As mortes que chocam

A morte é sempre um mistério e deixa um vazio enorme. Eu perdi dois amigos em dois dias. O César Kubiça ( foto), irmão do Katê, um rapaz ainda moço, com muita vida pela frente. Evangélico, não bebia, não fumava e passou mal repentinamente. Foi até o Hospital, onde mediram-lhe a pressão e ficou na espera, pois ninguém contava que viesse a falecer ali mesmo, tão abruptamente.

Eu era amigo do César, ele gostava de conversar comigo, especialmente sobre religião. Era uma pessoa dócil, meiga e homem raro homem dedicado a família, a quem admirava e lutava por ela.

Os relatos são que ele pronunciou, antes de cair sem vida, “eu vou morrer”. Mistérios profundos. Foi uma perda sem palaras para exprimir.

Mas eu entendo.

Dias atrás, estava no Chico Gorski renovando meu tókens do processo eletrônico. Eu também não bebo, não fumo, apenas tomo remédios para controlar a diabete. Dentro do escritório, de súbito, perco totalmente os forças, mal podia parar em pé. Socorrido por amigos, minha glicose deu 50, foi uma queda abrupta que quase me levou. Notei ali que tudo estava sem controle. Minha glicose oscila dos 500 a 50. Isso é um pavor. É claro, numa dessas eu vou.

Imagino que o caso do César foi muito parecido com o meu, embora ele seja bem mais moço que eu.

Triste também a perda do médico Nestor Pês (foto), outra morte que assustou a todos nós, embora seu quadro de saúde fosse bem debilitado.

Pessoa sensata, equilibrado,  excelente médico, pai efetuoso. Li sobre sua morte no facebook da Aline, que estava na Bahia, onde mora, com seu esposo, Cleudo Irion, fillhas e filho.

O relato da Aline é chocante, emocionante e descreve bem a perda de um pai. Ela soube transcender o amor em palavras e o sentimento da perda com riqueza de detalhes.

Eu não divulgo mortes e nem crimes em meu blog, exceto as exceções e hoje é um dia excepcional. 

Eu perdi dois amigos, duas pessoas maravilhosas e fica essa lacuna que fica quando todos nós deixamos esse mundo. Uns mais cedo, outros um pouco mais, um pouco menos, mas todos nós deixamos a vida para seguir não sei o quê? A rigor, não tenho certeza do que vem após a morte e nem sei se existe vida após após a morte. Sei que as crenças são boas, são ilusões agradáveis, pois todos falam em reencontros.

Não acredito em céus e nem em infernos, por isso, talvez, eu sofra demais, mais que as pessoas que acreditam que a vida segue numa alma ou num espírito. Em suma, nunca saberemos, exceto se o avanço da IA for porrada mesmo. Aí até será bom, pelo menos, sairemos desse mar de dúvidas.

Têm coisas na vida que eu gosto muito, especialmente pessoas, amigos e amigas e de animais, como gatinhos e cachorros.

Meus sentimentos mais profundos a todos !!!!!!!!!!!!