Cientistas pedem que brasileiros se preparem para fenômeno nos dias 28/06, 29/06 e 30/06

PEDRO SILVINI – JORNAL DO COMÉRCIO

Meteorologistas acompanham a formação de um novo ciclone associado a uma frente fria que deve alterar as condições do tempo em várias regiões do Brasil entre os dias 28 e 30 de junho. O sistema começa a se organizar entre Argentina, Paraguai e Bolívia no fim do sábado (27) e tende a avançar sobre áreas do Centro-Oeste e Sul do país, aumentando o risco de instabilidades atmosféricas e chuva.

ANOTAÇÕES ESTRÁBICAS

*JULIO CESAR DE LIMA PRATES

Na longa noite passada, revisei um pendrive de fotos da Nina, observei-as com cuidado e sempre fui de ver bem as fotos que marcaram épocas de minha vida.

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Minha mãe era bonita, uma pessoa doce e boa. Altamente humanitária e sempre me ensinou a repartir o que eu tinha com as pessoas mais pobres. embora eu fosse muito pobre, como sempre fui.

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Como se eu soubesse o destino de minha vida, nunca me liguei em bens materiais. Sempre dormi pelos cantos, nunca tive cama e até hoje durmo num sofá velho emprestado pelo dr. Aléssio, um raro amigo que eu estimo muito.

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A minha filha pintou uma aranha numa teia e tudo está intacto em sua cama, foto que impressionou a assistente social quando veio fazer o estudo social de minha casa. Lembrei-me que quando eu tinha a idade da NINA também desenhei uma aranha enorme de grande na parede do meu quarto.

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Era janeiro de 1984 e tinha tomado água num açude em Maçambará. Cheguei no gabinete do deputado e desembargador Bisol bem mal. Falei para o Juarez Pinheiro, que na época não era petista,  que eu não estava bem e fui atendido no posto médico da Assembleia Legislativa. Volto até o gabinete do Bisol e olho a casa onde Tarso Genro morava e- mesmo ao longo, em frente ao TJ – vi que tinha gente na casa. A Luciana houvera me dito que não estariam, decido ir até  o apartamento.

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Na real, eu houvera tomado a água do açude e tinham lavado máquinas agrícolas e toda a água estava contaminada. Assustado, pensei em contar tudo a Sandra, que é médica e era muito minha amiga. Toquei no interfone o Adelminho me atendeu e pediu para eu subir.  Constrangido subi, mas o carinho e o afeto de Adelmo foram fantásticos e conheci sua companheira, me lembro bem que ela fumava um cachimbo, embora me pareça que seu nome era Márcia Ustra.

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Converso bastante com Adelmo e Márcia e saio de lá, numa época em que não existiam celulares, volto ao gabinete do Bisol e ligo para o Antônio Gutierrez, artista plástico radicado em Maçambará. Conto a ele sobre a água envenenada que tomei e ele me diz que é um absurdo as lavagens de máquinas agrícolas dentro do açude e que há dias existia mortandade de peixes.

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Lembro-lhe que o pessoal do Partido Verde da ALEMANHA houvera falado comigo e que iriam até MAÇAMBARÁ atrás de cactus raros que GUTIERREZ os cultivava.

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Sozinho, me sentindo doente, porém medicado, encontro minha grande amiga Mirian Beck Bisol, historiadora, que fora casada com o filho mais velho de Bisol, Ricardo. Conto-lhe sobre a água e ela me fez chás, botou-me deitado num sofá e preparou-me comida. Era uma grande amiga e uma pessoa sensacional.

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O Bisol tinha uma filha que era médica-psiquiatra forense, Tula é o nome dela, eu não tenho certeza, mas acho que tinha também uma menina com o nome de Tula que era filha de RICARDO e MIRIAN, eu acho que hoje ela é PHD em quimica, mas não tenho certeza.

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O Pastor Aldo Antonio Dornelles, aqui de SANTIAGO, bate no gabinete do Bisol atrás de mim. Era uma missão impossível. Um rapaz, que morava ao lado da IGREJA, matou a noiva e deu-se dois tiros na cabeça. Estava interditado, quando se converteu, O pastor conta-me toda a história e como eu não morava em Santiago sequer sabia da história. O pastor queria uma carta do deputado ao governador. Eu faço a carta e levo-a no plenário. O Bisol, juiz, me diz que não poderia assinar aquela carta. Como todos nós sabíamos desenhar o nome de Bisol, era apenas um B, eu digo a ele que eu mesmo assinaria por ele. Feito, assinei e o Pastor Aldo não entendeu nada. Mas levou a carta em mãos a Casa Civil.

