Minha Páscoa e os encontros de rua

Eu não tenho família e passo sempre sozinho….páscoa, ano novo, sempre na mesma, sempre sozinho.

Agora, com a proximidade do julgamento do meu recurso especial, sinto até um pouco de alegria, pois estou desde o dia 12/12/22 sem poder falar com minha filhinha.

Quem olha de fora, acha que eu cometi um grande crime, mas está chegando a hora de tudo ser colocado na roda. Os falsos amigos, as falsas amizadas, tudo terá a chance de ser agora julgado.

Comi um peixe no Mário e perto das 18 horas sai para pegar frutas ali no Camelô.

Eu tenho tudo em mãos que foi dito e sei como agem os que se diziam meus amigos e amigas.

Estava indo para o Camelô e noto que um senhor me chama. Não o reconheço e apenas cumprimentei-o.

Ela, porém, atravessa a rua e vai até mim.

Surpresa total, era o Anderson, irmão da ELIZIANE, sempre doce e sempre amável. Diz que viu que não o reconheci, como de fato não o reconheci.

Feliz, pegou seu celular e mostrou-me as fotos de suas crianças. Seguimos juntos até a esquina. Como eu disse que disse que iria até o Camelô, ao chegar na esquina dos despedimos. É o velho jovem Anderson, sempre amável, sempre cheio de novidades e sempre feliz.

Pelo que entendi, a família de sua esposa mora aqui por perto, mas não quis- perguntar sobre ela.

Deu-me um caloroso abraço e desejou-me boa sorte.

É engraçado, é uma pessoa boa, de boa índole e sempre o mesmo ser amável e querido.

Segui feliz em direção ao Mercado, pois precisava achar minha frutas.

O Anderson é uma pessoa rara e boa, tem um coração bom e certamente será feliz toda a sua vida.