Genocídio em Gaza: Reino Unido suspende negociações comerciais com Israel

OPERA MUNDI

O governo do Reino Unido, chefiado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, anunciou nesta terça-feira (20/05) a suspensão das negociações comerciais com Israel devido ao bloqueio da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Durante uma sessão na Câmara dos Comuns, o secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, sustentou que a decisão também foi tomada como uma resposta a uma nova ofensiva militar no enclave palestino ordenada pelo gabinete do primeiro-ministro do regime sionista, Benjamin Netanyahu, no dia anterior.

“Francamente, é uma afronta aos valores do povo britânico. Portanto, hoje, estou anunciando que suspendemos as negociações com este governo israelense sobre um novo acordo de livre comércio. Revisaremos a cooperação com eles no âmbito do roteiro bilateral para 2030. As ações do governo Netanyahu tornaram isso necessário”, declarou Lammy aos parlamentares.

O massacre palestino em Gaza aos olhos do mundo cristão e civilizado

*JULIO PRATES

O que estamos assistindo – recentemente – em GAZA, com o exercito de Israel matando crianças e mulheres, com a cumplicidade covarde do governo TRUMP e apoiado em nosso país pelos grupos bolsonaristas evangélicos e até pelo papa Leão XIV, é algo vergonhoso e que marcará nossa história e o futuro de nossas gerações.

Desde o início desse conflito tenho uma posição bem clara ao lado dos palestinos e nunca arredei pé de minha posição. A situação de massacre envergonha o mundo civilizado, e a ONU, Anistia Internacional e a Human Rights Watch todos são unânimes em reconhecer o genocídio praticado contra os palestinos. As pessoas estão sitiadas e cercadas em GAZA, o governo assassino de Netanyahu não permite sequer o ingresso de água e pretende matar de fome e sede 2 milhões pessoas, entre as quais crianças e mulheres indefesas. 

A humanidade conhece bem o massacre e o genocídio alemão contra os próprios judeus na segunda guerra mundial. Hoje, as tropas de Israel, ignorando a própria história, cometem o mesmo genocídio que foram vítimas. 

É a repetição de história pelo viés dos oprimidos que se tornaram opressores.

Aqui em nossa cidade, particularmente, grassa a ignorância, pois até professores (eu vou vítima desses ataques) confundem a crítica ao sionismo como se sionismo fosse sinõnimo de semitismo e insuflam os alienados a condenar as resistências ao sionismo, como se não entendessem que os próprios palestinos são semitas.

O momento da humanidade é cruel, estamos assistindo uma vergonhosa escalada genocida contra pessoais civis, desarmadas e tudo sob o olhar patético e cúmplica dos EEUU.

Nosso país está certo ao propor as bases para a criação do Estado palestino.

E lutemos, pois, cada qual com os instrumentais que temos, para que se acabe esse massacre vergonhoso em GAZA e que se permita o ingresso de ajuda humanitária para que essas pessoas não morram de fome e sede.

E não me venham com o papo de que não sabemos o que está defendendo, pois eu aceito debates, com quem quer que seja, e vamos ver quem realmente conhece História e quem apenas arrota e mente.

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*Autor de 6 livros todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2021/2024. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado).

OAB se manifesta após governo proibir cursos de direito por EAD

METROPOLES – MANOELA MOURA e GIOVANA ALVES

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestou e declarou apoio à decisão do Ministério da Educação (MEC) de proibir a oferta de ensino a distância para cursos de direito e outras áreas, como medicina, enfermagem e psicologia. A medida anunciada pelo governo federal nesta segunda-feira (19/5) foi bem recebida pela entidade, que há anos questiona a expansão do modelo EAD no ensino jurídico.

“A luta da OAB pela qualidade do ensino jurídico é histórica. Por isso, comemoramos a cautela do MEC com a modalidade a distância, que significaria, neste momento e da forma como está, um retrocesso”, afirmou o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.

decreto foi assinado na manhã desta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), proibindo o ensino a distância para os cursos de medicina, direito e enfermagem. A decisão foi anunciada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em reunião com representantes das universidades e demais entes da sociedade civil relacionadas ao setor.

A manifestação da Ordem reforça o posicionamento crítico da entidade em relação ao crescimento de cursos jurídicos oferecidos de forma remota. Para a OAB, a formação de advogados exige mais do que acesso a conteúdos teóricos, envolvendo debate em sala, acompanhamento docente e vivência prática, elementos comprometidos no atual formato do ensino à distância.