Nelson Jobim se torna sócio e membro do conselho do BTG Pactual

Rodrigo Tolotti – Infomoney

26/07/2016

 

SÃO PAULO – O BTG Pactual anunciou nesta terça-feira (26) que o ex-ministro e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Azevedo Jobim se tornou sócio do banco de investimentos, além de membro do Conselho de Administração, responsável por Relações Institucionais e Políticas de Compliance.

“A vinda do ministro Nelson Jobim é mais um importante passo em direção ao aprimoramento da gestão do BTG Pactual. Sua notável trajetória, experiência e conhecimento contribuirão para aperfeiçoar ainda mais a governança do banco”, disse Persio Arida, Presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual.

Para Roberto Sallouti, co-CEO do BTG, o ex-ministro traz uma experiência única para o banco. “Estou certo de que ele terá uma contribuição extremamente relevante em todas as nossas áreas de negócios”, afirma. Nelson Jobim foi ministro da Defesa entre 2007 e 2011 e ministro da Justiça de 1995 a 1997. Além disso, Jobim foi ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1997 e 2006 e presidente do STF entre 2004 e 2006.

Filho de Barroso, do STF, decide não retornar aos EUA para reassumir cargo no BTG após sanções de Trump

Por  Ivan Martínez-Vargas

— Brasília/ O GLOBO

O executivo Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde ocupava o cargo de diretor associado do banco BTG Pactual em Miami. A decisão, segundo interlocutores, foi tomada como forma de precaução em meio a sanções anunciadas pelo governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes da Corte. Procurados, o STF e o BTG não se manifestaram.

Bernardo vivia nos Estados Unidos, onde se formou num mestrado em Data Science no McDaniel College, em Maryland, no ano passado e, desde agosto de 2024, ocupava o cargo de diretor associado na filial do BTG Pactual na Flórida. O filho do ministro Barroso estava de férias na Europa quando, em 19 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto americano do ministro Alexandre de Moraes e “seus aliados na corte”. O caso foi antecipado pelo UOL e confirmado pelo GLOBO.

Embora formalmente nem o presidente do STF nem seu filho tenham sido notificados pelo governo americano sobre a revogação de seus vistos, o ministro Barroso pediu a Bernardo que retornasse ao Brasil para evitar ser barrado na volta aos Estados Unidos. O executivo já está no Brasil, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, e permanecerá no país. Seu vínculo com o BTG será mantido.

Quando anunciou a sanção por meio de uma postagem em rede social, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, não disse a quais ministros fazia referência, para além de Alexandre de Moraes. Posteriormente, em 30 de julho, apenas Moraes foi incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma americana que impõe, além da perda de vistos, o bloqueio de ativos financeiros e outros bens, nos Estados Unidos, de graves violadores dos direitos humanos e pessoas envolvidas em grandes escândalos de corrupção. A aplicação da norma a Moraes, decidida de maneira arbitrária pelo governo Trump, é controversa, uma vez que o ministro não é acusado de corrupção e suas decisões judiciais são referendadas pelo STF em um regime democrático.

Em sua postagem de 19 de julho, Rubio afirmou que Trump “deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos” e que Moraes fazia uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, réu na ação penal da trama golpista no STF.

“Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, dizia a postagem de Rubio.

Em 1ª sessão à frente do CNJ, Fachin diz que juízes erram e devem ser responsabilizados

FONTE – SITE MIGALHAS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin durante sessão plenária. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Durante sua primeira sessão como presidente do CNJ, o ministro Edson Fachin defendeu a necessidade de responsabilização de juízes que cometam irregularidades, mas ponderou que eventuais falhas individuais não devem enfraquecer a confiança nas instituições.

Fachin destacou que “juízes erram e devem ser responsabilizados”, assim como legisladores e gestores públicos, porém lembrou que todas essas funções são pilares indispensáveis do Estado de Direito.

O ministro sublinhou que a atuação do CNJ deve buscar o equilíbrio entre a responsabilização e a preservação da legitimidade do Poder Judiciário.

O presidente afirmou ainda que o julgamento analisado, que resultou na instauração de processo disciplinar e manutenção do afastamento cautelar do desembargador Luís Cesar de Paula Espíndola, do TJ/PR, acusado de fazer declarações ofensivas a mulheres durante o julgamento de caso de suposto assédio de professor a aluna de 12 anos – traz importantes lições sobre a necessidade de aprimorar a atuação institucional.

“Precisamos fazer cada vez melhor, errar menos, e é do conjunto desses aprendizados que o julgamento nos traz”, disse.