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O governador manda a carta a psiquiatria forense e a carta cai na mão da própria filha de Bisol.

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Eu assisto ao pessoal da direita e da esquerda. Como não tenho TV, apenas uso um velho notebook do Artur Viero e é minha forma de acesso a informação. Eu fico impressionado como a direita é burra e fazem um carnaval em cima do Lupi. Ontem, eu  uma revista velha, ISTO É,  de janeiro de 2014 onde a senhora ANA CRISTINA AQUINO, diz que levou 200 mil reais em dinheiro vivo para o Lupi.

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Se sabiam disso tudo, o que fizeram que o deixaram no gverno?

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Mas ninguém me tira da cabeça que a direita é burra, pois até hoje não viram o eixo do eixo dos canais de consignações de pagamentos com descontos em folha da receita federal e das receitas estaduais e não envolve INSS e sim todas as elites públicas. Assombrosa essa falta de visão e essa falta de conhecimento técnico de como se processa isso pelo  meio associativo e sindical, até parecido com o caso do INSS, mas totalmente diferente na concepção e montagem, tudo muito legal. Muitíssimo.

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Eu fiz uma escolha de vida consciente, nunca tive nada e nunca vou querer nada. Se eu pudesse, trabalharia graciosamente para ajudar as pessoas. Deus me mantém vivo e vou vivendo como posso. Me afastei das igrejas evangélicas pelo comércio da fé, embora tenha herdado bons hábitos dentro da igreja, pois nunca fumei, nunca bebi e sequer conheço maconha ou cocaína. Nunca me convenci de religiosos que vivem sem trabalhar e sem estudar. Quando eu tinha 18 anos o Pastor Aldo me convidou para eu ser pastor. Nunca seria pastor, não suporto esses Malafaias e esses Marcos Felicianos que atribuem a África como um continente amaldiçoado. Insuportável tudo isso.

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A única vida que tinha valor na minha vida ainda luto por ela, mas marquei bem o papel de cada um na sórdida armação. Ninguém fica impune comigo, ninguém é ninguém.

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Já bem adulto, depois de destrinchar VALDOMIRO LORENZ, me dediquei a ler toda uma coleção de ocultistas.

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Francisco Valdomiro Lorenz me ajudou, e muito, a entender a CABALA  e, de certa forma, após adquirir tal conhecimento passei a desprezá-lo com a perda de interesse. E nunca mais nada me atraiu, embora sempre mantive o interesse pelo ESPERANTO e Lorenz era um esperantista reconhecido. Até volta e meio eu ainda escreva sobre o ESPERANTO.

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Mas – na mesma proporção em que fui conhecendo a CABALA com LORENZ, fui concluindo, não sei se certo ou errado até hoje, que espírito sequer existia e que todas as construções teóricas acerca de espíritos eram apenas conjeturas humanas. Li e entendi os OCULTISTAS, apesar de ler quase todos os volumes, porém chocado com as conclusões de todos, entendi que todos pensavam iguais o mistério da vida e o destino da alma, tudo era reencarnação. O que fazer para quem não consegue acreditar em espíritos de mortos?

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Admito que foi o teólogo ateu OSVALDO LUIZ RIBEIRO quem me deu as luzes mais próximas do que eu sempre pensei acerca da vida e das fantasias milenares de almas e espíritos, pelo menos foi a pessoa que me deu as explicações mais convincentes acerca do nada que é a vida após a morte.

