Lendo teu último escrito, me lembrei de um texto de Kafka: “O castelo”, onde um agrimensor recém contratado vai de um lado pra lá e pra cá pela burocracia do Estado. No qual, os mecanismos de estado foram elaborados para funcionar para não funcionar.
E o pragmatismo atual maniqueísta como pré 1ª Guerra Mundial,
Contemporâneo (na concepção de Foucault, Deleuze, Guattari) vemos a busca destes conceitos já que ouvimos “no meu tempo era tal…” as práticas discursivas se atualizam, hoje são fugidias, são areia, não concreto, mas autarquias, oligarcas de recursos bélicos e teocratas para isolar e alienar são presentes, a mídia como em Chomsky é o cassetete do governo.
Uma diglossia de Ferguson (análise do discurso) Pêcheux, e beirando um silogismo erístico estatal, apenas premissas que vemos hoje; depois Pão e Circo, não temos memória de longo prazo, amanhã esquecemos (em alguns casos).
Até paradoxal, nem tudo que é justo é Justiça e nem tudo que é Justiça é justo; mas para quem?
*DAVI DAMIAN é psicanalista, Mestre e Doutor em Psicanálise pela UFRGS.
