Há três anos o município de Santiago, pela decisão do prefeito Tiago Lacerda e de sua secretária de educação, Mara Rebelo, decidiram lançar as bases de um colégio Militar em Santiago e escolheram como alvo o Colégio SÃO JOSÉ, na Vila Rica.

O empreiteiro que fez as reformas foi o Leandro, o mesmo que concorreu a prefeito pelo PP no Capão do Cipó. Imaginem.
Soube, pelos trabalhadores que me procuraram devido a questões trabalhistas, que há haviam sido contratados vários militares reformados e todos os preparativos bem avantajados, inclusive com a construção de amplos pavilhões.
O blog NOVA PAUTA anunciou que seria a primeira escola cívico militar do Estado. Fico admirado como o professor João Lemes, um teórico, passou uma barriga dessas.
E agora, com a decisão do governo LULA, de terminar com as escolas cívico-militares, como é que fica o prefeito que investiu tudo no colégio SÃO JOSÉ para receber uma escola CÍVICO MILITAR?
Será que ninguém no staff do prefeito pensou que poderia trocar de governo?
Será que os teóricos da educação em Santiago acharam que esse projeto ficaria para sempre?
Sinceramente, não sei se foi um erro tático ou estratégico, pela dimensão do furo, mais me parece um erro estratégico, que foi avançando pelas táticas, todas erradas e pela aposta de que Bolsonaro fosse se eternizar no poder com os militares.
Apostar em Escolas Cívico Militares sempre foi uma aposta, um jogo, no escuro, por que era evidente a oposição a essa concepção de educação. Quem via a propaganda eleitoral do ZUCCO não tinha dúvidas que havia uma crítica generalizada a educação tradicional e um discurso apologético ao ensino cívico-militar, com crianças marchando robotizadas e submissas.
Lembro-me que escrevi sobre o assunto, à epoca.
Hoje, com o anuncio do Presidente LULA de colocar um fim nessa visão de educação, vai-se grande perda para Santiago.
Ninguém me ouviu, embora todos leiam meu blog.
Uma lástima de erro.
