*JULIO CESAR DE LIMA PRATES
“Quando um homem se convencer de sua própria virtude, ele é capaz de qualquer coisa”. Fiódor Dostoiévski
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Eu sei bem quem são as pessoas que se convencem de suas próprias virtudes, e a partir dessa ilusão do convencimento da virtude, não medem os esforços que vão causar nos outros e nem sequer na formação de uma criança.
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Esses e essas são as piores espécies humanas. Há anos venho resistindo quieto essa terrível dimensão diabólica de um tarado sexual descontrolado e de uma víbora manipuladora capaz de impor sofrimentos a uma pessoa indefesa, desde que ela satisfaça suas loucuras e seu ego.
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O tarado já está ardendo com uma demência neurodegenerativa com a perda gradual de memória, inteligência, linguagem e raciocínio. É a crueldade da vida que retribui aquilo que se arma para com os outros e mais grave ainda, se essa outra vítima das armações é/era inocente.
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O futuro dessa mulher é tão sombrio quanto o avassalador destino que se impôs ao homem que imaginou que poderia tudo e armou para destruir um pai inocente e uma filha criança que apenas viviam a vida com pureza. Hoje eu li sobre o futuro dela e o que eu vi não é nada bom, embora eu seja apenas um leitor, um modesto leitor que sei interpretar subjetividades, mesmo as mais inconfessáveis. Eu conheço bandidos e bandidas pela sensibilidade que eu tenho ao tratar com as pessoas e sei que essa dupla podre fez para me atingir, embora o fingimento e a negação de tudo que eles externam perante aos demais da sociedade.
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(…) Quando um homem chega ao ponto de perder a estima de si próprio e abdicar das suas melhores qualidades e da dignidade humana, perdeu tudo, a sua ruína é inevitável.
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Quando se destrói quem sabe-se inocente, atrai-se o pior e todos males desejados aos outros recaem sobre os detratores.
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Eu perdi tudo e nada ganhei, exceto o privilégio de ver a realidade avassaladora quem luta para destruir vidas humanas e perturba-se com a pureza do amor.
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Vivo quieto, sozinho e isolado, perdi tudo e me tiraram tudo, sobrou uma vida entre os escombros. Só não perdi o dom de ler como apodrecem os que semeiam os males e imaginam que são impunes.
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Não existem bondade na podridão e a maldade é a mãe de todas as ruínas.
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Eu li Dostoiévski aos 18 anos e entendi bem suas reflexões sobre a semeadura da maldade e o convencimento das virtudes que certas pessoas possuem. Virtudes são sentimentos altamente subjetivos e não é o fato de alguém imaginar-se virtuoso ou virtuosa que a imaginação as fará serem o que não são e nunca foram. A virtude apenas é, ela não é um campo minado onde se possa trafegar com direito as puerilidades humanas, pois tudo que impõe ao outro, se retorna e sempre mais eficaz que os sentimentos de desejos podres do cultivo do mal.
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Estou muito afastado de todos e apenas cultivo raras amizades. Sei tudo o que houve, sei tudo o que foi dito e sou frio o suficiente para entender o peso do que me jogaram sem direito a defesa, mas minha vida e meu coração ainda insistem na resistência e na aposta da contradição, sem medo mais de ninguém, pois nem minha vida mais está aqui.
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Me tiraram o sorriso, só não tiraram minha alma e nem minha inteligência, por isso eu consulto o tarot para ver o destino dos semeadores de desgraças e não vejo graça no túnel maldito que a maldição enfiou-se, chafurdada nas escrementosas orgias por onde um ser humano, com a mínima dignidade, não deveria pisar.
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Eu vivo em paz, embora a dor do sofrimento e o alívio de ver o eterno retorno em vida. Não se constrói a felicidade desgraçando vidas e nem semeando horrores.
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O pior, sempre volta contra você. Basta a semeadura do mal.
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*Jornalista MTb-RS 11.75, Jornalista Internacional com registro de Editor nº 908225, Sociólogo, Teólogo e Advogado.
Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual e também em Sociologia Rural.
Autor de 6 livros e titular de blog www.julioprates.com desde o março de 2002.