Anotações raras de DAVI DAMIAN

* DAVI DAMIAN

Vendo teu escrito e citando os termos “seppuku” e “harakiri”, ambos para o mesmo fim, corte do abdômen e outro mais “chulo” para “estrebuchar ou desentranhamento”, usavam uma lâmina curta como “tantô” ou “Wakizashi”, antes da cerimônia, escolhiam o samurai mais habilidoso para dar fim a quem estava efetuando sua “finalização”, um corte preciso no pescoço sem decapitar, o suficiente para deixar a cabeça pendurada, sem rolar e assustar quem estava por perto; me lembra os filmes do Kurosawa e do Takeshi Kitano, sem falar dos clássicos animes como “a viagem de chihiro” do Miyazaki e “ghost in the shell” vindo de um mangá.

Todos com seu toque crítico social, o que puxa o noção de honra e lealdade como “os 47 samurais” em que a vingança se come congelada, com o assassinato de seu senhor, viraram “ronins” samurais sem mestre, e por anos tramaram vingança, após completa, cometeram “seppuku”.

Hoje, desonra ou exaltar a família parte de vários modos, salvo depressão ou outra patologia, a “floresta do suicídio” chamada “Aokigahara” é um local infelizmente escolhido para isso.

Policiais circulam por lá para encontrar corpos e impedir que saqueadores entrem, mas poucos para impedir dentro de um programa em assistência em saúde mental.


*Psicanalista, Mestre e Doutor em Psicanálise pela UFRGS.