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Foi o médico-psiquiatra judeu Leonardo Grabois quem levou-me num sebo raro e contou para o nosso amigo proprietário que eu era iniciado; nessa ocasião, comprou dois livros de Papus, tratado de ciência oculta elementar, volumes I e II e presenteou-me, apesar de minha resistência em estudar tais literaturas e eu nunca ter sido iniciado coisa alguma.
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Na ocasião, descobri que os livros de Papus integravam uma coleção da revista planeta. Apenas guardei-os  pelo carinho do amigo. Passados uns anos, num outro sebo, na João Pessoa, em Porto Alegre, por acaso, encontro um outro exemplar da mesma coleção, Paracelso, “A chave da Alquimia”.  Comprei o livro e guardei.
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Com o passar dos anos, mais velho, mais maduro, lendo Paracelso e Papus, senti um relativo desejo de comprar toda a coleção, pois nela havia algum significado fora da simples concepção de compra e venda de livros.
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Em março de 2010, no velho sebo onde se respira judaísmo, deixei meu cartão e a pedi ao amigo proprietário se algum dia ele tivesse tal coleção, que me ligasse, que a compraria.
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Quase quatro anos depois, em janeiro desse ano, ele ligou-me. Contou-me que estava com muitos livros de uma biblioteca particular de um velho iniciado, porém, de origem russa, não era judeu. Foi desse falecido que caiu em suas mãos os 20 volumes da coleção planeta. Ofereceu-me tudo. Achei caro o valor pedido, mas pensei na Nina e decidi fazer o depósito; o fiz nos últimos dias.
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Numa sexta-feira recebi o pacote. Os livros são bem conservados. Mas – finalmente – reuni KRISHNAMURTI, PARACELSO, ALLAN KARDEC, NOSTRADAMUS, BLAVATSKY, ROSO DE LUNA, BORREL, PAPUS, FIGANÍERE, MOLINERO, GUAITA, KOSMINSKY, LEPRINCE/FOUGUÉ, NICOLAS FLAMEL, SHIMON HALEVI, AUROBINDO e IDRIES SHAH. 
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PAPUS era um médico espanhol da ordem martinista, diferente de Allan Kardec que era formado em letras e aqui em Santiago o chamam de médico. O nome de Allan Kardec era Hippolyte Leon Denizard Rivail, assiim como o do médico espanhol PAPUS era Gérard Anaclet Vincent Encausse. Contudo, LEPRINCE/FOUQUÉ realmente é muito sério e seu livro AS MEDICINAS DIFERENTES é um  de um conteúdo fantástico.
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Aproveitei a noite de um sábado para ler o até então desconhecido Idries Shah, na verdade, autor de 2 volumes, o primeiro deles intitulado “Magia Oriental” e o segundo “Ritos Mágicos e Ocultos”.
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Durante muitos anos dediquei-me apenas a ler clássicos; vivi muito sociologia, filosofia e psicanálise (embora a anti-psiquatria tenha me seduzido ao extremo). Assim, nunca fui além de Freud. Entretanto, voltei muitos anos no tempo. Num grupo de estudos freudianos que tínhamos em São Leopoldo, nos idos de 86/87/88…debochávamos de Jung, justamente pela crítica que o apresentava como místico, ligado às ciências ocultas…Curiosa minha volta, alguns diriam: curioso corte epistemológico, mas a verdade é que iniciei uma transição de Freud para Jung, um fato que jamais teria admitido anos atrás. Imaginem eu com uma biblioteca de ocultismo?
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Como o ser humano é complexo. Transitei do cristianismo para o marxismo, desse para a psicanálise e identifico-me, agora, numa outra transição, de volta a Cabala judaica e lendo ciências ocultas. Talvez eu nunca tenho abandonado a Cabala, não sei exatamente, apenas notei que com o nascimento da Nina voltei a refletir sobre suas bases teóricas e pressupostos metodológicos, pela base, transmissão de valores e plano ético diante da vida. Até entre os bandidos é preciso ética, não sem razão a máfia faz escola com seu ethos.
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Durante muitos anos acreditei que o Arqueômetro de Saint-Yves d’Alveydre contivesse mesmo todas as chaves das nossas religiões. Cheguei inclusive a aceitar um apêndice de apoio literário de Yves-Fred Boisset, que foi a agradável leitura do seu livro “Saint-Yves d`Alveydre: A Sinarquia, o Arqueômetro – As chaves do Oriente”. Contudo, na minha cabeça, no meu cérebro, esse livro de Boisset provocou um efeito contrário, pois muitas coisas foram desconstruídas. E depois…não consegui juntar os cacos, os fragmentos dispersos de informações que se apresentavam concatenadas, de alguma forma, em harmonia na minha mente.
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Essa desconstrução foi horrível por um lado, mas de outro foi muito libertador. Durante anos parei de tentar entender tais sistemas por dentro e prendi-me mais na análise discursiva aparente. Agora, de alguma forma, estou voltando, ou dando voltas em torno de teorias, porém sempre sozinho, sem pessoas para encetar reflexões. Num terrível acaso, descobri que Steiner era discípulo de Goethe e suas teorias evolucionistas e foi quando rasguei tudo que sabia sobre antropologia num terrível nó existencial. No curso de ciências sociais eu estudei  muito sobre antropologia. Mas foi no marxismo que encontrei respostas bem mais sedimentadas.
 

