendo as altas patentes das FFAA. 


*Jornalista nacional registro nº 11.175, Registro de Editor Internacional nº 908225, Sociólogo e Advogado inscrito na Sociedade de Advogados nº 9980 OAB-RS. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura  Textual e também em Sociologia Rural. Autor de 6 livros