Hans Pfeifer 30/01/202630 de janeiro de 2026
Conversas do partido de ultradireita alemão com o ativista anti-imigração Martin Sellner apontam para radicalização crescente da sigla e uma disputa interna de poder.
São cuidadosamente encenadas as conversas de deputados estaduais e federais do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nos estados de Brandemburgo e Turíngia com o extremista de direita austríaco Martin Sellner .
Os painéis de discussão são registrados em vídeo, os eventos exibem vídeos gerados por inteligência artificial e fotos impressas em papel brilhante.
Em Brandemburgo, trata-se de um debate. Na Turíngia, uma conversa no parlamento estadual.
Ambas os diretórios estaduais, no Leste alemão, são classificados por autoridades de segurança como “comprovadamente de extrema direita”.
Os encontros da AfD com Sellner tinham um grande tema em comum, as deportações em massa. O ativista tratava, em voz alta, da retirada da cidadania alemã dos imigrantes .
Sua interlocutora da AfD em Brandemburgo, a deputada estadual Lena Kotré, adotou um tom igualmente radical em meados de janeiro de 2026, ao prometer a eleitores que, caso a AfD chegue ao governo do estado, haverá deportações “até que a pista de decolagem pegue fogo”.
As reuniões ocorrem em um momento importante para a AfD.
Em 2026, o partido pretende chegar ao governo em dois estados do Leste da Alemanha: a Saxônia-Anhalt e Brandemburgo. E já deu o pontapé inicial para a campanha eleitoral, com a política migratória radical, que é bem recebida pelos eleitores da AfD principalmente na parte oriental da Alemanha.
VEJAMOS O RESULTADO BRANDEMBURGO NA ALEMANHA
FONTE – ÓPERA MUNDI
