MINISTÉRIO PÚBLICO VAI A JUSTIÇA CONTRA A CORSAN E A AEGEA

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou ação civil pública contra a Corsan e a Aegea Saneamento após identificar práticas abusivas que elevam indevidamente as contas de água em Santa Maria.
A ação exige que a Liminares suspenda por irregularidades as cobranças, corrija a fatura e adeque o serviço às normas regulatórias, além da condenação das empresas e do pagamento de R$ 40 milhões a título de danos morais coletivos, com reversão à comunidade gaúcha por meio do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados ​​(FRBL).
Uma apuração realizada pela promotora de Justiça Giani Saad reuniu provas de diversas fontes, como dados do Procon, processos judiciais, orgones reguladores e relatos de consumidores, evidenciando irregularidades sistemáticas.
Entre as práticas identificadas estão a cobrança por média sem base técnica, multas individuais, cobrança por serviços não prestados, como tarifa de esgoto sem possibilidade de linha, e valores incompatíveis com o consumo real.
COBRANÇAS ABUSIVAS
Segundo o MPRS, essas condutas afetam principalmente consumidores hipervulneráveis ​​e comprometem o acesso à água, levando as famílias a sacrificar despesas básicas para manter o abastecimento.
Diante da dimensão coletiva e da repetição das irregularidades, o MPRS exige a interrupção imediata das práticas abusivas e a regularização da relação entre entrega e usuários.
Nos pedidos finais, além da confirmação das liminares, está a especificação das empresas ao pagamento de R$ 40 milhões por dano moral coletivo ao FRBL, com cuidado reparatório, pedagógico e preventivo, para evitar a continuidade das condutas e garantir a prestação adequada do serviço.
Foto: João Vilnei, SECOM, PMSM