Espicurismo e estoicismo: podem andar juntos?

*JÚLIO CÉSAR DE LIMA PRATES

As redes sociais estão cheias do debate acerca da prática satanista usada por uma pessoa famosa e o assunto se alastrou como uma praga, é o que todos falam.

Eu não falo em satanista como  adoradores de satanás. Falo sim  como filosofia prática que mescla múltiplos entendimentos, muito além de nossa compreensão.

Eu conheço muito bem toda a literatura mundial sobre o ocultismo, mas sempre identifiquei o perigo nos rituais satanistas e me confrontei muito fortemente com um poder,  justamente por conhecer – com detalhes – essas práticas. O reconvexo dos praticantes é fatal seja para o uso direto ou indireto. Por isso, sempre quis minha família longe disso. Fui derrotado e perdi tudo. Não que eu tenha medo, longe disso, mas por conhecer o perigo de quem não sabe nada e entra no modismo.

O satanismo está alastrado dentro de Santiago, muito mais do que conseguem imaginar. Está associado ao poder e as oferendas correm soltas. Até quem simula humildade e indiferença, está enfiado até o último fio de cabelo, pois a ambição material conduz homens e mulheres para esses rituais. Eu tenho dito que abomino religiosos locais metidos nisso, e ninguém está por ingenuidade ou pureza. Todos estão ganhando, seja pouco, seja muito, mas o certo é que a praga satânica tomou conta de nossa cidade.

Cada um frequenta a religião que quiser, assim como cada um participa dos rituais satanistas que bem entender. Isso é da liberdade de quem escolhe.

Eu peguei nojo dessas igrejas evangélicas porque fizeram com o povo alienado e imbecil massa de manobra de uma concepção política direitista e até os católicos estão metidos nisso.

Eu tenho a liderdade de agir contra os que me ofenderam e articularam até a minha morte. O golpe que eles levaram foi quando saquei todo o meu conhecimento sobre ocultismo, mas o fiz de modo limpo e puro, nunca escondi de ninguém.

A gente deve saber quem a gente agride e até onde uma pessoa pode resistir as agressões. Assim como se agride, a revanche é lícita e justa.

Eu conheço os ocultistas locais, embora não respeite ninguém, pois existe sempre uma mescla política com dinheiro e aí, quando existe poder e dinheiro, tudo apodrece.

Não existe bondade pura, estão todos atolados no engano, o negócio é saber o certo e o errado e o satanismo praticado em Santiago é uma distorção grave por poder e dinheiro. Quando maculam os princípios nobres do outro lado da  força, apenas por dinheiro e poder, podem ter certeza que tudo vira um jogo sujo e abominável.

Eu entendo que a podridão tomou um vulto tão grande e tão grave em Santiago que estamos na iminência de um grande caos.

Sigam, eu sigo meu rumo, quieto, paciente e sempre atento aos movimentos ocultos e mesmo aos movimentos não ocultos, mas que carregam a blasfêmia  cultuada por alguns que imaginaram que podiam tudo, inclusive destruir com a minha vida. Eu resisti e sei bem como enfrentar tudo e a todos.

Foi o maior erro deles e delas. Eu vou em paz e não sem razão vivo dizendo que sou cristão e também islâmico, pois nunca escondi de ninguém minha paixão pelo islamismo. Nada disso teria ocorrido se tivessem me respeitado. Preferiram bater de frente, agora arquem com as consequências de seus atos. Sou, sim, um tanto estóico, mas nunca fui puro estoicismo, respeitando Zenão de Cítio, na Grécia Antiga, 300 anos AC.

Quem é que disse que um estóico não pode ser epicurista?


* Autor de 6 livros  todos publicados pela PALLOTTI e GRUPO EDITORIAL FRONTEIRA-OESTE, jornalista nacional com registro no MtB nº 11.175, Registration International Standard Book Number nº 908 225 no Ministério da Cultura do Brasil, desde 17 de abril de 2008, Sociólogo 1983/1987, 90/91, Advogado 1994/2004 e Teólogo 2020/2023. Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual 2007/2008, com o livro A LINGUAGEM JURÍDICA NA IMPRENSA ESCRITA e também Pós-graduado em Sociologia Rural,  2000/2001, com o livro O IMPACTO DO MERCOSUL NAS PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES DO RIO GRANDE DO SUL ( não editado). É titular desse blog desde 2002, tendo, portanto, 24 anos de existência.