Massacre dos Porongos: a história da chacina dos soldados negros no Rio Grande do Sul

BBC NEWS – LEANDRO PUJOL

Ilustração do Massacre dos Porongos, pintada pelo artista Thiago Krenning

Das muitas revoltas e rebeliões do século 19 no Brasil, poucas protagonizaram um episódio tão vil e covarde quanto o chamado Massacre dos Porongos, emboscada que vitimou mais de cem soldados negros durante a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul.

Também conhecida como Revolução Farroupilha, a revolta foi travada durante dez anos (1835-1845), tornando-se a guerra civil mais longa da história do país. De um lado, estava o governo imperial brasileiro. Do outro, a elite gaúcha insatisfeita com os altos impostos cobrados sobre seus produtos.

A partir da declaração de independência da então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, em 1836, os farroupilhas perceberam que não havia homens o bastante para fazer frente às tropas imperiais. Por essa razão, os republicanos começaram a cooptar negros escravizados. Mas não os seus.

“Em vez de cederem a própria mão de obra, os farroupilhas capturavam os negros dos adversários, que serviam aos imperiais ou estavam foragidos, com a promessa de alforria após o fim da guerra”, explica o jornalista Juremir Machado da Silva, autor de História Regional da Infâmia: o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras (L&PM, 2010).

Os negros, portanto, não lutavam pelos ideais farroupilhas, mas pela chance de liberdade. Embora também atuassem como infantes (soldados em pé), acabaram conhecidos na história como “lanceiros negros”.

A nova pracinha e os festejos das crianças

Eu nunca tive nada contra o prefeito Piru. Contudo, eu estava num almoço, convidado, por ser da imprensa, e ele que era vice-prefeito começou a atacar a imprensa. Foi horrível e desmanchou-se a boa imagem que eu tinha dele.

Hoje, abro uma exceção, pois passo diariamente na Pracinha de Brinquedos e a reforma empreendida é elogiável, até porque quem mais se beneficia são as crianças e a NINA, quando vinha a Santiago, adorava ficar horas brincando na pracinha.

Curiosamente, como perdi tudo que tive. guardei as boas recordações de suas brincadeiras alegres e amáveis. Talvez nunca mais a veja, mas a recordação do local e as docilidades do amor dela para com os brinquedos nunca me saem das lembranças.

Hoje, ao ver o parque todo remodelado e reestilizado a primeira imagem que me veio à lembrança foi de NINA e as recordações de suas brincadeiras no local.

E assim vou tocando minha vida, apenas de lembranças e amargando peso das traições e sujeiras. Só eu sei de minhas dores, só eu sei como convivo de frente com tudo, sem fugir de nada e sempre disposto a encarar o que se apresenta. Foram as pessoas as quais me dediquei, as quais mais amei que não vacilaram em me cravar punhais nas minhas costas. E ferido, arrasto, meus dias, até a minha consumação definitiva pela vontade de Deus.

O período é alegre e pude sentir nos rostos das crianças a satisfação e o festejo com os brinquedos. Pude sentir a alegria e um poucos dos ares do final de ano e natal que se aproximam.

Estranhamente, fiquei feliz pela felicidade que senti nas crianças.