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Apenas escrevo em busca de compreensão e quiça de algum iniciado sincero disposto a tais reflexões.

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Há muitos anos li e compreendi Maquiavel e Sun Tzu. E entendi a podridão humana, a falta de ética e a alta traição de pessoas que estavam próximas de mim apenas aguardando a hora para praticarem seus atos pueris e covardes. A podridão fecunda de onde menos imaginamos e mesmo quem não aparenta exala os mais fétidos odores sociais de suas práticas blasfêmicas.

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Hoje, curiosamente, eu entendi como matam uma pessoa sem sequer chegar perto dela. Os ritos são muito complexos e é preciso desenvolver. Mas não é nada simples, é tudo muito mais complexo do que eu consigo exprimir em palavras.

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Eu tive um amigo que conhecia Thelema, fomos muito amigos, até que um dia ele me ofendeu devido uma festinha de aniversário meu, dia 12 de agosto. Eu gostava dele, mas ele foi muito fundo na crítica ao desastre de minha separação. Não sei até hoje com que intenção ele proferiu tudo aqui contra mim. Eu não me abalei e nem nunca temi seus rituais, ele sempre soube que eu conhecia tudo e sequer acredita em quaisquer coisas semelhantes.

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Foi num livro desses sobre ocultismo, é claro que não vou citar o nome, que descobri um segredo de minha vida.

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Quando eu ia para fora, lá onde moram os pais de Eliziane,  nunca pude dormir dentro da casa. Eu me sentia tão mal, tão mal, dentro de casa que eu era obrigado a sair caminhar pelos campos. Existia algo errado, parece até que eu fervia, senti meu sangue, algo muito estranho, embora as pessoas fossem boas e amáveis.

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Mas minha paixão pelos cachorros e cadelas me fez comprar uma barraca e ao dormir, todos os animais se deitavam juntos de mim. Era uma festa e eu vivia uma felicidade rara, pois sempre amei cachorros e gatos. E não é que foi lendo sobre o ocultismo que eu encontrei uma explicação bem razoável sobre a paixão doentia dos cachorros por mim. Eu sequer os conhecia, não era dono de nenhum deles, mas eu chegava na casa e era uma festa sem precedentes.

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Quando criança, eu sempre dormia com meus gatinhos e sempre criei cachorros, da mesma forma. Eu nunca tive medo de nada, de nada mesmo, amava andar no escuro pelos campos afora. Levava muitos sustos, mas nada me punha medo. Amava olhar a lua, as estrelas e as horas passavam rapidamente.

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Lembro-me quando criança, cinco, seis, sete anos, eu não suportava ficar na cama a noite, levantava e saia curtir o breu embaixo das bergamoteiras, ficava horas curtindo os céus.  Isso tudo me fazia feliz.

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Embora leitor de tudo isso, sou apenas curioso, nada além de curioso.

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Só eu conheço bem o segredo dos meus olhos e sempre leio duas ou três anotações sempre ao mesmo tempo e meus olhos saber fazer o jogo como se eu fosse estrábico.


*É escritor, autor de 6 livros, jornalista brasileiro registrado no Ministério do Trabalho sob nº 11.175, jornalista com registro de editor internacional nº 908225 no Ministério da Cultura do Brasil. 

Bacharel em Direito, em Sociologia e em Teologia.  Pós-graduado em Leitura, Produção, Análise e Reescritura Textual. Também é Pós-graduado em Sociologia Rural.

Titular desse blog desde 2002, sendo uma dos mais antigos do Estado do Rio Grande do Sul. Sou oposição sincera ao PP. 

