A gente pode doar ou vender presentes que a gente ganha?

*JULIO PRATES

Eu nunca usei relógios em minha vida. Nem anel, nem pulseiras, nem alianças.  Depois que inventaram o celular, daí sim que eu matei o definitivamente os relógios. Eu tinha até dó da Eliziane, ela andava sempre de aliança e me cobrava por eu usar minha aliança no chaveiro. Honestamente, o amor está numa aliança? Creio que apenas é uma simbologia, quem se sente bem., usa, quem não gosta, não usa. Simples assim.

Ganhei um relógio de presente de uma amiga. Presente de aniversário. Eu não entendo nada de relógios, marcas, essas coisas. Mas eu nunca tinha recebido um relógio com tantas coisas, certificado, essas coisas. Como para mim um relógio dos camelôs tem o mesmo valor do que eu ganhei, justamente por não ligar para marcas, essas coisas, abri o presente e fiquei emocionado. Me assustei com o preço do ao buscar na internet o preço do relógio: é claro, não achei o meu modelo, mas a marca e o preço dos iguais ao que eu ganhei é 17 mil dólares.

Daí eu contei a ela que eu não usava relógio. Ela me ofendeu me chamando de esquerdista, que gostava de andar mal arrumado, mas parece piada, eu com a minha vida simples, singela de sempre, usando um rolex de 17 mil reais, que seria hoje…um colega meu me disse que comprava, se que quisesse vendêlo. É claro, fui consutar a doadora do presente. Ela encerrou tudo dizendo que o presente era meu e que eu fizesse o que bem entendesse do presente. Apenas guardei-o num cofre de um colega, porque a minha casa., embora tenha chave, raramente eu chaveio a porta, com a câmera, sempre vejo quem me procura e não iria deixar um presente caro desses atirado em casa.

Mas, recentemente, vivi um problema parecido. Um cliente mandou me pagar  com uma BMW, eu relutei em aceitar o presente, embora tenha entendido seu bom coração. Mas conversei longamente com o filho dele e disse que queria receber em dinheiro e que não caberia eu receber uma BMW, embora usada, mas era muito bonita, bem novinha…moral da história: ele ficou de ver meu presente, me convidou para comer um bolo no dia do meu aniversário, mas tinha a decisão de não sair de casa e fiquei deitado vendo meus vídeos no youtube. Só saí com a dra. Marta Marchiori e o Dr. Vulmar Leite porque ela mandou um carro e ma avisou que seria peixe. O arquiteto Artur Viero é de casa, veio aqui, e viu que eu durmo na sala, com um colchão no chão, meu grande amigo o Arthur. A Dra. Marta já tinha ligado para me avisar que jantaríamos juntos.

Na verdade, fui com o blusão que eu estava deitado, em suma, assim é minha vida, não posso fazer e nem ser diferente.


*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).