DEPUTADO CADÓ DO PDT COM O PREFEITO PIRU DO PP, NOVO TRABALHISMO?

Eu sempre conheci muita gente do PDT de Santiago. Confesso que nunca vi uma foto do seu ALCEU NICOLA com o Piru, prefeito do PP. Da mesma forma, nunca vi o MAURO BURMANN, o PAULO ROSADO, tirando fotos com o Piru.

Devem ser novos tempos que ainda não chegaram em Santiago. Agora, fico sem entender o deputado do PDT de SÃO BORJA, posando com o Piru, que é sabidamente inimigo da esquerda, especialmente do PDT, PT e PSOL.

Como estou muito por fora, vou respeitar a posição do PDT e ver o que dizem os meus velhos amigos, pois sou amigo do ALCEU NICOLA desde 1975 e sei tudo que ele passou na vida devido a perseguição politica da ARENA e do PDS. Antes do fim do bipartidarismo sempre andei com a velha geração trabalhista, o ELESBÃO MAMEDES VARGAS CHAGAS, o BIJUJA, que era capataz do JANGO e a DENISE GOULART a conheci, na ARGENTINA, em companhia do ELESBÃO, um grande e saudoso amigo. Até hoje a DENIZE é minha amiga de facebook, uma grande e honrada mulher, assim como a sua mãe.

A moçada do SINDICATO ali de Unistalda, trabalhistas históricos, ninguém nunca recebeu a visita do Deputado trabalhista de SÃO BORJA. Devo estar velho e não entendo mais dessa modernidade política.

Ninguém que pratica o mal, escapa do mal.

Eu recebi um longo e.mail do capitão, professor da academia militar de SANTA MARIA, meu colega no curso de pós-graduação em Letras, FROILAN OLIVEIRA.

Ainda não o respondi, apesar dos dias.

Por quê?

O motivo é simples, sério e complexo, fora o profundo respeito que eu tenho pelo FROILAN. Um intelectual raro e honesto de nossa cidade. Seu livro NEOATEÍSMO é muito complexo, profundo e de uma seriedade ímpar.

Estou respondendo-o aos pedaços, justamente por conhecer o Froilan e por saber de sua seriedade. É claro, o conteúdo, ou a essência, isso é reservado, como sempre.

Mas me alegra muito termos uma pessoa como o FROILAN em SANTIAGO e é sinal de que nem tudo está perdido.

E o Froilan é formado em Letras, como CAIO ABREU, pessoa totalmente incompreendida. Eu tive a rara  oportunidade de conversar com o Caio. O Bisol e a produção do TV MULHER pediram-me para entrevistá-lo antes, acertar esses detalhes de sempre. Caio odiava Santiago, odiava seu povo e fora muito humilhado numa Feira, parece-me que era FEICAPS, ou algo assim. O PASSO DA QUANXUMA é uma síntese crítica de nossa terra e nossa gente, só quem não sabe ler é que o endeusa e faz apologia a sua crítica, aliás, uma crítica perfeita a nossa boçalidade.

Os tempos mudaram, mas a mentalidade continua a mesma que o CAIO odiava.

O exemplo mais notório é que o caciques do PP, que mandam na cidade, só convidam para a Feira do Livro de Santiago  quem não lhes ataca e isso explica, como eu, santiaguense, autor de 6 livros, nunca recebi um convite, nem para a tal feira. E tudo começou com TIAGO GORSKI e seguiu com PIRU GORSKI. Seguindo a linha, nem a URI me manda um e.mail de notícias. E distribuem até dinheiro de publicidade para blogs que surgem e desaparecem, embora o meu tenha  23 anos.

Mas eu não mudo. Nem mudarei. Ceder para coronéis? Só eu nascesse de novo e fosse outra alma, porque eu tenho caráter e ética, embora eu nem saiba se existe alma.

Mas – enquanto eu for vivo – serei o mesmo. Quem gosta de processar, deve estar pronto para ser processado e eu não sou o tipo que perdoo e nem cedo. Eu marco uma pessoa que me atingiu por 20, 30 anos, até que chega a hora do meu troco, por isso vivo dizendo que sou islâmico, pois guardo quieto e sempre pratico a vingança. Nunca escondi de ninguém que sou vingativo.  Não importa quem, recentemente comuniquei ao TJ-RS que vou processar um juiz, pois quem é guerreiro, não escolhe adversários, seja eles o que forem ou estejam escondidos atrás do cargo que bem entenderem. Com 66 anos, foi fácil inferir que todos tem uma cola, seja pequena, média ou grande. O certo é que todos  tem um rabo e nem sempre esse é possível de esconder.