 

 

 

RedeTV confirma morte de apresentadora aos 29 anos

César Nascimento / REDE TV

RedeTV! Confirmou a morte de uma apresentadora falecida há menos de um mês após revelar diagnóstico nas redes sociais. Através de uma mensagem publicada por seus familiares nas redes sociais, eles se despediram da famosa e lamentaram a perda precoce.

Confirme informado pelo site da emissora, Lillian Sze, morreu em Hong Kong, aos 29 anos. Ela lutava contar um câncer no ovário e faleceu na última terça-feira (23). “É com o coração partido que anunciamos que Lillian Shi Keying faleceu pacificamente esta manhã, cercada por seus entes queridos e familiares”, informou a família.

Sobre uma destruição simbólica dos sentidos

Não se trata de uma perda biológica dos sentidos, mas de um enfraquecimento de sua potência para acolher a complexidade da realidade.

 

Nossos sentidos nos concedem a capacidade de experimentar o mundo, percebê-lo, interpretá-lo e atribuir-lhe significado. Contudo, parece-me que vivemos um processo contínuo de destruição simbólica dessas capacidades. Não se trata de uma perda biológica dos sentidos, mas de um enfraquecimento de sua potência para acolher a complexidade da realidade.

Em 2023, o filme Zona de Interesse mostrou de maneira contundente como nossa capacidade de evitar elementos que geram conflitos internos pode ser imensa. Em alguns casos, essa evitação alcança a própria suspensão da capacidade de sentir horror diante de nossas ações ou daquilo que ocorre ao nosso redor. O título da obra é particularmente elucidativo. Trata-se, precisamente, de uma “zona de interesse” que direciona nossos sentidos para determinadas regiões da experiência, fazendo-nos enxergar algumas coisas enquanto ignoramos outras. Constitui-se, assim, uma percepção de mundo que não considera a totalidade de seus elementos, mas apenas aqueles que julgamos próximos, úteis ou suportáveis.

Essa reflexão remete à teoria do pensar de Bion. Em “Aprender com a Experiência” (1962), o autor propõe a existência dos chamados elementos beta: fragmentos da experiência emocional que não puderam ser transformados em pensamento. São experiências não digeridas psiquicamente, incapazes, naquele momento, de compor o campo do pensamento consciente. Entretanto, parece-me que parte desse material não desaparece simplesmente. Ainda que não seja pensado conscientemente, ele permanece operando em algum estrato da vida psíquica, influenciando percepções, afetos e modos de relação com o mundo.

Quando discorro sobre a possibilidade de uma obliteração da capacidade de pensar, refiro-me não apenas ao pensamento em si, mas também à exclusão dos elementos que se vinculam àquilo que é vivido como aversivo ou ameaçador. O sujeito não apenas evita determinados conteúdos; ele tende a afastar tudo aquilo que, de alguma forma, possa conduzi-lo novamente a eles. Desse modo, a defesa psíquica não atua apenas sobre uma ideia específica, mas sobre regiões inteiras da experiência.

O que pretendo afirmar é que, da mesma forma que não somos integralmente aquilo que pensamos ser, tampouco conhecemos o mundo e a trama de suas relações tal como efetivamente são. Entre nós e a realidade existe um campo ficcional constituído por fantasias, narrativas, identificações, desejos e defesas. Esse campo captura e organiza nossa percepção, determinando o que pode ou não ser visto. Não é possível eliminá-lo por completo, pois ele é parte constitutiva da experiência humana. Nesse sentido, a destruição simbólica dos sentidos não é uma exceção, mas uma condição permanente da existência. O que podemos fazer é desenvolver, paralelamente, uma capacidade mais sofisticada de elaborar a nós mesmos e à realidade que nos cerca.

Nesse ponto, cabe uma aproximação com o ensaio “O Último Messias” (1933), de Peter Zapffe. O filósofo norueguês sustenta a provocativa tese de que a consciência humana constitui uma espécie de erro evolutivo, responsável por um sofrimento singular da espécie. Embora o ensaio possua um tom marcadamente pessimista, parte de sua análise parece bastante coerente, sobretudo quando descreve as estratégias pelas quais os seres humanos procuram restringir ou anestesiar a consciência. Nesse aspecto, sua reflexão dialoga diretamente com o argumento aqui desenvolvido. Se a consciência nos expõe à angústia, ao desamparo e à percepção de nossa finitude, torna-se compreensível que haja uma tendência constante à sua limitação.

