Homenagem do Doutor DAVI DAMIAN ao meu aniversário

DAVI DAMIAN*

O escrito de sempre, “O aniversário” uma data que comemora antes de tudo, a Vida.
Transformações moleculares de cada dia, cada hora, cada segundo, algo que deve ser celebrado a todo instante com pessoas que te potencializam, que te impulsionam para seguir sempre em frente, mesmo que tropeços ocorram o movimento não cessa, as vezes tropeçar nos faz andar mais rápido. Mesmo quando se recua, mas como um leão, se retrocede para apenas tomar impulso e seguir em frente novamente.

Uma Amizade, não é aquela que concorda com tudo, que sorri sempre, é aquela que nos mostra o que fizemos/fazemos, para que o fluxo da vida não se interrompa por um eterno retorno, para que barragens do passado não interrompam o rio e as embarcações daqui para frente, móveis e imóveis, sem receio de mágoa, pois fala sem malícia, fala com o coração e alma. Ao contrário de alguns ofídios, estes que te amputam, já que não possuem mais o que amputar de si, mesmo tentando mostrar que são vítimas. Vítimas, alvo sim, mas de seu próprio veneno/ressentimento.

Mais um ano, um amigo nos propicia uma relação antiofídica, nos deixa longe e nos ensina a reconhecer os rastros peçonhentos, um leão que impede que todos os animais carniceiros se aproximem, ensinando a reconhecê-los, rugindo, lutando pela vida, amor, confiança, honra, respeito, de uma relação que não almeja o fim, mas sempre continuidade, começo, recomeço, compondo outros mundos…


DAVI DAMIAN é Psicanalista, Mestre e Doutor em Psicanálise pela UFRGS.

 

CONVITE PARA LANÇAMENTO DA CANDIDATURA DE LUCIANA GENRO

Olá Júlio:
O primeiro dia da campanha eleitoral já tem hora e lugar para acontecer, e eu quero contar com a tua presença!

No domingo, 16 de agosto, vamos realizar um encontro de lançamento da minha candidatura em Porto Alegre, reunindo movimentos sociais, sindicatos, entidades, apoiadores e todas e todos que acompanham e constroem este mandato de luta contra a extrema direita e em defesa do povo trabalhador.

O encontro é aberto a todas e todos que quiserem se somar a essa caminhada ou apoiar o trabalho que a gente tem feito até aqui.

Vem com a gente!
Data: 16 de agosto (domingo)
Horário: A partir das 15h30
Local: Centro de Eventos Barros Cassal
(Rua Doutor Barros Cassal, 220B – Floresta, Porto Alegre)

Esperamos vocês para dar início, juntos, a mais uma etapa dessa luta!

Para saber mais, entre em contato pelo WhatsApp: (51) 99287-2901.

Um abraço,
Luciana Genro

O caso Sylvia de Montarroyos, internada pela ditadura militar, a força, em Hospital psiquiátrico por 10 meses

A estudante Sylvia Montarroyos tinha apenas 17 anos quando foi presa pelo regime militar por distribuir um jornal com conteúdo “subversivo” e alfabetizar lavradores. Desacordada, recebia soro na ala feminina do Manicômio da Tamarineira, no Recife. Os “olhos diabolicamente ingênuos”, como descreveu o delegado que a prendera, estavam fechados.
Media 1,55 m e pesava menos de 30 kg. Os cabelos longos tinham sido raspados em um quartel do Exército. No braço esquerdo, uma das queimaduras de cigarro que marcavam sua pele tinha infeccionado e cheirava a carne podre.
Sylvia de Montarroyos escreveu o livro de memórias ‘Réquiem por Tatiana’. O drama vivido pela ativista é relatado nas mais de 400 páginas do livro. Segundo Sylvia, a obra relata suas memórias desde 2 de novembro de 1964, quando foi presa, até o momento em que saiu do Brasil, quase dois anos depois.
“Durante este tempo, fui brutalmente torturada em vários quartéis de Pernambuco e cheguei a ser internada no Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, que na época era Hospital da Tamarineira, onde fiquei por cerca de 10 meses. Cheguei lá pesando 23 quilos. O tratamento da época era à base de choques elétricos e drogas, mas mesmo assim consegui me recuperar um pouco. Então fui para a casa dos meus pais, mas fiquei só uma semana lá, pois os militares expediram mais um mandato de prisão. Fugi do Recife, passei um tempo no Rio de Janeiro e em São Paulo e, depois, fui para o Uruguai”, relatou Sylvia de Montarroyos.
A Ditadura Militar no Brasil teve início com o golpe militar que derrubou o governo de João Goulart, o então presidente democraticamente eleito no país, e durou entre os anos de 1964 e 1985.