O que eu ando sabendo, o que eu investiguei e o que eu busquei, tenham certeza, é assombroso e minha revanche sempre vem. É isso que move, que me dá vida e, portanto, estejam todos preparados. Não acredito em amizades, nem em amor, mulher, respeitosamente, só se move por dinheiro, e por isso, por ser pobre, sempre ando sozinho e espero morrer sozinho. Mas, convicto de minhas certezas. É claro, existem mulheres honestas, mas são diminutas.

Aprendi com o ocultismo uma coisa só funciona se for pura, sem dinheiro, sem nada, apenas pelo amor ou ódio ao próximo. Se eu fosse contar o quanto tudo funciona, muitos estudarariam o ocultimo com seriedade. E como funciona. Só não funciona com quem busca dinheiro, aí eu garanto que não funciona.

Eu fiz algumas práticas e conheço bem a teoria. Todos vão pagar, direta ou indiretamente. Quem se atravessou comigo, terá um tratamento especial. Sempre. Sempre.

Mas eu vivo quieto, recatado, não me encanto com nada. Me tiraram tudo e  eu fiquei quieto, sei tudo o que eu perdi e sei quem foram as raras pessoas que ficaram ao meu lado. Sei bem quem foram meus inimigos e sei bem quem são meus inimigos.  Nem se preocupem, pois eu sei bem discernir as coisas e nunca me confundi.

O bem e o mal depende de cada pessoa. Existem pessoas que acham boas e vivem enfiadas no mal, suas práticas são maléficas e o custo de seus atos será alto, seja para si, seja para os seus e as suas. Ninguém que pratica o mal, escapa do mal. O mal é diferente da vingança.

Fui julgado ontem no TRF4 em PORTO ALEGRE

*JULIO PRATES

Após o lançamento do filme do meu amigo SANTIAGO, segui viagem para PORTO ALEGRE, pois eu seria julgado no Tribunal Regional Federal, por  crime de calúnia contra o delegado federal João Lira, de São Borja.

É uma longa história, tudo foi iniciado pelo sargento ALMEIDA, do CAPÃO DO CIPO, que disse que eu houvera gravado um vídeo acusando o delegado federal. Eu disse que aquele áudio não era dos que eu gravava nas eleições e que aquele, em particular, era uma mensagem de whatsapp, do meu próprio número, enviado ao coronel ITACIR FLORES.

O juiz federal de SANTANA DO LIVRAMENTO, Doutor Gomes, optou por me absolver e sua decisão foi pela minha absolvição.

Daí, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL recorre da decisão e leva o caso para a 8ª TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL da 4ª região. O julgamento foi ontem. O desembargador do caso era o Dr. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Eu me gelei, era condenação na certa. 

Eu só posso chorar para minha psicóloga, que é uma grande e brava mulher, santiaguense e de uma família amiga e companheira: Dra. Laís Mattos Garcia (foto). Na viagem, contei tudo a ela, afinal é pessoa que mais me conhece, que melhor me analisa e que sabe bem de minhas dores e angústias. E eu não escondo nada dela.

Todos nós dependemos uns dos outros, de amizades e de companheirismos. Eu perdi minha família com o divórcio e até o contato com minha filhinha. Eu fiquei quase nu em termos de sentimentos, pois não converso com minhas irmãs, embora me dê muito bem com meus amados sobrinhos RODOLFO e GUILHERMES, que mora em SÃO PAULO.

Exceto o MARCELO BRUM e a LITIERE BRUM (fotos), psicanalista, um casal de amigos muito sério, gente humana na acepção mais pura da expressão, que estão sempre em contato comigo, são meus verdadeiros irmãos. E meus colegas Dr. Marco Luiz e Dra.Maria Pagnossin e Sérgio Bueno, todos pessoas fabulosas, embora raramente eu fale com o Sérgio, porque ele trabalha sempre cedo. E gosto muito do Dr. Vander e do Carioca, de Unistalda.