Poderíamos afirmar, portanto, que existe um impulso inicial em direção à inconsciência. Diversas teorias do desenvolvimento humano apontam nessa direção. A tradição kleiniana (1935; 1940; 1945), por exemplo, demonstra que a capacidade de integrar aspectos contraditórios da experiência constitui uma conquista psíquica complexa, e não uma condição originária que nasce com o sujeito, mas sim um desenvolvimento. A inconsciência, em muitos aspectos, apresenta-se como uma forma mais econômica de sobrevivência do que a consciência. Ser consciente é algo que inicialmente evitamos, mas que inevitavelmente precisamos construir para compreender a nós mesmos e ao mundo.

É nesse contexto que a reflexão de Adorno e Horkheimer se torna particularmente relevante. Na “Dialética do Esclarecimento” (1944/1947), os autores argumentam que o próprio esclarecimento, embora tenha produzido formas inéditas de dominação e instrumentalização da razão, permanece sendo a única via possível para a emancipação humana. O problema não reside no esclarecimento em si, mas em sua redução à racionalidade instrumental. Em outras palavras, a forma contemporânea de esclarecimento frequentemente esclarece pouco, pois não promove sujeitos verdadeiramente livres, autônomos ou maduros. Ainda assim, a fuga da ignorância, a sua saída, continua exigindo mais consciência e esclarecimento (principalmente sob a forma de uma racionalidade objetiva), e não menos.

Essa orientação não se fundamenta em uma luta direta contra as defesas psíquicas, mas na construção de um espaço mental continente, capaz de acolher a complexidade do mundo sem reduzi-la imediatamente a certezas simplificadoras. Trata-se de um espaço em que os diferentes elementos da experiência não precisam destruir uns aos outros para coexistirem; onde a contradição pode ser observada, suportada e elaborada antes de ser julgada ou eliminada.

Afinal, pensar não é apenas produzir ideias. Pensar implica tolerar a dúvida, sustentar a ambiguidade e suportar a frustração decorrente do encontro com aquilo que desmente nossas convicções. Talvez seja justamente nessa capacidade de permanecer diante do desconforto, sem recorrer imediatamente à negação, à anestesia ou à simplificação, que resida uma das formas mais genuínas de preservação dos sentidos. Preservá-los, nesse caso, significa manter viva a possibilidade de encontro com a realidade em sua complexidade irredutível. E talvez seja precisamente nessa abertura ao que nos desestabiliza que se encontre uma das condições fundamentais para uma existência mais consciente, mais livre e mais autenticamente humana.

Mas, diante de uma época marcada pela dispersão, pela aceleração da experiência e pela multiplicação de mecanismos de fuga, resta uma pergunta inevitável: será que hoje pensamos mais? Ou será que, apesar de todo o conhecimento disponível, nos tornamos menos conscientes de nós mesmos, dos outros e do mundo que habitamos?

Se a segunda hipótese estiver correta, talvez isso signifique que nossos sentidos encontram-se simbolicamente obliterados; que ainda não somos suficientemente conscientes e que perdemos, ao menos em parte, a capacidade de sentir o mundo em sua plenitude. Nesse caso, a tarefa de pensar não seria apenas um exercício intelectual, mas uma forma de recuperar aquilo que nos torna verdadeiramente humanos: a possibilidade de experimentar a realidade para além das zonas de interesse que construímos para nos proteger dela.

Ralf Souza, responderRalf Diego Silva de Souza é psicólogo, psicoterapeuta e docente no ensino superior. Participou do Programa de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui especialização em Psicologia Hospitalar. Sua produção intelectual e interesses de pesquisa concentram-se no campo da Psicanálise, com ênfase nas contribuições de Melanie Klein e Wilfred Bion, do Marxismo, da Teoria Crítica e da tradição da Escola de Frankfurt.

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Flávio e Lula empatam no 2º turno, diz pesquisa…

PODER 360

A Gerp entrevistou 2.000 pessoas em todo o território nacional de 15 a 20 de junho; margem de erro é de 2,19 pontos…

Levantamento da Gerp divulgado nesta 4ª feira (24.jun.2026) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de 2º turno, considerada a margem de erro de 2,19 pontos percentuais. No cenário testado, o congressista Flávio registra 42% das intenções de voto, enquanto o petista aparece com 40%.