Segundo a Polícia Civil, grupo é suspeito de invadir sistema do Detran para fazer transferências ilegais de veículos, retirar multas e excluir restrições. Investigação identificou mais de 600 acessos indevidos.
Por Ana Lídia Araújo, g1 DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) procura cinco investigados suspeitos de integrar um esquema de fraude no sistema do Detran-DF.
Segundo a corporação, os alvos tiveram a prisão preventiva decretada, mas não foram encontrados durante a operação deflagrada nesta terça-feira (26).
De acordo com as investigações, o grupo acessava indevidamente o sistema do Detran para fazer transferências ilegais de veículos, além de retirar multas e restrições.
➡ A polícia afirma que mais de 600 acessos suspeitos foram identificados usando a matrícula de uma única servidora do órgão, que procurou a corporação após descobrir o uso indevido do login dela.
Entre os procurados estão o servidor do Detran-DF Alexandre Macedo da Rosa, apontado pela polícia como líder do grupo, e a esposa dele, Shana Rodrigues Macedo, que não é servidora do órgão (veja a imagem acima).
Entre os procurados estão o servidor do Detran-DF Alexandre Macedo da Rosa, apontado pela polícia como líder do grupo, e a esposa dele, Shana Rodrigues Macedo, que não é servidora do órgão (veja a imagem acima).
Como funcionava o esquema
Segundo o delegado da 17ª DP, Thiago Boeing, a investigação começou há cerca de um ano, após uma servidora do Detran denunciar que o acesso dela havia sido usado em centenas de operações suspeitas.
A primeira fase da operação ocorreu no início deste ano. Com a apreensão de celulares e outros materiais, os investigadores conseguiram identificar o suposto líder do esquema, Alexandre Macedo da Rosa.
Segundo a polícia, despachantes ofereciam os serviços ilegais a terceiros. Cada fraude custava cerca de R$ 2 mil.

Ainda de acordo com a investigação, o esquema causava prejuízos tanto para donos de veículos quanto para o poder público.
Os investigados foram denunciados por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistema de informática.
O que diz o Detran-DF
“O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos a partir de procedimentos de monitoramento interno, cruzamento de informações de segurança e atuação conjunta com os órgãos de investigação e inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Cabe destacar que o Detran-DF vem adotando, de forma contínua, medidas de fortalecimento da segurança da informação, auditoria de acessos, rastreabilidade de operações, autenticação multifator (MFA), revisão de perfis de acesso e ampliação dos mecanismos de monitoramento dos sistemas corporativos, especialmente do GETRAN.
No caso de envolvimento de servidor, são adotadas medidas administrativas imediatas, como o afastamento do setor de origem e o bloqueio de acessos aos sistemas. Além disso, o servidor responde a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), no âmbito administrativo, podendo, conforme previsto na Lei Complementar nº 840/2011, sofrer penalidades que incluem a demissão. Paralelamente, também poderá responder na esfera penal, nos termos do Código Penal Brasileiro.
Quanto às próximas medidas, o Detran-DF continuará colaborando integralmente com as autoridades policiais e órgãos de controle, além de intensificar ações de segurança cibernética, revisão de acessos sistêmicos e aperfeiçoamento dos mecanismos de prevenção a fraudes.”
NOTA DO BLOG
Eu não entendi ainda o que esse caso tem a ver com SANTIAGO, sei que todos querem ver essa matéria. Não sei ainda se alguém de Santiago esteve pagando para retirar multas. Mas vai aparecer, se for isso.