É claro, eu ainda tenho o Dr. Júlio Garcia, advogado e meu amigo desde 1978 e a Dra. Rosani Mattos Garcia, neuropsicóloga, uma pessoa fantástica, mas nossas conversas são sempre breves e rápidas. Eu encontrei o Dr. Júlio Garcia no lançamento do filme do SANTIAGO, no cine CULT e ele até quis ligar para sua a filha, a Dra. Laís Garcia, pois embora eles estejam em Santiago e ela more, há muitos anos, em Porto Alegre, mas são um casal exemplar, estão sempre juntos, se protegem, se ajudam, se cuidam, exatamente como tem que ser uma família. Exatamente como não é a minha.

É claro, eu tenho o casal de amigos Angela e o Vilson, que são de Santa Rosa, mas são meus irmãos e amigos, mas eles tem os filhos deles, o RAUL e a Luíza, que estuda Relações Internacionais na UNIPAMPA de SANTANA DO LIVRAMENTO. Na verdade, eu raramente falo com a Ângela e converso mais com o VILSON e a filhinha deles nunca conversei com ela. O Raul também falamos muito pouco, quase nada.

De resto, tenho amigos de whatsapp, cito o Arthur Viero, que eventualmente conversamos. Mas vivo só, almoço só, janto só, não frequento rodas de amigos e estou bem por fora até dos partidos políticos. Recebo whats do Ronaldo e da Débora, mas é tudo muito distante. Eu amava jantar com minha filha, mas tudo foi destruído e o tempo engoliu tudo. Foi o trunfo dos que se diziam meus amigos.

Dr. Júlio Garcia
Dr. Júlio Garcia, historiador e advogado

Aprendi a viver sozinho e assim vou tocando a minha vida, sempre sozinho. Pego meu almoço sozinho e vivo sozinho. Foi a minha separação da NINA que levou o amigo JULIO GARCIA (foto) e me aproximar da LAÍS, sua filha, que é minha psicóloga e certamente é a pessoa que mais me conhece nessa vida, pois não tenho segredos com ela, conto tudo, o podre e o são. Minhas falhas e meus defeitos, é tudo exposto, assim com as minhas dores.

Então, ciente de que eu seria condenado no TRF4, só falei mesmo com o Laís, contei a ela que estava em Porto Alegre e que enfrentaria o julgamento mais pesado de minha vida.

Chego na hora e tem uma desembargadora nova tomando posse, sequer a conhecia, era a relatora do meu caso, Dra. ANA PAULA DE BORTOLI, e fui elaborando, mentalmente, meu recurso extraordinário para o STF, pois dei minha condenação como certa. Seria o triunfo dos hábeis do CAPÃO DO CIPÓ.  Eu esperava pelo relator prevento do meu caso que era o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, homem sério, aplicado e da mais alta tradição. 

Falei bem meus 15 minutos, disse quem eu era e o que eu fazia, disse a Verdade, que eu não era advogado criminalista. A procuradora federal demoliu comigo, fez seu papel, uma moça muito fina, educada e bonita, respeitosamente.

E agora ganhei um grande amigo, o Davi Damian, gente finíssima. 

Daí chegou a vez da Desembargadora Relatora do meu caso, que entrou no lugar de Thompson Flores. Ela iniciou seu voto dizendo que discordava da sentença do juiz federal de SANTANA DO LIVRAMENTO e pediu minha condenação, sempre muito reta, elegante e ponderada. Terminou comigo, mas finalizou dizendo que reconhecia que em função da pena aplicada a mim, restava tudo prescrito e votou pedindo aos demais desembargadores federais que votassem pela prescrição do processo.

Todos foram singelos em seus votos e acompanharam a relatora, declarando que o processo estava prescrito.

Processo prescrito quer dizer que o processo judicial que perde a validade ou que o direito de ser julgado ou punido se extingue devido à inércia do titular do direito ( civil ou penal) por um período prolongado, conforme determinado pela lei. Na prática, isso significa que o Estado não pode mais aplicar a punição.

Eu não sei se é sorte ou azar, mas meus processos quando vão a julgamento estão todos prescritos, como eu não sou criminalista, fico quieto e apenas leio as sentenças ou os acórdãos.

Mas é elogiável, como advogado e jornalista, noto o elevado respeito com que os advogados são tratados no TRF4. Ninguém olha a roupa, a caneta montblanc ou o  relógio rolex, nem o terno e nem os sapatos. Lá vale o conteúdo, a essência, notei isso quando falei, eles realmente prestam atenção no que o advogado fala. Se fosse assim, eu não uso relógio, não uso anel (nem tenho e  nunca tive).  Tenho cara de pobre, está estampado.


Escritor, autor de 6 livros,

jornalista, sociólogo e advogado.